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(vinheta) Perfil Parlamentar
(t�tulo)"Eu sou popular, n�o populista", afirma Catharino
(subt�tulo) Presidente da C�mara aposta na sua gest�o para mostrar sua face de administrador
(legenda) Catharino: s�mbolo do per�odo que a C�mara deixou de ser reduto dos ricos

Alexandre Gomes

O Presidente da C�mara Municipal orgulha-se de ter um dos primeiros vereadores "populares", ainda na �poca de 70,"quando os vereadores N�o ganhavam sal�rio", faz quest�o de frisar ele.. "Quando eu me elegi pela primeira vez fui a grande surpresa, porque naquela �poca a pol�tica era uma coisa para os ricos, os doutores e eu era o 'padeirinho da Vila Nery'", relembra Catharino.
Do apelido de "padeirinho" que os advers�rios tentaram lhe dar quando ele se elegeu o vereador extraiu for�as e energia para estar sempre se superando, sempre buscando desafios novos. Nuca, por�m, sem abandonar o estilo grandiloquente, folcl�rico, que o fez querido nos bairros onde mora seu eleitorado.
Catharino diz que este desprezo que muitos pol�ticos tem pelos pobres � um dos grandes problemas do pa�s. Para ele � preciso ouvir o povo, dar aten��o, atender sempre que poss�vel. "Quem n�o atende bem o povo n�o volta para outro mandato, a n�o ser que gaste muito dinheiro para a campanha", comentou ele.
Catharino tamb�m ri da ingenuidade de quem imagina que vai entrar na pol�tica para enriquecer. O patrim�nio modesto do vereador, ap�s tanto tempo de verean�a, � uma verdadeira advert�ncia. Quem conhece Catharino sabe que com a sua conversa f�cil, seu estilo envolvente seria capaz de vender geladeria a esquim� e areia a bedu�no, mas ao inv�s de continuar sendo um vendedor de ponta preferiu investir seu talento na pol�tica.

Sabedoria popular
"O povo", diz Catharino, "sabe quando o pol�tico n�o gosta de falar com ele, marca, quem for maltratado ou humilhado uma vez n�o esquece nunca mais". Vereador com mais tempo na C�mara na cidade, talvez no estado, Catharino diz que seu segredo foi nunca ter se esquecido que veio do povo, dos humildes e � deles que vem os votos.
Catharino diz que assistencialismo n�o d� voto, como muitos pensam. Ele disse que acredita que muito poucas das pessoas que o procuram com pedidos votam nele, alguns at� v�o ser eles pr�prios candidatos, mas n�o se incomoda.
"As pessoas que n�o entendem a pol�tica, que n�o conhecem de pol�tica, acham que eu fa�o isto para ganhar votos, est�o erradas, eu fa�o isto porque tenho o cora��o mole, n�o sei dizer n�o a quem j� me ajudou em outras elei��es ou que conhe�o da rua", disse.

Novo estilo
Pela segunda vez presidente da C�mara o vereador se agarra � possibilidade de mostrar a cidade uma outra face sua, a de administrador s�rio. Para ele, poucos sabem que por detr�s de seu jeito alegre, extrovertido se esconde um administrador s�rio.
Seu grande esfor�o no momento, afirma o vereador, � encontrar meios que permitam economizar recursos da C�mara. Ele acredita que ser� poss�vel reduzir as despesas em at� R$ 100 mil/m�s at� o final do seu mandato e entregar o caixa sem d�vidas at� o final de seu mandato, mas adverte que n�o ser� tarefa f�cil.
"Sou um administrador que cuida do feij�o-com-arroz, do trivial, mas pode ter certeza que isto eu fa�o muito bem" diz ele justificando uma gest�o austera e constante na qual se prefere ficar numa linha m�dia ao inv�s de oscilar entre altos e baixos.
Sobre o futuro Catharino diz que ainda � cedo para pensar nisto. Ele diz que, como todo pol�tico, sonho em ser prefeito da sua cidade, mas que n�o pensa nisto agora, nem para a pr�xima elei��o.

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