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Será
pela educação, mais ainda do que pela instrução, que se
transformará a Humanidade. Allan
Kardec - Credo Espírita - Obras Póstumas. A família é reconhecidamente a base da sociedade. A sua importância é universalmente reconhecida. A despeito deste valor, a convivência dentro desta instituição é complexa, já que nela se reúnem pessoas com as mais variadas formas de agir e pensar. Foi a partir de alguns conceitos dados pelos Espíritos Superiores, quando da codificação do Espiritismo, que passamos a reconhecer algumas importantes questões relacionadas ao viver no lar o núcleo familiar por excelência. Um dos esclarecimentos mais valiosos é aquele que elucida ser o lar o lugar onde se agrupam espíritos necessitados da convivência, para que possam, juntos, reparar o mal porventura provocado e alcançar o entendimento. Esta é, sem dúvida, uma das mais expressivas prerrogativas da vida familiar. Há também uma outra colocação, que, embora seja essencialmente prática, ainda assim reflete a verdade: a convivência familiar proporciona condição para que os seus componentes se amparem mutuamente, aprendendo, desta maneira, a viver de forma comunitária. Não obstante, existirem tantas qualidades na vida familiar, ainda assim, o lar tem sido o ponto de origem de mentes despreparadas para a coexistência social, o local de onde saem, por vezes, pessoas desprovidas de qualquer referência moral e espiritual. Onde está a falha que provoca tais distorções, resultando em uma sociedade extremamente materialista, deslumbrada pelo consumismo e entregue a imediatismos frívolos? Fossemos questionar a própria consciência caso isenta de preconceitos , e teríamos uma clara resposta: a principal origem está na própria vida familiar, pois muitos pais e orientadores preferem abrir mão de seus compromissos como educadores, optando por delegar ao mundo tão importante ocupação. Esta deplorável realidade faz-nos lembrar uma perspicaz colocação do Espírito Superior que respondeu à pergunta 582, de O Livro dos Espíritos: (...) Mas há os que se ocupam mais em endireitar as árvores do seu jardim e as fazer produzir muitos e bons frutos, que endireitar o caráter de seu filho. (...). Atualmente, os acontecimentos e situações que ocorrem nas cidades de todo o planeta têm muito a dizer sobre os perigos de tais escolhas... Diante de tantos desafios sociais, cabe unicamente aos educadores familiares fazer com que a convivência em seu lar alcance o seu verdadeiro objetivo: o de propiciar uma base educativa segura, sustentada em preceitos amparados na moral cristã, para que os filhos possam evoluir espiritualmente. Para que isto se dê, abandonemos as nossas cômodas posições de simples provedores de nossos filhos, e vamos aos seus encontros, indagando às nossas consciências sobre o que pode ser feito para que, ainda nesta encarnação, possamos realmente cumprir o nosso papel de verdadeiros educadores na família. Está aí uma das principais razões de ser da família. |
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