São Paulo, segunda-feira, 18 de maio de 2009
Futebol
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É o Brasil na Libertadores
DEPENDE de Palmeiras e de Grêmio, porque o
confronto entre São Paulo e Cruzeiro já garante um brasileiro nas semifinais da
Taça Libertadores. A tarefa gaúcha é mais simples que a paulista, porque o
Caracas não chega a assustar, ainda mais tendo de jogar no Olímpico o jogo de
volta. Ao Palmeiras caberá manter uma tradição que já vem de 20 anos: a última
vez que o futebol uruguaio fez um semifinalista foi em 1989, quando o Danubio
acabou massacrado pelo Atlético Nacional, da Colômbia, que seria o campeão.
Aliás, mantido o favoritismo do Boca Juniors diante do Defensor, teremos sete
campeões da Libertadores nestas quartas de final, com 20 títulos -seis do Boca,
três do São Paulo, três do Nacional, três do Estudiantes, dois do Cruzeiro, dois
do Grêmio; um do Palmeiras.
É mata-mata para ninguém botar defeito, de gente muito grande. Este Nacional que
caberá ao Palmeiras não é nem sombra do que já foi, embora seja um dos dois
únicos times invictos nesta Libertadores, ao lado do Grêmio, e faça o segundo
jogo em casa.
E é sempre bom respeitar essa altiva gente uruguaia. Para eliminá-lo, o
Palmeiras precisará mostrar a coragem que não teve diante do Sport, na Ilha do
Retiro, e nem mesmo diante do Colo Colo, em Santiago, duas ocasiões em que foi
salvo pelos milagres de Cleiton Xavier e Marcos. Se o alviverde parece bafejado
por aquela sorte dos campeões que vencem mesmo quando não merecem, é bom ajudar
a fortuna e não dar sopa para o azar, porque não será sempre que substituições
tão desastradas como as do Recife passarão em branco.
Ao Grêmio, como já dito, a tarefa parece bem menos complicada, não só porque o
time está embalado, como pela fragilidade da equipe venezuelana e pelo reforço
de Paulo Autuori, bicampeão do torneio continental, com o Cruzeiro e com o São
Paulo. Que se pegam no duelo brasileiro.
Um Cruzeiro aparentemente mais forte, diante da experiência do São Paulo, que,
além do mais, deverá ter a volta de jogadores que têm feito falta, embora sem a
liderança de Rogério Ceni. O fato de jogar a segunda partida no Morumbi é um
fator que anima o time tricolor.
Copa do Brasil
Em condições normais de temperatura e pressão, as semifinais da Copa do Brasil
terão Inter e Coritiba de um lado e Corinthians e Vasco do outro. Porque embora
só mesmo o Vasco pareça garantido, o normal será ver o Inter passar pelo
Flamengo, no Beira-Rio, o Coritiba, em casa, eliminar a Ponte Preta, e o
Corinthians mostrar ao esquema medroso de Carlos Alberto Parreira que perder de
1 a 0 nunca é bom, mesmo no Pacaembu, até porque o Maracanã não pode assustar
quem é, de fato, grande.
Ainda mais que Ronaldo passou em branco no jogo de ida. Verdade que não será
anormal uma virada tricolor, como, também, a Ponte Preta pode surpreender e o
Flamengo tenha mostrado, no Rio, que o Inter está ainda longe de ser aquilo que
imaginávamos baseados no que fez no Estadual.
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Texto originalmente publicado, domingo, dia 17 de abril, na Folha de S.Paulo
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Juca Kfouri escreve nesta coluna, originalmente publicada na
Folha
de S. Paulo, às segundas-feiras, às quintas e aos domingos.
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