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Mata Fresca - Assim como os Homens do Reino do Sol, os elfos da Mata Fresca, fugiram para o extremo Leste de Lendell na época do grande ataque de Boquinagar, mas preferiram a grande floresta ao descampado, que ficou com os Homens. Aqui, na floresta os elfos vivem em plena harmonia com a natureza e dão suas vidas por ela, pois conta-se a historia, que, durante a fuga, os elfos foram perseguidos pelos trolls dos Pântanos, eles fugiram ate a floresta, mas, ao chegarem lá os trolls pararam, pois as arvores fecharam a passagem para os trolls, e esses saíram correndo com um grande pavor estampado no rosto. Os elfos não entenderam direito, mas foram os ents que os protegeram, e com isso os elfos da Mata Fresca ficaram agradecidos eternamente a floresta.

Fronteiras da Mata Fresca - Ao Norte a Mata Fresca faz fronteira com o final da Cordilheira das Montanhas Gélidas no Leste, e para lá poucos vão. Ao Sul encontra-se a terra dos Homens, o Reino do Sol, e ao Leste os Mares de Sangue, mas os elfos tem pouca afinidade com os mares e não construíram portos ou coisas desse tipo. Ao Oeste a Mata faz fronteira com a Cordilheira das Montanhas Gélidas e os planaltos que dividem a Cordilheira em duas, através deste planalto é possivel chegar a Biriath, as Terras de Ninguém, e finalmente ao Sudoeste pode-se encontrar o Vau do Pântano, próximo as Montanhas; a Savana que separa a Mata do Deserto; e os Pântanos dos Trolls, próximo ao Reino do Sol.

Morada dos elfos - Como agradecimento a proteção da floresta os elfos decidiram construir suas casas intocando o máximo possível na estrutura original das arvores. Desta forma a maioria dos elfos moram em cima das arvores que tinham os galhos mais abertos, e as arvores ajudavas neste sentido, mesmo que os elfos não percebessem, lá eles construíram pequenas plataformas de dois ou três cômodos no máximo. Já outros preferiam não incomodar as arvores e acabavam por morar em pequenas cavernas nas colinas da floresta, já outros simplesmente armavam suas tendas nas clareiras, que eram abertas pelas próprias arvores, mas os elfos nunca arrancavam nenhuma arvores, era preciso pegar madeira longe da floresta para construir qualquer coisa grande. Era nessas clareiras também que aconteciam as feiras na floresta.

Regras da Floresta - No comercio, geralmente era vendido artesanato, armas, roupas, e qualquer tipo de acessório, mas nunca comida, pois este povo tinha a tradição de não fazer plantações, mas comer tudo que a natureza poderia dar, em qualquer hora; como frutos, ervas, raízes; e este povo já estava acostumado com isso, na verdade existia apenas uma, porem grande, plantação e sua colheita seria apenas para ser usada no inverno, já que estes elfos não tinham o costume de guardar alimento ou colher excedente. Quanto a caça, é permitido apenas para matar fome, nada de vender. Também era permitido caçar para fazer roupas para o rigoroso frio da Mata Fresca, e armaduras de couro, os outros tipos de roupas (vendidas no comercio da clareiras) eram feitos de algodão, colhido na grande colheita de inverno. Todas essas regras eram permitidas apenas para os moradores da floresta, visitantes são proibidos de fazer qualquer mal a qualquer coisa da floresta, e teriam que se ver com os guardiões...

"Classes" da Mata - Para todas essas regras, não existia fiscais, pois nem mesmo existia um rei nessas terras. Cada um tinha a consciência do que pode ou não fazer e isso lhes era ensinado desde pequeno. Na Mata Fresca existia sim um Sábio, e conselheiro, e é a pessoa mais velha da floresta, com ele qualquer um poderia tirar suas duvidas sobre a vida, se aconselhar, e aprender muitas coisas, se alguma questão importantes surgia, a palavra fina era dele, mas ele se aconselhava com vários seres da floresta; fadas, animais totêmicos, ents; pois assim ele veria a situação de todas as espécies de seres da floresta, as criaturas originais dali, e os elfos.

Porém, alguém deveria cuidar da floresta, ajudar os ents a proteger a Mata Fresca, e os elfos faziam sua parte, desde criança todos os elfinhos tinham o sonho de ser um guardião da floresta; assim como os meninos da cidade sonhavam em ser cavaleiros; os meninos da floresta sonhavam em ser rangers e as meninas , druidas; mas claro que isso não era regra. São esses rangers e druidas que freqüentemente viajavam ate Normir, no Reino do Sol, e lá construíram o bairro de Enpehon. Os que desrespeitavam as regras (que eram poucos) eram gentilmente mandados para Enpehon pelos guardiões "acho que você gostara mais de lá" diziam eles, quanto aos viajantes, se não fossem mortos, eram interrogados e levados para as colinas como prisioneiros.

