Dias Felizes
-Elfo, avise a sua senhora que estou em casa. – Lucio e seus colegas tinham recebido uma semana de folga. Do bar desaparatara direto para as imediações da casa, apesar de tudo queria ver sua esposa.
- Boa Noite, Lúcio. – Narcisa desceu com uma camisola branca longa – Você deve estar cansado, vou pedir aos elfos que façam o jantar.
- Fria... fria como sempre - ele murmurou.
- Não está feliz em me ver? – ele perguntou quando ela já subia as escadas.
- Claro que estou, mas você deve estar faminto. Dobby, traga imediatamente uma refeição suculenta para o senhor Malfoy. – e virando-se novamente continuou a subir a escada.
- NÃO! Eu estou com fome, mas tem algo que eu quero primeiro.
- Quer tomar um banho?
- É pode ser... você me faria uma massagem?
- Sim... eu faço.
- Obrigado... – ele mergulhou na água morna da banheira. Narcisa sentada na beira massageava os pés de Lucio – Eu te amo muito... eu sei que nosso casamento foi arranjado por nossas famílias... mas eu realmente te amo... – Narcisa deu algo que lembrava um sorriso.
- Não se preocupe Lucio... eu sei que você também não teve escolha e só está tentando me fazer feliz...
- Você é linda sabia? – Lucio a elogiava sempre que não queria falar de alguma coisa. Ele levantou-se da banheira e ainda nu e molhado. Enquanto a abraçava, ele murmurou – Estava com saudades – ele beijou o pescoço dela prometendo passar mais tempo em casa e principalmente prometendo que acontecesse o que acontecesse, ele sempre iria amá-la.
- O que você tem Lucio? Nunca se deu ao trabalho de me elogiar antes de fazer amor comigo, por que essa mudança agora? – Ele a mirou, Como ela está se tornando arisca, pensou.
- Porque eu me dei conta que estava te perdendo. Eu sei que você está magoada... e agora entendo porque você vinha sendo tão fria... mas eu vou reparar meus erros, prometo. – Narcisa virou-se para ele dando um sorriso sincero, e em seus olhos ele pode ver a ternura com a qual só ela o olhava.
- Está com fome?
- Não... eu to com desejo... – e com um sorriso malicioso passou a mão sobre o corpo dela, acariciando seu ventre e seus seios – Estou com vontade de fazer amor com você até ficar exausto... é a única coisa que eu quero... – Narcisa se assustou com a franqueza do marido mas depois riu timidamente. Ele a beijou como a muito tempo não beijava. Ela o puxou para cama, mas ele não foi e a puxou sobre si beijando-a furiosamente e trancando a porta do quarto com a mão esquerda... ela puxou novamente para cama e naquela noite se tornariam mais que marido e mulher, tornariam-se amantes e cúmplices. Infelizmente aquela felicidade não duraria para sempre.
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Snape deitou-se na cama, mas não conseguia tirar aquele quadril e aquelas pernas da cabeça, ela lembrava-lhe alguém... mas quem? Aqueles longos cabelos pretos e aqueles olhos azuis eram tão comuns, mas ao mesmo tempo únicos. Será que ela era trouxa? – ele se perguntava – Não... ela é muito linda para seu uma trouxa...
Ele levantou-se não ia conseguir dormir, insônia era seu maior problema, de nada ia adiantar ficar deitado, estava com a cabeça cheia, como gostaria de usar uma penseira naquele momento, mas não podia, se alguém a achasse, ele estaria em Azkaban antes de dizer “crucio”. Caminhar era tudo o que podia fazer, isso tinha se tornado comum desde que se formara, trabalhava como comensal desde o sexto ano, mas só depois de formado ele havia passado a caçar trouxas e a participar das batalhas, antes eram apenas missões em busca de informações, seqüestros, emboscadas. Mas o que ele nunca ia esquecer era da noite de sua iniciação, ele deveria matar uma sangue-ruim, ele a conhecia, mas nunca havia falado com ela. Não se lembrava bem se a casa dele era Lufa-Lufa ou Corvinal, mas lembrava-se das lágrimas nos seus olhos e da maneira como tremia.
- Me perdoe Lord das Trevas, mas eu não vou matar uma mulher... – Voldemort deu uma risada fria e sem emoção.
- Severo... sua piedade e suas virtudes serão seu maior ponto fraco... mas eu o perdôo, você matará aquele traidor... – Voldemort apontou para um homem de seus cinqüenta anos.
- Sim, senhor.
Em pouco tempo faria um ano que ele havia se formado... e também um ano que ele fizera a sua iniciação... os olhos do homem ainda lhe atormentavam a mente. Olhou para a lua, era noite de lua cheia... lembrou-se de Black, cerrando os punhos, queria encontrá-lo novamente... queria dar o troco por aquela peça que ele lhe pregara.
- Pensando na vida? – Snape virou-se assustado dando de cara com Crouch.
- Ah é você... onde você estava?
- Por aí... – Severo não pôde deixar de rir, os hormônios do garoto andavam na cabeça.
- Pelo visto você vai querer voltar aqui amanha, não? – Snape perguntou desinteressadamente, torcendo para que a resposta fosse sim.
