Textos
COMPUTAÇÃO GRÁFICA E PROCESSAMENTO DE IMAGENS NA CRIAÇÃO DE MODA:

Nos últimos vinte anos a computação gráfica e o processamento de imagens tornaram-se ferramentas indispensáveis em diversas áreas da criação artística e do design. Na moda não é diferente, porém as transformações visíveis no Brasil ocorreram na última década, quando os efeitos da redução das tarifas alfandegárias, que deram a abertura internacional da economia começaram a influenciar os rumos do mercado da moda brasileira, ocasionando o fechamento de muitas empresas e obrigando o setor a investir fortemente na sua modernização para reduzir custos e poder competir com os produtos importados.

A retomada da indústria têxtil nacional, a partir de meados da década de 90, teve a relevância das novas tecnologias, com o surgimento e a utilização dos recursos computacionais, em especial no campo do vestuário, quando o setor se reergueu de sua pior crise e definitivamente se estabeleceu no mercado global.

A partir deste momento foi estabelecida uma nova atitude sobre o pensar e o fazer da roupa durante o processo projetual. A instalação dos computadores nas salas de criação ampliou o acesso às informações e a disponibilidade de recursos criativos para o estilista, que a partir de então poderia manipular as formas e elementos com mais rapidez.

No que tange a utilização dos computadores, nos diversos setores e em principal na produção de imagens, Santaella (1997) aponta que as máquinas são capazes de ampliar as capacidades humanas, porém muitos estilistas receberam a novidade tecnológica com desdém e pouca credibilidade, por considerarem que o processo criativo tornara-se mecânico e portanto menos eficiente. As máquinas estavam instaladas em seus escritórios, porém sua utilização no princípio era quase nula.

Somente depois de alguns anos, os departamentos de criação começaram a desmistificar o computador e adotaram plenamente suas ferramentas e softwares, rendendo-se aos vetores e bitmaps na concepção das coleções.

Por mais que pareçam formas de aquisição de imagem semelhantes, existem algumas diferenças básicas e estruturais entre os vetores e bitmaps que definem quais destes processamentos é melhor para cada tipo de desenho ou atividade criativa de Moda.

Segundo Scuri (2002) a área de Processamento de Imagens (ou bitmaps) em geral abrange operações que são realizadas sobre imagens e que resultam em outras imagens processadas. A prática mais comum é adquirir uma imagem prévia (via scanner, câmera digital, fotos digitalizadas, banco de imagens, internet)  que são modeladas e utilizadas para o desenvolvimento de estampas, logotipos, ilustrações e ambiências. Neste sistema um dos elementos mais importantes é a DPI, que define a qualidade da imagem final e seu resultado.

Já a área de Computação Gráfica, por mais que esta palavra seja utilizada em sentido mais abrangente, se ocupa mais especificamente das imagens construídas diretamente no computador através de softwares de geração de objetos vetoriais que são armazenados apenas a partir da descrição das coordenadas de seus vértices. Os objetos vetoriais são essenciais na construção de desenhos de moda, sejam eles croquis artísticos ou desenhos planificados, fichas técnicas, ou desenhos mais detalhados, como no caso de estampas localizadas com a utilização de tipologias diferenciadas.

Para facilitar o entendimento da aplicabilidade de cada sistema, é importante ressaltar que, para funções de desenvolvimento de coleção (no sentido da criação de peças), geralmente os softwares com linguagem vetorial são mais utilizados, já a ambientação desta coleção, as estampas corridas e as imagens ilustrativas são construídas nos softwares com linguagem de bitmaps.
o texto continua na página seguinte
e-mail: [email protected]
Hosted by www.Geocities.ws

1