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Dicas ao arte-educador

Sempre que um professor se vê diante de uma turma de alunos para dar uma aula, qualquer que seja o nível do ensino, o tema da lição ou o objetivo pedagógico a ser atingido, seja qual for a atitude dos alunos frente ao professor, atenciosa, respeitosa ou displicente e, por outro lado, seja ou não o mestre um técnico sempre honestamente preocupado com a eficiência das suas aulas, o certo, invariavelmente certo, é que, sejam quais forem as pessoas e as circunstâncias, esse professor fracassará irremediavelmente se não souber apoiar o seu trabalho na força de um "motivo" existente na própria alma do estudante, capaz de levá-lo à posse daquilo que realmente deseja alcançar. Primeiro é preciso que se entenda o que é Educação.

Há cerca de 30 anos, a Educação Musical vem, principalmente nos grandes centros do Brasil (Rio, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná etc), apresentando um caminho definido: o de educar pela Música, com o objetivo de contribuir na formação e desenvolvimento da personalidade dos alunos pela ampliação da cultura, enriquecimento da inteligência e a vibração da sensibilidade musical. Mais ainda, educar musicalmente, formando um público esclarecido e sensível capaz de ouvir e apreciar obras de arte sonora de todas as épocas e origens, favorecendo a eclosão de revelações e aptidões musicais.  Apresentamos logo abaixo algumas orientações e dicas para o ensino de música nos mais diversos locais.

O conceito geralmente admitido a respeito do termo educação é o de ser “um conjunto de processos que um determinado grupo social, ou a sociedade, aplica nos indivíduos, com o fim de realizar os ideais que estima como sendo os adequados ao próprio grupo”, ou então, em outras palavras, “o processo pelo qual as gerações adultas procuram desenvolver suas capacidades e aptidões nas gerações jovens, conformando-as aos ideais vigentes na sociedade”. Como as demais Artes, a Música, além de sua finalidade de Arte pura, também é promotora de fraternidade e compreensão entre os homens, estimuladora de seus valores éticos e sociais. Mas se destaca como sendo o setor da Educação que estimula, de maneira especial, o impulso vital e as mais importantes atividades psíquicas humanas: a inteligência, a vontade, a imaginação criadora e, principalmente, a sensibilidade e o amor. Nisto está sua peculiaridade, pois reúne, harmoniosamente, conhecimentos, sensibilidade e ação.

Na Escola, a Música é um dos meios mais eficazes de se atingir as crianças e os jovens; influencia-lhes a vida moral, social e espiritual, estabelecendo-lhes uma atmosfera de alegria, ordem, disciplina e entusiasmo indispensáveis em todas as atividades escolares. Principalmente coopera em alta porcentagem na estrutura da personalidade do futuro adulto, pois, como arte que é, se desenvolve no terreno da emotividade.

Incentivando os alunos no cultivo da Música, concorre-se para a formação de uma nova geração, capaz de sentir e compreender essa arte, ajudando-a no despertar e na sua afirmação de personalidade.  

A atividade musical deve ser planejada pelo professor, pois precisa estar bem claro o que ele pretende ensinar (conteúdos), por que (objetivos), a quem (verificando as possibilidades e necessidades do aluno) e como (técnicas e recursos didáticos para alcançar os objetivos). Ao relacionar os recurso para utilização no processo de aprendizagem é necessário que o professor adote alguns critérios:

1. ADEQUAÇÃO - referindo-se aos objetivos, aos conteúdos, aos alunos e ao meio. Deve ser levado em consideração os interesses dos alunos e as necessidades do meio.

2. ECONOMIA - não se trata de tempo e gastos mas, de comprovar se os fins desejados serão atingidos com o uso do recurso disponível.

3. DISPONIBILIDADE - no momento da utilização o recurso deve estar disponível. A precisão do uso do recurso é condição básica para sua disponibilidade. Os recursos tomam improdutivos em alguns casos, provocados pelo uso incorreto. Alguns cuidados:

a) Examinar previamente o funcionamento.
b) Apresentar, apenas, no momento oportuno.
c) Promover sua integração com o conteúdo trabalhado.
d) Controlar o tempo.
e) Preparar a classe para o emprego do recurso.


4. PRECISÃO - os recursos, quando apresentados, devem fornecer as informações da maneira mais exata possível. 

Esses componentes servirão para dar ao ambiente de aprendizagem a estimulação além de dinamizar a aprendizagem. Livros, gravações, texto - programados, televisão, vídeo, transparências, teatro, flanelógrafo são exemplos de recursos que podem ser ainda classificados como visuais (apelam para a visão), auditivos (apelam para a audição) e recursos audiovisuais (estímulos visuais e auditivos).

A música não serve apenas para animar festas, ouvir música, aprender uma canção, brincar de roda, realizar brinquedos rítmicos, são atividades que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto pela atividade musical, além de propiciar a vivência de elementos estruturais dessa linguagem. A criança através da brincadeira, relaciona-se com o mundo que a cada dia descobre e é dessa forma que faz música: brincando. Receptiva e curiosa, ela pesquisa materiais sonoros, "descobre instrumentos", inventa melodias e ouve com prazer à música de todos os povos. De forma ativa e contínua, a aprendizagem musical integra prática, reflexão e conscientização, encaminhando a experiência para níveis cada vez mais elaborados.

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