- Óbvio que sim. – Snape sorriu fracamente, vir acompanhar Bartô seria uma ótima desculpa para voltar ao local.
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- Cansada Isís? – perguntou o cigano.
- Não... na verdade um pouco. Nada que uma boa noite de sono e um banho morno não resolvam. Nós vamos ficas muito tempo por aqui? Não me senti bem naquela espelunca.
- Acho que sim... você quer ir embora? – O dono estava pagando a caravana razoavelmente bem. Pecker não perderia aqueles galeões sem que houvesse um bom motivo. Ele aprendera a controlar Isís pouco a pouco. Através de suas palavras doces conseguia quase tudo da menina, agora havia apenas resquícios de vontade própria naqueles lindos olhos azuis.
- Não, não precisa Pecker... agora vá, deixe eu me trocar... quero descansar.
- Está bem... não posso contrariar a vontade da estrela da minha caravana – Isís riu – Boa noite.
- Até amanha... – ela suspirou. Até quando viveria daquela maneira?? Sempre quisera ser dançarina, mas não era assim que ela pretendia passar sua vida... como uma dançarina do ventre de uma caravana, dançando em buracos escuros por alguns trocados , ouvindo gracinhas, sendo encarada como uma cortesã e não uma artista.Que belo futuro,sou. Não adiantava fugir, mais cedo ou mais tarde elea teria de mudar o rumo de sua vida.
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- Narcisa acorde... – ela abriu os olhos dando de cara com Lucio segurando uma bandeja de café da manhã.
- Posso saber o motivo de tanta gentileza?
- Nenhum... só queria fazer você sorrir logo que acordasse... – ela bebeu um pouco do suco, fazendo uma careta.
- Foi você que preparou o café?
- Sim... especialmente pra você... – Narcisa ficou um pouco constrangida.
- Não se preocupe eu sei que o gosto não está dos melhores... eu experimentei... – ela riu com gosto.
- Quem sabe nós descemos? Eu preparo nosso café, também sou uma péssima cozinheira, mas acho que não consigo ser tão ruim quanto você... – ele riu envergonhado.
- Pode ser... só quero passar o máximo de tempo possível com você... – ela corou e ele lhe deu um sorriso.
- Daqui a um mês fazemos dois anos de casados, sabia?
- Claro... como eu poderia me esquecer... foi uma das melhores noites da minha vida... e uma das mais constrangedoras também... – ela corou lembrando-se daquele dia – Mas apesar de tudo, me casei com a mulher mais doce do mundo...
- Eu já disse que vou preparar o café... não precisa mais me elogiar seu bobo...
- Bom já que é assim... – ele falou revirando os olhos ironicamente. Por muitos anos, enquanto Draco crescia, Narcisa se lembraria desses dias como a época mais feliz de sua vida.
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Eram quase 3h da tarde quando Snape acordou, estava em seu esconderijo. Ele e Crouch eram os únicos que não tinham motivos para voltar para casa. Barto porque odiava sua pai mais do que tudo e Snape porque não tinha para onde voltar... seus pais tinham morrido durante seu quarto ano em Hogwarts. Snape não tinha problemas financeiros, mas sabia que se não tomasse cuidado acabaria tendo. Seu estômago roncou, ele precisava comer algo mas não havia nada por perto. Deu um cutucão em Barto que apenas resmungou.
- ACORDE! – ele gritou.
- Mas que merda... o que foi agora, Snape?
-Não há coisa alguma para comer nesta casa. Absolutamente nada. Se eu abrir a geladeira é provável que ela me morda. Por que você não levanta pra gente dar um jeito nisso?!?
- Porque eu to com sono e pretendo continuar dormindo... – Snape calmamente apontou a varinha para sua garganta e disse:
- Sonorus. BARTO VOCÊ JÁ DORMIU DEMAIS, QUER FICAR MAL ACOSTUMADO? – Crouch arregalou os olhos e tapou os ouvidos.
- Ok, ok.- disse ele saltando da cama - Você venceu... você me paga Severo... – após alguns resmungos Barto já saia do buraco no qual eles moravam. Snape estava ansioso, não via a hora de revê-la. Nem ao menos sabia seu nome, sabia que ela estava fora de seu alcance, mas isso não o impedia de sonhar, de imaginar o tom de sua voz, imaginar o gosto de seus lábios. Ficou perdido em pensamentos.
- Severo!!
- Ahn?
- Posso saber no que você estava pensando?
- Nada para crianças de 16 anos, Barto – ele respondeu ironicamente – O que temos para matar a fome?
- Praticamente nada, vamos ter que gastar alguns galeões para comprar comida.
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- Belatriz, alguma vez você se arrependeu de ter se juntado ao Lord?
- Apenas quando ele me disse que só poderemos ter filhos depois que Dumbledore for morto...
- Eu queria ter uns nove filhos...
- Ahn? Rick, o que você pensa que eu sou?
- Não ia ser divertido ter a casa cheia?
- Talvez, mas não ia ser divertido dar a luz a nove bebês!
- Teremos muito tempo para discutir...
- Nós temos serviço hoje à noite... Lord Voldemort poderia nos dar folga às vezes, nós também precisamos descansar.
-É verdade eu ficaria muito grato com a semana que ele deu aos outros.
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