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Di�rio do Front
Quem representa quem em S�o Carlos?
At� que ponto as entidades da cidade realmente representam quem dizem representar

Alexandre Gomes
A discuss�o em torno do projeto do Presidente da C�mara, Antonio Carlos Catharino (PPB),extinguindo a �rea Azul, durante a sess�o de ontem, oferecem uma oportunidade para que se debata tamb�m outra coisa: qual � afinal a representatividade das entidades da cidade.
Fala-se muito de sociedade civil, de for�as vivas, mas at� que ponto as entidades que est�o por a� realmente representam alguma coisa? At� que ponto a opini�o dos diretores destas entidades realmente significam o anseio dos s�cios?
� fato p�blico e not�rio que o Sindicato do Com�rcio Varejista, cujo presidente Paulo Gullo foi o articulador da press�o em favor da Emtel, � uma entidade quase fantasma. Para se manter no poder a entidadde esfor�a-se ao m�ximo para que exista um n�mero m�nimo de s�cios. O pr�prio presidente atual, quando ainda tentava chegar ao cargo, foi uma das pesoas que denunciava isto.
Apesar do n�mero reduzido de s�cios, cuja idade m�dia deve ser sexagen�ria, a entidade fala em nome do conjunto do com�rcio e - pior - arrecada um valor significativo de todos os comerciantes da cidade a t�tulo de imposto sindical. N�o existe a preocupa��o de arrumar associados porque existe uma arrecada��o compuls�ria que independe da entidade funcionar ou n�o, prestar algum servi�o ou n�o.
Da mesma forma os partidos em sua imensa maioria, com uma honrosa men��o ao PT que � praticamente a �nica exce��o, n�o tem a menor vida, n�o passam de uma legenda vazia de significado e conte�do. O que se tenta chamar de sociedade civil n�o � hoje mais do que entidades cuja �nica exist�ncia se d� nos cart�rios e n�o na vida real, s�o pe�as de fic��o.
Ontem isto ficou bem claro proque apesar de uma s�rie de entidades teoricamente representativas do com�rcio ir a C�mara pleiteando falar em nome dos comerciantes foram incapazes de mobilizar gente suficiente apra encher metade que fosse do min�sculo audit�rio do Legislativo.
Disseram eles que trouxeram apenas uma comiss�o em lugar das 40 pessoas que participaram de uma reuni�o pr�via "para evitar tumulto". Parece mais hist�ria da carochinha, conversa mole para boi dormir que uma entidade abra m�a de defender seus interesses garantindo o m�ximo de presen�as poss�veis. S� esta hist�ria que cheira a desculpa esfarrapada j� msotra se n�o a fraqueza ao menos a miopia estrat�gica de quem dirige estas entidades.
Mas ainda que admitamos que a cosia seja verdadeira, 40 pessoas � um n�mero irris�rio perto do n�mero de comerciantes e comerci�rios da cidade. Mesmo descontando os comerci�rios que tem suas obriga��es como trabalhadores, � injustifi�avl que os comerciantes se omitissem de participar de uma reuni�a sobre um tema que os dirigentes de entidades julgam t�o improtante.
N�o se sabe ao certo qual � realmente a opinI�a dos comerciantes da cidade sobre a �rea Azul. Mas certamente n�o ser� perguntando as entidades que se descobrir� isto.

Alexandre Gomes � editor do PRIMEIRA P�GINA



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