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Consideremos o lugar onde estamos. Eliminamos o coração, pulmões, glóbulos brancos e vermelhos, plaquetas, pâncreas, glândula tireóide e todos os órgãos produtores de hormônios, rins, bexiga, fígado, parte inferior do esôfago, estômago, intestinos grosso e delgado.
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O que ainda temos agora é o esqueleto, a pele, genitais, boca e parte superior do esôfago e o cérebro.
O esqueleto é uma estrutura estável, e nós já temos uma compreensão razoável de seu funcionamento. Nós substituímos partes dele hoje, apesar de nossa tecnologia para fazê-lo ter severas limitações. Nanorrobôs de interligação nos darão a habilidade de aumentar e, em último caso, substituir o esqueleto. Substituir partes do esqueleto hoje requer cirurgia dolorosa, mas substitui-lo por meio de nanorrobôs a partir de dentro pode ser um processo gradual e não-invasivo. O esqueleto humano versão 2.0 será muito forte e capaz de se consertar sozinho.
Nós não notaremos a ausência de muitos de nossos órgãos, como o fígado e o pâncreas, pois não sentimos diretamente o seu funcionamento. A pele, entretanto, é um órgão que nós de fato desejaremos manter -ou pelo menos manter a sua funcionalidade. A pele, que inclui os nossos órgãos sexuais primários e secundários, nos fornece uma função vital de comunicação e prazer.
Mesmo assim, seremos por fim capazes de melhorar a pele com novos e flexíveis materiais nanoprojetados que nos darão maior proteção contra os efeitos cinéticos e térmicos do ambiente, aumentando ao mesmo tempo nossa capacidade de comunicação íntima e prazer. O mesmo pode ser dito da boca e da parte superior do esôfago, responsáveis pelos aspectos do sistema digestivo que utilizamos para o ato de comer.
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| O processo de engenharia reversa e de redesign também abrangerá o sistema mais importante de nossos corpos: o cérebro. O cérebro é no mínimo tão complexo quanto todos os outros sistemas simultaneamente, com aproximadamente metade de nosso código genético dedicado ao seu design. A era dos implantes neurológicos também está encaminhada. Temos implantes cerebrais baseados em modelagem "neuromórfica" (isto é, engenharia reversa do cérebro humano e do sistema nervoso) para uma lista crescente de regiões. Em 2030, a eletrônica utilizará circuitos do tamanho de moléculas, a engenharia reversa do cérebro humano terá sido concluída e os bioMEMS terão evoluído para bioNEMS (sistemas biológicos nanoeletromecânicos). Ele planeja substituir o implante coclear (um aparato que se comunica diretamente com o sistema nervoso auditivo) por um novo modelo que tem mil níveis de discriminação de frequências, o que lhe permitirá voltar a escutar música. Aqui em Bauru a USP faz o implante coclear. Para saber mais sobre o implante entre aqui. |
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| Usp de Bauru onde é feito o implante coclear. |
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Autor do texto: Ray Kurzweil dirige o grupo Kurzweil Technologies e é autor de, entre outros, "The Age of Intelligent Machines" (MIT Press). Este texto foi veiculado originalmente no site http://www.kurzweilai.net/ (February 17th 2003)
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