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O sexo já está bastante desvinculado de sua função biológica. Na maior parte das vezes, participamos de atividade sexual para nos aproximarmos intimamente e para obtermos prazer sensual, e não pela reprodução. Da mesma forma, possuímos diversos métodos para gerar bebês sem o ato físico do sexo, embora a maior parte da reprodução ainda derive desse ato. Apesar de não ser aceita por todos os setores da sociedade, essa dissociação entre sexo e a sua função biológica foi prontamente (pode-se dizer até ansiosamente) adotada pela maioria. |
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| Atividade que também proporciona tanta intimidade social quanto o prazer sensual, o ato de comer. |
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Herança de Armazenamento (no passado e hoje)
Por outro lado, nossos corpos se desenvolveram em uma era muito diferente. Nosso processo digestivo, em particular, é otimizado para uma situação dramaticamente distinta daquela em que nos encontramos.
Para a nossa herança biológica, havia uma grande probabilidade de que a próxima estação de coleta ou caça (e, por um período breve e relativamente recente, o próximo plantio) pudesse ser catastroficamente parca. Então fazia sentido que nossos corpos armazenassem cada caloria possível. Hoje, essa estratégia biológica é extremamente contraproducente. Nossa programação metabólica obsoleta é subjacente à epidemia contemporânea de obesidade e é causa de processos patológicos de doenças degenerativas, como a doença arterial coronária e diabetes do tipo 2.
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Esforço do Trabalho (no passado e hoje)
| Até recentemente (em uma escala temporal evolucionária), não era interessante para a espécie que pessoas velhas como eu (que nasci em 1948) usassem os recursos do clã. A evolução favorecia uma existência curta -a expectativa de vida era de 37 anos há apenas dois séculos- para que essas reservas restritas pudessem ser devotadas aos jovens, aos que tomavam conta dos pequenos e aos que fossem fortes o bastante para se devotar a intenso esforço físico. Vivemos agora em uma era de grande abundância material. A maior parte do trabalho requer esforço mental, em vez de físico. Um século atrás, 30% do trabalho nos EUA consistia no esforço físico em fazendas, enquanto outros 30%, em fábricas. Ambos os números estão agora em menos de 3%. A grande maioria das categorias de emprego atuais, que variam de comissário de bordo a "web designer", não existia um século atrás. Em 2003, temos a oportunidade de continuar a contribuir para o conhecimento de nossa civilização, que cresce exponencialmente -por acaso, um atributo único de nossa espécie-, bem além de nossos dias de economizar recursos para criar crianças. | ![]() |
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| O trabalho, hoje em dia, requer mais esforço mental do que físico. |
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Autor do texto: Ray Kurzweil dirige o grupo Kurzweil Technologies e é autor de, entre outros, "The Age of Intelligent Machines" (MIT Press). Este texto foi veiculado originalmente no site http://www.kurzweilai.net/ (February 17th 2003)
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