| No fundo, qualquer novo cainite dever� ser reverente para qualquer anci�o, qualquer que seja o seu cl�, respeitando o seu dom�nio (territ�rio sob o qual o anci�o tem direito sobre o alimento e sobre a "vida" dos outros cainites) e a sua palavra. Para al�m disso, qualquer cainite � respons�vel pelas ac��es do seu "filho", sendo ele tamb�m destru�do se o seu pupilo cometer algum "crime" contra as "Tradi��es", ou qualquer outro acto que n�o seja bem visto pelo anci�o dominante. S�o estas que nos obrigam a apresentar perante o senhor de um dom�nio para que ele saiba da nossa presen�a e inten��es. Esta � uma tarefa dif�cil de se fazer caso n�o se conhe�a a localidade nem o contacto que nos levar� a tal senhor, vulgarmente conhecido por �pr�ncipe�. Estas regras de conduta t�m vindo a ser cada vez mais contestadas pelos cainites mais novos, que procuram um lugar nesta sociedade. Este � um tempo de mudan�as. Parece que grande parte dos anci�es n�o se conseguem ambientar � nova ordem da sociedade depois da queda do imp�rio romano. A nostalgia dos tempos do imp�rio e a necessidade de sobreviv�ncia t�m tornado muitos deles inst�veis e, por consequ�ncia, perigosos. Alguns optaram por seguir por filosofias hereges do tempo do imp�rio e contr�rias �s que nos ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo na Sua vinda ao mundo, isolando-se uns em seitas de culto pessoal e outros em incendiar a sociedade mortal com as mesmas filosofias, tentando prop�sitos que s� eles sabem e percebem. O surgimento de uma nova seita de cainites poderosos que procura afirmar-se como um novo cl�, os Usurpadores Tremere, �, para mim, o sinal mais claro que a velha ordem pela qual se regiam os nossos anci�es est� mais do que ultrapassada. Como � poss�vel que os anci�es deixem que magos, nossos ancestrais inimigos, se apoderem do nosso sangue e o usem para aumentar o seu poder? Neste ponto tenho de dar raz�o ao brutais Tzimisce, que ficaram lesados do sangue de um dos seus mais importantes anci�es. Infelizmente, a desuni�o deste cl�, associado aos interesses dos Ventrue no leste da Europa (proporcionando alian�as com os Tremere), vai certamente proporcionar aos Usurpadores um papel na sociedade cainite. Tamb�m � de reconhecer que eles est�o a usar muito bem todos estes defeitos em seu proveito. J� se conhecem casas de Tremere na Europa Ocidental, em especial na Fran�a. E tudo isto acontece com o consentimento, mais ou menos velado, dos anci�es de todos os cl�s (excepto, parece-me, por Tzimisce e Gangrel). � neste ambiente que caminha para um caos, que a minha exist�ncia como criatura das trevas co-habita. E creio que � o ambiente pr�prio no qual Deus Nosso Senhor quer que eu interfira por Ele... como a Sua pesada M�o. � o meu destino! S� espero um sinal Seu para me revelar... Nas minhas primeiras viagens aprendi a sobreviver nas noites francesas. Equipado apenas com uma carro�a, um cavalo, um barril (onde eu "dormia" durante os dias) e algum dinheiro, saltei de aldeia em aldeia e de cidade em cidade. Conheci cainites de outros cl�s, mas devido ao meu estatuto e neonato nunca me deram muita import�ncia. Esperava, mais noite ou menos noite, poder integrar-me nalguma manobra Lasombra para demonstrar os meus talentos ao meu glorioso cl�. Mas a primeira li��o que aprendi foi a da paci�ncia, e a segunda a da iniciativa. Eram raros os senhores Lasombra que conseguia encontrar e mais raro ainda os que me recebiam. Sozinho, decidi eu pr�prio de demonstrar o meu potencial, indo ao encontro da aventura. Depois de vagabundear durante dois anos, entrei numa localidade para oferecer os meus servi�os ao pr�ncipe local. Ali ele me juntou a tr�s outros vampyr: um nobre Tzimisce (com pouca intelig�ncia e iniciativa, por isso um potencial aliado), um bronco Gangrel (muito impetuoso e inconsequente nas suas ac��es - nunca gostei muito deste cl�!) e um orgulhoso Brujah (de dif�cil trato, mas poderoso a combater). Foi a partir daqui que comecei a conhecer as virtudes e os defeitos dos diversos cl�s, filhos do amaldi�oado Caim. A nossa miss�o era o de soltar, ou matar, um servo do pr�ncipe, de modo a que o questor (ou inquisidor) que o aprisionara n�o desmascarasse a nossa exist�ncia como seres da noite e seres amaldi�oados. T�nhamos um antagonista, que nos fez perder imenso tempo � nossa miss�o: um filho de Malkav. As suas "travessuras", indignas de uma cria��o de Deus, apesar de amaldi�oada, perigavam a posi��o do pr�ncipe da cidade, que se preparava para defender o seu territ�rio contra um poderoso invasor. Depois de algumas perip�cias nessa cidade, onde tive de entrar na pris�o � for�a para soltar o "colega" Brujah (o seu nome do meio dele deveria de ser "Sarilho"), partimos para uma outra cidade, onde se encontrava o servo aprisionado. Durante essa viagem, encontr�mos um lobisomem, que, por certo, ainda era muito novo. Foi a primeira vez que estive frente-a-frente com um dos inimigos de sangue dos cainites. O pobre n�o teve muitas hip�teses, distra�do com as sombras que criei, foi f�cil ao Brujah, de nome Shakan, de terminar a sua exist�ncia com dois golpes r�pidos. � claro que para um Brujah novo como ele era, subiu-lhe � cabe�a tal feito, alterando o seu nome para Shakan "O Ca�ador de Lobisomens". Mais tarde descobri um pouco mais sobre a verdadeira natureza e perigo que um modesto lobisomem pode causar a um grupo de cainites dentro do seu meio natural. Em rela��o aos outros dois, a sua inutilidade tornou-se mais clara depois deste epis�dio. Uma besta ignorante com propens�o a amuar (parece-me que tal feitio faz parte da natureza dos Gangrel, para al�m do seu mau g�nio, pelo menos aqueles que conheci mais de perto) e uma ignorante besta com o rei na barriga e sem intelig�ncia para fazer bom uso dos seus poderes. Se soubesse quem eram os seus "pais-de-sangue"... Shakan era um pouco mais �til, mas tinha o defeito de atrair problemas. Uma vez tentou intimidar-me... coitado! Foi numa pequena aldeia que consegui apanhar e destruir o demon�aco malkavian. Foi tamb�m com o gosto do seu sangue que pela primeira vez senti a ilumina��o de Malkav. Na altura ainda n�o me tinha apercebido dos importantes des�gnios que Deus me queria mostrar pelo gosto do sangue de tais cainites pseudo-dementes (nesse tempo n�o percebi a mensagem que as ��guias� me traziam). Pois, na minha opini�o, de dementes n�o t�m nada. S�o sim iluminados por Deus para serem a esperan�a para quando chegar o dia em que a maldi��o que temos sobre n�s se acabar. Dementes s�o aqueles que n�o percebem essa sua miss�o, sejam eles filhos de Malkav ou n�o. N�o foram chamados de malucos alguns dos maiores g�nios da humanidade? Com o seu sangue tamb�m me aproximei mais do poder de Caim e fiquei a conhecer outros poderes que fui aprendendo ao longo da minha exist�ncia. Foi a minha primeira "Amaranth", ou comummente conhecida, diabloriza��o. |
| Christian diCarlo |
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