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Christian diCarlo
Christian diCarlo - 3
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pela frente.
   Vou mostrar que sou digno para a Sua Santa Miss�o...

   O in�cio desta minha cr�nica tem sido dif�cil. Tenho reparado, durante as minha revis�es, na facilidade que tenho em divagar por temas que, apesar de importantes, pouco t�m a ver com o objectivo deste texto. No entanto, n�o vou corrigir nem apagar o que est� escrito, j� que poder� dar algum sentido e contexto ao conte�do deste caderno.
   Desta forma, vou tentar concentrar-me nos principais factos que preencheram esta minha �n�o-vida�.

   Certa noite, eu, o Ravnos Jinx e um outro indiv�duo p�lido e misterioso de nome Septimus, desembarc�mos numa pequena localidade do �Mare Nostrum�. Era uma vila mercantil que vivia do intenso com�rcio que provinha do Oriente. A� aprendi uma li��o que jamais esquecerei.
Acontece que, nesse tempo, esse dom�nio n�o tinha pr�ncipe. O senhor que deveria subir ao poder na localidade estava amea�ado por um outro pretendente, pelo menos assim nos explicou o l�der Tzimisce, a quem nos apresent�mos. Logo nos prop�s uma miss�o: trazer at� ele o seu oponente com a promessa de uma boa recompensa.
   O Septimus (que mais tarde reconheci como sendo daquele cl� misterioso dos Cappadocian) foi o �nico de n�s os tr�s que n�o se prestou a aceitar a proposta. A sua maneira de ser era a de quem tinha j� alguns s�culos de experi�ncia, mas o meu orgulho ofuscou a minha sagacidade e impediu-me de perceber a jogada do �saqueador de tumbas�, tal como os do seu estranho cl� eram conhecidos entre os cainites. A partir da� separ�mo-nos dele.
   Fomos ent�o ao encontro do presum�vel usurpador. O Tzimisce disse-nos que vivia enclausurado num mosteiro e que era do cl� dos deformados nauseabundos Nosferatu. Tinha a consci�ncia que iria ser dif�cil apanh�-lo se ele n�o nos quisesse acompanhar de livre vontade, pois, os cainites desgra�ados que possuem o sangue duplamente amaldi�oado do neto de Caim s�o muito fugidios e s� se deixam ver se eles pr�prios o quiserem.
   Era ainda muito jovem. Queria impor-me rapidamente e conquistar um lugar importante na sociedade cainite e especialmente no meu cl�. Por isso, tornei-me demasiado impulsivo. Deixei que as minhas emo��es se sobrepusessem � minha raz�o. Queria apenas um r�pido sucesso� era ainda muito jovem!
   N�o tinha ainda a consci�ncia de que � minha frente tenho toda a eternidade e que, com paci�ncia, determina��o e calculismo, consigo levar os meus planos avante. Ao contr�rio dos simples mortais, que necessitam de atingir o sucesso enquanto ainda vivem para terem alguma realiza��o pessoal ao longo da sua curta exist�ncia.
   Ent�o, eu e o Ravnos (que durante toda a miss�o foi um simples espectador!) conseguimos ent�o entrar no covil do nosferatu, muito por m�rito pr�prio do que por um trabalho em equipa.
   Como deveria esperar, o sujeito era um monge temente a Deus Nosso Senhor, que se encontrava ali h� v�rios s�culos enclausurado nas catacumbas daquele velho mosteiro, numa clara inten��o de contempla��o e medita��o das Obras e da Palavra Divina�
   Eu estava cego! A minha alma ainda d�i de remorsos das terr�veis decis�es que tomei naquele momento, decis�es essas alimentadas pela gan�ncia de poder e pelo orgulho. Que Deus me perdoe!
   Era �bvio que o monge anci�o n�o aceitava de modo nenhum ser levado � presen�a do Tzimisce, enclausurado como estava havia s�culos. Eu n�o achei que a sua intransig�ncia fosse relevante perante a urg�ncia de um problema de sucess�o� ameacei-o e ataquei-o!
   Ataquei um pobre monge que n�o tinha feito nada de mal a n�o ser reclamar o cargo de pr�ncipe daquele dom�nio, por ser o mais antigo naquele local. E sobretudo, tratando-se de um �homem� de Deus, que de certo poderia desempenhar essa fun��o com justi�a, de acordo com os ensinamentos do Senhor.
   O castigo de Deus n�o se fez esperar. No meio da confus�o, vi-me a lutar contra um selvagem Gangrel, que entretanto aparecera e que se colocara ao lado do pobre monge, que at� ali tinha evitado ao m�ximo o enfrentamento f�sico comigo (o Jinx simplesmente observava o desenrolar dos acontecimentos). N�o demorou muito at� que a agilidade, a resist�ncia f�sica e uma mera vara de madeira do �animal� derrotassem uma espada e muito espect�culo de sombras e me colocassem em torpor (que � o estado de lat�ncia que todos os vampyr ficam sujeitos se o seu poder se esgotar e se o seu corpo tiver sofrido v�rias feridas profundas).
   � ir�nico como um cainite selvagem e pag�o que s� pensa em sobreviver, n�o importa como, protege um monge do ataque de um cainite temente a Deus. �Deus escreve direito por linhas tortas�, dizem os populares. Naquela vara de madeira estava a Vontade Dele, e com ela fez uma ferida bem profunda no meu orgulho.
  Todas as sombras, todos os animais, todas as florestas s�o suspeitos de serem armadilhas do inomin�vel tinhoso, para atormentar a v�tima e faz�-la sofrer as piores torturas. Apesar de n�o estar muito longe da verdade, nem todas as sombras s�o comandadas pelo senhor das trevas.
   De facto, o Homem durante o dia pode contemplar descansado a beleza da cria��o de Deus, Senhor do Universo. Mas, � noite, os seus olhos podem ser facilmente iludidos pelos truques daquele que n�o tem nome. A� temos de entrar n�s, os amaldi�oados filhos de Caim. Com os nossos poderes, retirados do poder da nossa maldi��o, devemos expulsar o negro dos seus esconderijos da noite, onde se pode facilmente ocultar.
   Mas ele � forte e manhoso. Por isso tem conseguido corromper a vontade e a vis�o do povo de Caim.
   Mas o Nosso Pai, Todo Poderoso, concedeu-me a vis�o e a ilumina��o que me permitiram compreender esta guerra.
   Agora sei os des�gnios que o Todo Poderoso tem para me dar. Agora sei qual ir� ser o meu papel. Mas a minha revela��o s� acontecer� quando acabarem todas as provas e sacrif�cios que tenho
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