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Vereadores d�o a volta por cima e defendem manuten��o dos 21 vereadores com altivez e argumentos Alexandre Gomes (legenda) Catharino: "Viva a Liberdade" (legenda) Rabelo: "Porque pobre n�o pode, porque s� os ricos, os bons?" (legenda) Perroni: defesa envergonhada Depois de seis meses "batendo cabe�a" a C�mara Municipal parece ter finalmente encontrado seu eixo durante a sess�o de ontem �s 21 h que rejeitou por 16 a 4 a proposta de redu��o do n�mero dos vereadores. Ao contr�rio do que vinha acontecendo antes, quando a defesa da manuten��o do n�mero de vereadores foi envergonhada, os vereadores fizeram uma defesa emocionada da C�mara. O clamor de "Viva a liberdade" com a qual o presidente da C�mara, Antonio Carlos Catharino encerrou seu discurso resumiu o esp�rito que dominou o Legislativo. Quase a uma s� voz os vereadores massacraram a proposta demag�gica e nesta noite sobrou aos demagogos a postura envergonhada. "� preciso desconfiar das belas mentiras que parecem verdade", comentou a vereadora Diana Cury (PMDB). "No passado a C�mara tinha o industrial, mas n�o tinha o industri�rio, tinha o comerciante, mas n�o tinha o comerci�rio", apontou o vereador Marquinho Amaral citando in�meros outros dados levantados por ele junto �s atas da C�mara. At� mesmo o vereador Laurindo Rabelo (PFL), normalmente calado, usou da palavra com inusitada clareza para registrar seu protesto: "S� os ricos podem ser vereadores, s� os bons, por que n�o querem os pobres aqui!". "Esse � o discurso f�cil, o discurso da economicidade a qualquer custo, o discurso do senso-comum, mas permitiu que se discutisse o significado da democracia, � balela" comentou o vice-presidente da C�mara, Lineu Navarro (PT). Na defensiva A toda esta saraivada de argumentos e discursos emocionados o autor da proposta, Lucas Perroni (PTB), respondeu timidamente repetindo envergonhado e se desculpando com os colegas a sua teoria sobre a "proporcionalidade" dos vereadores em rela��o � popula��o e a economia que seria propiciada � cidade. Por fim acabou dizendo que a proposta estava sendo rejeitada por interesses ocultos e afirmando que a discuss�o acabou sendo levada para o lado pessoal. O vereador Idelso Paran� (PMN) chegou a propor que o tema fosse discutido em um plebiscito, para que se soubesse qual a real opini�o da popula��o. Racioc�nio similar foi desenvolvido pelo vereador Rubens Ratti (sem partido) que saudando o plen�rio vazio questionou o apoio � proposta de Perrone: "se houvesse o apoio � proposta de Perrone fosse o que dizem que � esta plen�rio estaria cheio". Levantando uma s�ria obje��o � proposta de Perrone o vereador Antonio Florindo Zanette (PL) apontou para o risco real de um �nico partido dominar todo o legislativo devido � fragmenta��o partid�ria que poderia fazer com que apenas um ou dois partidos atingissem o coeficiente eleitoral. Ap�s saudar os vereadores por finalmente descobrirem a necessidade de investimentos e de fortalecimento do legislativo o vereador Azuaite Fran�a (PPS) atacou duramente o projeto de Perrone. Fran�a disse que quem imagina que a diversidade da sociedade pode ser representada por menos representantes n�o est� preparado para exercer um mandato. �tica O final da sess�o foi marcado por um desagravo geral da C�mara ao vereador Jo�o Batista Muller (PMDB) que foi ofendido durante uma reuni�o do MEP (Movimento pela �tica na Pol�tica). Diversos vereadores foram ao microfone para defender a atua��o de Muller como um dos mais ativos vereadores da C�mara e profundo conhecedor da atividade legislativa. A solidariedade da C�mara chegou a arrancar l�grimas de Muller. |
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