ENCARTE ESPECIAL
(Vinhos do Mundo Inteiro)
SERRA GAÚCHA - Região pioneira da vitivinicultura brasileira formada pelas grandes áreas de Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi (RS).
FRONTEIRA - Região com a fronteira do Uruguai, especificamente Santana do Livramento.
SÃO FRANCISCO - Região do Vale do São Francisco, no município de Santa Maria da Boa Vista (PE).
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ACONCÁGUA - Região Setentrional, produtora de vinhos de alta qualidade. MAIPO A mais famosa região vinícola do Chile, próxima à capital Santiago. Acompanha o Vale do Rio Maipo. Possui 450 km de extensão.
MAULE - Região meridional do Vale Central.
RAPEL - Região produtora de pujantes Merlot. Situa-se entre os vales de Colchagua e Cachapoal.
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MENDONZA - Região vinícola mais importante. Produz 90% dos vinhos argentinos. Com sabedoria aproveita a água do degelo dos Andes.
RIO NEGRO - Região da Patagônia que vem despontando com seus vinhos brancos.
SALTA - Grande produtora do vinho branco Torrontes. Província situada ao norte da Argentina.
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ALSACE - Região quase fronteiriça com a Alemanha. Produz vinhos bastante frutados, com aromas inigualáveis, por vezes delicados ou muito marcantes. As principais uvas da Região são: Sylvaner, Riesling, Müller Thurgau, Gewurztraminer e Tokay.
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ANJOU - Região do Vale do Loire, célebre produtora de vinhos rosés.
BANDOL - Região da Cote de Provence que produz os melhores tintos.
BEAUJOLAIS - Região que dá nome ao vinho. Produz um vinho leve e frutado, que deve ser consumido o mais jovem possível.
BORDEAUX - Região mais famosa do mundo, produtora de vinhos de primeira classe. Seus Chateaux são célebres.
BORGONHA - Região mais rica em vinhos com denominação de origem, mais de cem. Disputa com Bordeaux ser reconhecida como padrão de identidade para vinhos de qualidade da frança.
CHABLIS - Região dá nome ao mais célebre vinho branco do mundo que é produzido a partir de uvas Chardonnay.
CHAMPAGNE - Região produtora do vinho espumante mais charmoso do mundo, denominação única para produto com o mesmo nome. Autêntico quando produzido somente na região pelo "Methóde Champagne".
CHATEAUNEUF-DU-PAPE - Vinho do Rhône, produzido próximo à cidade de Avignon. Elaborado a partir da mistura de 13 uvas.
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COTES DU RHONE - Região do Ródano. Produz vinhos que devem ser bebidos jovens. Sua uva principal é a Grenache. ASTI Espumante mais famoso da Itália. Origem Piemonte. Sempre doce.
BARBARESCO - Vinho do Piemonte, oriundo da uva Nebbiolo, vinho seco, delicado de cor rubi intenso.
BARDOLINO - Vinho tinto DOC do Vêneto. Tinto muito claro (rubi) final levemente amargo, seco.
BAROLO - Um DOCG de prestígio. Segundo os piemonteses é o "Rei dos Vinhos o Vinho dos Reis".
BRUNELLO DI MONTALCINO - Robusto, encorpado. Tinto mais famoso da Toscana. Tem grande longevidade.
CHIANTI - Vinho frutado, para ser bebido jovem. Cor rubi claro. Origem Toscana.
FRASCATI - O branco oriundo das colinas romanas, o mais famoso branco da Itália.
GAVI - Branco seco sutil do Piemonte, oriundo da uva Cortese.
LAMBRUSCO - Vinho frizzante natural da Emília-Romagna. Os tintos são sua maior força, podem ser secos ou doces. Ideal para acompanhar presunto cru e queijo parmesão.
MARSALA - Vinho da Sicília, ideal aperitivo e acompanhamento para sobremesas.
VALPOLICELLA - Vinho tinto do Vêneto. Muito popular, de boa qualidade. Quanto mais jovem melhor.
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ALENTEJO - Região ao sul de Lisboa, despontando com vinhos tintos de excelente potencialidade.
DÃO - Produtora de vinhos potentes, esta região tem em Viseu sua capital. Seus vinhos vem crescendo em qualidade.
DOURO - Região que foi a primeira do mundo a ser demarcada como produtora de vinho de qualidade. Produz o célebre Porto e vinhos maduros.
MADEIRA - Ilha do Atlântico que produz vinho branco licoroso com estilo e personalidade.
BAIRRADA - Região demarcada a oeste de Portugal, produz tintos leves e espumantes.