Povos da Mata Fresca - Aqui, como já foi dito, vivem os elfos que fugiam do Ataque de Boquinagar. Alem desses, alguns homens vindos do Reino do Sol geralmente se tornava amigo dos elfos e se mudavam para a floresta, vivendo lá como rangers. Fora os elfos e homens, é muito freqüente encontrar ents, unicórnios, fadas e águias gigantes, que são os melhores amigos dos elfos, e estes aprenderam rapidamente a língua silvestre, já os ents, preferiram aprender a língua dos elfos, mas ninguém falava a língua dos homens alem de alguns elfos.

Locais mais importantes:

- As Clareiras de Comercio - Na Mata Fresca existia muitas clareiras feitas pelas próprias arvores, mas três eram mais importantes.

A Clareira do Sul - fica próxima ao reino do Sol, e é a mais "industrializada", pois é onde vivem mais homens e onde se constrói mais casas (de pedra), mas sem desrespeitar as regras.

A Clareira do Oeste - bem próxima a fronteira Oeste-Sudoeste, é a menor das três e tem um comercio destinado a viajantes , aqui se encontra a única taverna da Floresta a "Taverna da Mata", é para cá que a maioria dos rangers vem quando chegam de viagem.

A Clareira do Norte - a mais importante, e maior de todas, fica bem no interior da Mata, quase nas partes gélidas. Esta clareira na verdade é em forma de semicirculo, pois a cerca-viva do norte, é o pe da colina Brech, a maior colina da região, encostado na colina foi construída a casa do sábio, que tem sua entrada a 10m do chão que é atingida através de um pequeno lance de degraus, logo na entrada pode-se ver um longo salão, e da porta do salão, faz-se grandes discursos para todos da clareira ouvirem, dentro do salão tem apenas uma porta, que da para dentro da colina, onde foi escavado um grande quarto para o sábio onde ninguém entra. Na parte de baixo da colina, à direita da casa, fica a grande prisão onde os prisioneiros julgados pelo sábio ficam. Aqui na verdade pouco comercio ha, apenas varias casas de elfos, mas estas são bem mais simples que a da Clareira Sul, pois as dos elfos são todas feitas de madeira e não de pedra, como a dos homens.

- As Prisões das Colinas - Em quase todas as pequenas colinas da floresta existe alguma caverna, que antes era habitava pelos elfos, mas hoje poucos elfos moram em cavernas, estes que geralmente são mais reservados, moram agora na Clareira Norte, mas outros ainda habitam as cavernas, mas as não habitadas, servem agora de prisões , porém poucos ficam muito tempo lá. A maioria dos prisioneiros são viajantes que desrespeitaram as regras e aguardam julgamento do sábio, ou são libertados três ou quatro dias depois para fora da floresta, com a proibição de voltar, se voltasse... Morte!

- O Jardim dos Unicórnios - Pouca gente sabe sobre este lugar, se alguém conseguir encontrá-lo, verá apenas uma grande clareira larga, coberta por grama e muitas flores de diversos tipos e todas com um brilho diferente, cristalino, dourado, prateado, ou aspectos nunca vistos, e ouviria cantos longínquos intermináveis e de uma beleza infinita, cantada por vozes invisíveis. Porém, se esta pessoa for embora, não conseguirá nunca achar aquele jardim novamente. A não ser que uma elfa virgem o leve, pois, conta-se que apenas elfas virgens conseguem encontrar o lugar e voltar lá uma segunda vez, e alem disso ela consegue ver não só o jardim, mas as fadas que cantam a canção interminável e vários unicórnios. Se alguma elfa tocasse um dos unicórnios, seria alvo de uma bênção - maldição, pois não poderia contar a ninguém do segredo, e nunca poderia perder sua virgindade, com pena de nunca mais poder encontrar aquele lugar. Mas, uma vez que tocou em um unicórnio, sua mente estaria voltada a achar o jardim novamente, e cada vez que não encontrasse uma tristeza mortal encontraria a elfa, que morreria de tristeza dias depois de perder sua virgindade. Mas uma vez que não perdesse a virgindade e não contasse para ninguém sobre o jardim, a elfa poderia tomar o unicórnio tocado para si, e este seria seu companheiro para toda sua vida imortal, pois nenhuma doença se abateria sobre aquela elfa abençoada, e se alguma espada rasgasse seu corpo tomando sua vida, ele ressuscitaria no jardim, e seu unicórnio iria avisá-la do que se passara.

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