Quem Somos? Afiliação Contato Produtos & Serviços

 

Última Atualização em:
Sexta-feira, 21/03/08.
 
Este site é melhor visualizado no Internet Explorer


 

    ORÁCULOS

       

 
| Psicologia | Filosofia | História | Religião | Enigmas & Mistérios | Sociedades Iniciáticas | Esoterismo |
 
 

 

        SISTEMAS ORACULARES
 

 


Tarô
Incluído em 26/09/07


Runas
Incluído em 08/06/07


I Ching
Incluído em 17/07/06


 

   


 


 


    Sabedores de que realmente não existe acaso, de que tudo o que ocorre no Cosmo está relacionado a todos os outros fenômenos e processos, tanto simultâneos como anteriores e posteriores no tempo, os sábios da Antiguidade descobriram que podiam traduzir o aparente acaso em símbolos. Isso equivale a dizer que, através do uso dos diversos sistemas oraculares podemos entrar em comunicação com o nosso inconsciente mais profundo, com o inconsciente coletivo de toda a humanidade, ou com a essência última do próprio Cosmos, chamada por alguns de Absoluto, por outros de Tao ou Deus.

 

    O homem, em todas as épocas de sua história, serviu-se de sinais e símbolos para desvendar a realidade da vida e pesquisar o sentido mais profundo de sua existência. Para isso fez uso dos mais diversos objetos, como folhas de chá, corpos celestes, ossos, baralhos, pêndulos, etc.

 

   
            OS ORÁCULOS (Origem e História)

 

    Os antigos gregos acreditavam que os deuses tinham interesse pessoal pelos problemas humanos e que respondiam a seus pedidos de conselhos por intermédio dos oráculos. Chamavam-se Oráculos às respostas dadas pelos deuses a perguntas a eles formuladas de acordo com determinados rituais e em locais específicos. Por extensão, o termo oráculo designa tanto o deus consultado como o intermediário humano que transmite a resposta, e ainda o lugar sagrado onde a resposta é dada.

 

    As perguntas aos deuses eram feitas por sacerdotes e sacerdotisas - conhecidas como pitonisas*. A maioria das vezes, porém, essas respostas necessitavam de interpretação posterior, pois eram geralmente ambíguas ou obscuras; sua proposição confusa devia ser interpretada por um colégio de sacerdotes, assistidos por cinco ministros do culto. Coisa excepcional, esses cargos eram vitalícios.

 

 

   

(*) A profetisa, no sentido grego aquela que fala em lugar [do deus], é chamada "Pítia" (puthia hiéreia, sacerdotisa pítia). escolhida entre as mulheres da região. No início apenas mulheres jovens virgens poderiam ser pítias ou pitonisas; mas depois de uma violência sexual, a Pítia passou a ser, freqüentemente, uma mulher idosa.


    Todos os povos da Antigüidade tiveram oráculos. Os templos ou grutas destinados aos oráculos eram numerosos e dedicados a diversos deuses.

 

    O oráculo, em efeito, nem sempre sustentava as ações de seu povo.

 

    O primeiro deus-adivinho grego é Zeus, cujos oráculos são obtidos em numerosos santuários, o mais antigo sendo o de Dódona, no Épiro. Algumas das perguntas feitas ao deus foram encontradas graças a placas de bronze na quais, mais tardiamente, eram escritas. Afrodite era consultada em Paphos, vila de ilha de Chipre, e se expressava nas entranhas e no fígado das vítimas sacrificiais; Quanto a Atena, dava suas respostas através de um jogo de cascalhos e ossadas.

 

    Talvez o oráculo mais antigo tenha sido o de Esculápio, filho de Apolo, chamado de "Curador", porque tratava doentes através de sonhos que surgiam enquanto dormia no templo. Esse templo ficava em Epidauros.

    O mais famoso dos oráculos foi o de Delfos, mas o de Dodona, Epidauros e Trofônio também foram muito conhecidos na Grécia antiga.

 

    Em Dodona, oráculo de Zeus, que teria sido erguido após o Dilúvio Universal, sendo portanto o mais antigo de todos, as sacerdotisas interpretavam os sons produzidos pelos carvalhos e o vôo das pombas.

 

    Apolo se tornou o arquétipo do deus-adivinho, que se consultava por oráculo principalmente em Delfos (mas também em Délos, Patara e mesmo Claros).

