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Di�rio do Front
(t�tulo) Ca�ando candidatos a vereador (subt�tulo) Partidos est�o mais preocupados com votos do que com princ�pios Alexandre Gomes A temporada de ca�a aos candidatos a vereador j� come�ou e os partidos de uma forma geral est�o assediando quase todo mundo que esteja disposto a encarar uma campanha e obter pelo menos uns 100 votinhos. Na grande maioria das legendas esta busca de candidatos n�o � alicer�ada por nada mais do que uma oferta de espa�o e um resumo das chances reais - nem sempre realista. Muitas vezes os partidos criticam a infidelidade partid�ria, mas s�o eles pr�prios que fomentam o troca-troca de legendas porque n�o est�o nem um pouco preocupados em dar forma��o pol�tica aos seus filiados. E nem poderiam ter esta preocupa��o porque em geral nada tem de ideol�gicos, n�o se unem por princ�pios, mas apenas como uma forma de atingir o poder. Na realidade os partidos, com rar�ssimas exce��es, nunca foram no Brasil mais do que aberra��es importadas que s� sobrevivem como uma exig�ncia legal que todos animam-se a driblar. Se a lei exige partidos para que se disputem elei��es, ent�o finge-se que os partidos existem. Os partidos da Rep�blica Velha, meros grupos de interesse agrupados por estados tinham ao menos o m�rito de N�o serem hip�critas, neles n�o havia a tentativa de se fingir defender princ�pios ideol�gicos, tampouco existia fic��es de inst�ncias partid�rias tomando as decis�es. Nos partidos atuais se tem os mesmos v�cios, mas envergonhados, disfar�ados. A cada elei��a os partidos amea�am ressurgir, recruta-se ou coopta-se gente que pode ter alguns votos - na esperan�a de turbinar as candidaturas preferenciais. Um ou outro dos recrutados pode at� acabar surpreendendo e se elegendo por cima dos medalh�es, mas se faz isto � por seu m�rito pr�prio porque raramente o candidato representa um movimento social, ali�s muitas vezes sequer representa ele mesmo. Quem se arma dos tolos manuais acad�micos - em especial os importados - e tenta analisar a vida partid�ria no Brasil - em especial no que diz respeito aos munic�pios s� chegar� a alguma conclus�o aceit�vel se falsear os dados. N�o existem partidos de fato e atribuir ideologias aos grupos que se intitulam partidos � ingenuidade ou m� f�. Das dezenas, talvez centanas, de candidatos a vereador que ser�o recrutados at� 3 de outubro dificilmente se contar� mais do uma ou duas d�zias que se candidatam como representantes de uma comunidade ou movimento, e menos ainda que o faz por algum v�nculo ideol�gico. A imensa maioria s� tem a inten��o de obter um emprego bem remunerado de vereador. Para esta imensa maioria dos candidatos a campanha eleitoral � como um concurso p�blico que n�o exige n�vel de escolaridade e para o qual se precisa obter votos ao inv�s de pontos. Quase nenhum estar� preocupado com ideologia, princ�pios, partido ou mesmo no que fazer com o poder, estar�o apenas atr�s das benesses do poder. Grande aprte sequer se preocupar� em ter grandes preocupa��es sobre o que pdoe ou n�o pode fazer como vereador, ou sequer sobre qual � a real fun��o do vereador. N�o faltar�o aqueles que ir�a prometer escolas, postos de sa�de, asfalto e coisas do tipo que sequer fazem parte dos atributos do vereador. Quem vota em pessoas que fazem este tipo de promessa merece ser mal governado, porque tamb�m � incapaz de entender que a fun��a do vereador n�o � esta e se deixa enganar com facilidade. Os partidos mutias vezes n�o s� n�o se preocupar�o em corrigir estes mal entendidos e falta de informa��es, como muitas vezes vai acabar por alimentar a confus�a e desinforma��o. Alexandre Gomes � editor do PRIMEIRA P�GINA |
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