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Ainda vou jantar esse Macaco! - rosnava baixinho. Por
isso é que o Leão rondava debaixo das árvores, onde o Mico
fazia as suas micagens nos galhos mais altos. Ele
esperava surpreender o Mico, nua distração e abocanhá-lo. Jamais,
porém, conseguia surpreendê-lo. Um
dia aconteceu o quase-impossível. Partiu
o cipó em que o Mico se balançava e ...bumba! O
Mico caiu bem debaixo das patas do Leão. O
Leão lambeu os beiços! -
Vai ser um nhoquet só - resmungou o Leão. Preso,
bem preso sob as patas do Leão, o Mico se debatia inutilmente,
sem conseguir safar-se de seus apuros. Já
via até uma grande dentada! -
Auuuunnnn - rugia o Leão, vitorioso. O
Mico, treme-que - treme, pediu, implorou, rogou para que o Leão
lhe devolvesse a liberdade... sem comê-lo. O
Leão, contudo, apenas rosnava contente. -
E nada de macaquices! - advertia meio furioso o Leão. E
o Leão passava a língua pelo beiçaço. De
repente o Mico deixou de se bater. -
Amigo Leão - falou o ardiloso Mico, fingindo calma -, está
certo que você me prenda e me coma, sem ter medo da
indigestão, já que tenho carne dura! Mas, pelo menos, arrume
sua juba, porque Leão, desjubado, quando come a sua caça,
perde toda a majestade. O
Leão, muito vaidoso, levantou as patas para arrumar-se. O
Mico, então espertamente escapuliu. O Leão, ao ver-se logrado,
ficou a urrar e a bufar de raiva. Olhava
o Mico que se refestelara no topo da árvore rindo e a
balançar-se, segurando-se nos galhos com o rabo, depois de
tanto susto. -
Desça que estou com fome - urrou o Leão outra vez. O
Mico, nessa hora, gritou bem alto: -
Quem é vaidoso, da vaidade se alimenta. Arrume sua
juba, seu bobo! E
lá se foi o Mico, com suas micagens. |
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MENSAGENS
FRATERNAS |