   


            O ORÁCULO DE DELFOS

 

O Oráculo de Delfos (que fica situado num planalto semicircular junto ao Monte Parnaso), era um templo dedicado a Apolo, o deus da eloqüência. Delphi ou Delfos era reverenciado por todo o mundo grego como o omphalos, o centro do universo. O nome "Delphi" provavelmente tem origem em Delphinios, um epíteto para Apolo originado pela sua ligação aos golfinhos. De acordo com a lenda, Apolo veio a Delphi com sacerdotes de Creta no dorso de golfinhos.

 

   
Reconstrução do Templo de Delphos

   

    Este oráculo exerceu uma influência considerável através do país, e foi consultado antes de todos os empreendimentos principais: guerra, fundação das colônias, e assim por diante. Era também altamente respeitada nos países semi-helênicos em torno do mundo grego, como a Macedônia, a Lídia, a Caria e até mesmo o Egito.

 

    O primeiro oráculo de Delfos era conhecido geralmente como Sibila. Ela cantava as suas predições, que recebia de Gaia (deusa da Terra). Mais tarde, "Sibila" tornou-se um título dado a qualquer sacerdotisa devotada ao oráculo.

 

   
Ruínas do Templo de Delphos

 

    Diz a lenda que um pastor observou o comportamento estranho de suas cabras ao se aproximarem e ficarem expostas aos vapores que saíam da entrada de uma caverna. Pessoas atraídas pela história começaram a chegar e, assim que tomavam contato coma entrada da caverna, pulavam, dançavam e diziam palavras estranhas, prevendo o futuro. Multidões dirigiam-se ao local e, para impedir uma tragédia, foi necessário uma lei que proibisse a aproximação das pessoas da gruta, restringindo o acesso apenas aos sacerdotes.

 

    Foi um oráculo de Delfos que estimulou Sócrates a ensinar, depois que um de seus discípulos soube lá que seu mestre era o mais sábio dos homens, ao que Sócrates respondeu que, se assim era, isso se devia ao fato de ser o único que estava ciente da sua própria ignorância. A afirmação está relacionada com um dos mottos (lemas) mais famosos de Delphi, que Sócrates disse ter aprendido lá: "conhece-te a ti próprio", ensinando a importância da autonomia na busca da verdade (fórmula que Sócrates usará como sua) e a da introspecção. Um outro motto famoso de Delphi é): "nada em excesso".

 

    Sabemos, graças às escavações realizadas em Delfos, que o santuário foi um dos mais freqüentados e mais ricos. A cidade de Delfos, de outro lado, tinha na Antigüidade um papel econômico importante: vila muito freqüentada, o dinheiro circulava nela (das taxas de consulta, aos numerosos tesouros oferecidos por aqueles que o oráculo havia "favorecido", às oferendas, às compras de vítimas sacrificiais que só os mercadores da vila podiam vender, etc,). Os cambistas e os sacerdotes surgiram, para gerar este fluxo monetário criado pelas consultas oraculares. Foi, aliás, em Delfos, no século VI a.C., que surgiram os primeiros bancos. Todos que visitavam o templo deviam levar uma oferenda. Logo o local ficou cheio de tesouros e presentes dos gregos e dos estrangeiros, o que despertou a cobiça dos colecionadores de ouro e preciosidades. Sacerdotes e sacerdotisas corruptos provocaram interferência no curso da história...

 

    Apolônio de Tiana contou em detalhes sua visita ao oráculo de Delfos. A purificação em água sagrada era seguida pelo sacrifício de um touro e um bode ao deus. Apolônio entrou no templo com uma folha de oliva nas mãos, esperou em frente a estátua de Apolo, no interior da caverna. Depois de um tempo, a sacerdotisa Pítia surgiu e sentou-se sobre uma trípode. Ela começou a tremer nervosamente, mas nada disse de inteligível. Suas convulsões tornaram-se violentas e ela espumava pela boca. Apolônio havia perguntado se seu nome seria lembrado no futuro. A resposta, enfim, foi que provavelmente sim, mas apenas para ser caluniado. Entre os testemunhos mais seguros, temos os de Plutarco, que ocupou por longo tempo o cargo de sacerdote do templo de Apolo, encarregado do santuário oracular. A lenda conta que a colônia de Cirene, na Líbia, foi fundada graças a ele: um certo Bathos sofria de gagueira. O oráculo o aconselhara, para sua cura, a fundar uma cidade em Cirene; ao fazer isto, ele viu um leão. O medo causado por este encontro fortuito o curou definitivamente das doenças. Há muitos exemplos deste tipo.

 

    O oráculo de Delfos permaneceu muito ativo e consultado até o período cristão; os cristãos, contudo, ao caricaturá-lo, ao dar à Pítia - a intérprete oracular de Apolo - uma imagem falsa, a de uma mulher histérica e drogada, e ao transmitir textos errôneos, contribuíram muito para seu abandono.

 

    O caminho a seguir para consultar o deus era o seguinte:

   

  • O consulente (que não podia ser mulher) pagava uma taxa a uma confederação de cidades; as consultas podiam ser feitas individual ou coletivamente, por exemplo, para uma cidade. O pagamento de uma sobretaxa ou serviços prestados à cidade de Delfos permitiam adquirir o direito de "promancia", isto é, o de consultar antes dos outros, e assim de passar à frente da fila de espera que podia ser muito longa, visto que além de tudo não se podia consultar a pítia senão um dia por mês;

       

  • Levava-se o consulente para o templo de Apolo;

       

  • Lá ele encontrava a pítia, que se tinha purificado, havia bebido a água de uma fonte de Delfos e mastigava folhas de louro; estava instalada sobre um tripé.

       

  • O consulente oferecia um sacrifício sangrento ao deus, o qual era realizado pelos dois sacerdotes e seus assistentes; previamente, a vítima era borrifada com água fria e, se ela não tremesse, a obtenção do oráculo era anulada (com o risco, se não o fosse, de matar a Pítia: ela não podia contradizer o sinal do deus, que dava ou não seu acordo);

       

  • O consulente formulava sua pergunta à Pítia, pergunta que os sacerdotes havia antes reformulado (para que ela tomasse a forma de uma alternativa);

       

  • A Pitia, enfim, dava o oráculo do deus, que falava através dela; esta resposta devia tornar-se clara para os dois sacerdotes de Apolo. Segundo o testemunho de Plutarco, a Pítia não era visível, apenas se ouvia sua voz.

  

    A Pítia estava em estado de "entusiasmo", isto é, de inspiração divina; a lenda conta que dentro do templo circulavam eflúvios mágicos, que eram responsáveis pelo estado experimentado pela Pítia. De acordo com historiadores gregos, que apenas repetem as lendas, estes eflúvios podiam até levar ao suicídio os pastores e os simples mortais que os respirassem por acaso, deforma que se destinava a este papel perigoso apenas a Pítia. Era preciso portanto que esta, para receber a inspiração divina sem sofrer conseqüências, fosse pura, virgem, e mantivesse uma vida sadia. Seu espírito devia estar disponível, calmo e sereno, a fim de que a possessão pelo deus não fosse rejeitada, sob o risco de levá-la à morte. Às vezes, os vapores da rocha e todo o processo de "possessão" levavam-nas à morte dias após.

 

   


   


A faculdade de adivinhação*, ou manteia, é uma capacidade puramente divina. Para compreender a mancia grega é preciso saber que o destino, personalizado pelas três Moiras (môirai, literalmente aquelas que dão [o destino] em partlha), é uma força independente dos deuses, que lhe são submissos e não a podem dobrar. No máximo eles podem retardá-lo e, sobretudo, pressenti-lo e denunciá-lo, de forma velada, aos mortais.

   

(*) Divinação ou Adivinhar ou Adivinhação - é o ato de adivinhar ou esforço de predizer coisas distantes no tempo e no espaço, especialmente o resultado incerto das atividades humanas. A divinação busca determinar o significado ou as causas ocultas dos acontecimentos, predizendo às vezes o futuro, por meio de práticas variadas.

   


 

 

            NOTA SOBRE A PRÁTICA ORACULAR:

 

    Geralmente há uma invocação ao potencial psíquico por traz do oráculo (a egrégora própria do oráculo). Não caia no erro de rezar (orar) ao oráculo; isto é idolatria. Ao invés disso, aproxime-se dele como se aproximasse de um velho sábio. Respeite a ritualística de cada sistema oracular, segundo a cultura da qual ele provêm. Ao consultar o I Ching, por exemplo, pode ajudar se você visualizar a figura de um velho sábio chinês. Com o Tarô algumas pessoas visualizam uma figura angelical (tradicionalmente chamada de HRU).

 

 


 

 

                Sites Parceiros:

 

Se encontrar algum problema com os arquivos ou com os links do site, por gentileza informe-nos.

Algumas imagens, áudios e vídeos publicadas no site podem conter direitos autorais. Caso você veja algo com direitos publicado, avise-nos para que possamos retirar imediatamente...

 

Copyright 2006© Todos os direitos reservados.



 

   

 

 

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1