VINHO VERDE - Região ao norte que produz vinho leve e fresco, com o típico "ponta de agulha". Deve ser bebido jovem.
PORTO - O rei dos vinhos de Portugal. Produzido no Douro. Possui cinco categorias de qualidade: normal, com denominação de idade, colheita, LBV e Vintage.
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ESPANHA
CRIANZA - Nome dado ao envelhecimento do vinho em tonel de carvalho. Ex.: Crianza de 02 anos - envelhecido 02 anos em carvalho.
RIOJA - Região produtora de famosos vinhos tintos, que são classificados em Denominacion de Origem, Crianza, Reserva e Gran Reserva.
PENEDES - Região da Catalunha, produtora de vinhos modernos e de reconhecimento mundial. Torres é a sua melhor marca.
CAVA - Nome que se dá ao espumante de Espanha. Sua zona de produção é o Penedes. Produz mais espumantes que a França.
RIBEIRA DEL DUERO - Região do Vale do Rio Douro, produtora dos mais afamados vinhos tintos da Espanha: JEREZ e XEREZ.
SHERRY - Vinho brando Andaluz para aperitivo. Os tipos Fino e Manzanila são os mais populares.
ALEMANHA
Riesling - A mais famosa uva alemã, dela provêem vinhos doces com leve acidez. Seus vinhos são brilhantes na cor.
Gewurztraminer - Uva riquíssima em aromas a flores e frutas. Seus vinhos são elegantes e vivazes.
RHEINHESSEN É a maior região vinícola da Alemanha. Produz uma enorme gama de vinhos dos mais leves e secos, até os untuosos vinhos doces. Margeia o Rio Reno.
RHEINPFALZ - O palatinado Reno, tem divisa com a Alsácia. Nesta região, nasce o popular Liebfraumilch. Cabernet Sauvignon. A uva tinta de maior prestigio mundial originária de Bordeaux (França) produz vinhos macios, com aromas intensos e tem gosto prolongado.
FRANÇA
Merlot Tinta - Uva também originária de Bordeaux (França). Casa-se muito bem com o Cabernet Sauvignon, é menos tânica e ácida.
Pinot Noir Cepa - Originária da Borgonha. Esta uva elabora os mais ricos vinhos. Dessa região. Seus vinhos são elegantes com persistência.
Gamay - A uva dos vinhos Beaujolais. Dá origem a vinhos leves, que degustados quanto mais jovens melhor.
Sangiovese - O varietal do famoso vinho Chianti. Muito difundida na Itália central. Produz um vinho de cor "Rubi". Malbec ou Cot Uva largamente usada nos vinhos do Chile e da Argentina. Seus vinhos são adstringentes.
Chardonnay - A rainha das uvas brancas. Originária da Borgonha, dá origem a um vinho rico em cor e aromas. Também é utilizada no Champagne.
Sauvignon Blanc - Origina vinhos aromáticos intensos, embora seus vinhos sejam secos. O odor à palha é sua característica.
Semillon - Varietal branco e aceita envelhecimento. Vinhos aromáticos. Quando atacada por um fungo chamado "Botrytis Cinérea", produz o vinho doce mais famoso do mundo, o Sauternes.
ITÁLIA
Trebbiano - Uva comum na Itália, dá origem a muitos vinhos como os Orvietos e Soaves. Na frança também é conhecida como St. Emillon e Ugni Blanc.
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Um vinho alemão de qualidades superiores é dividido em 6 predicados, a saber:
KABINETT - São vinhos requintados e leves, elaborados a partir de uvas maduras, mundialmente conhecidos como vinhos de qualidade, mais leves.
SPÄTLESE - Colheita tardia. É um vinho de uvas totalmente amadurecidas, colhidas no mínimo 7 dias após o início da colheita geral. São de paladar mais intenso, não necessariamente doce. São vinhos maduros, elegantes, que combinam também com pratos condimentados, em sendo secos.
AUSLESE - Uvas selecionadas Vinhos nobres, elaborados de uvas sadias e inteiramente maduras, colhidas e selecionadas uma a uma. Destacam-se pelo seu bouquet requintado, sua plenitude quanto ao aroma e pelo seu teor de acidez discreto e maduro. Em geral são um pouco mais doces, porém, existem também vinhos Auslese secos.
BEERENAUSLESE - Bagos selecionados Vinhos plenos e frutados para ocasiões especiais, provenientes de uvas maduríssimas literalmente "passificadas", escolhidas uma a uma. São vinhos doces raros, para sobremesa, plenos de qualidade excepcional, apresentando o inconfundível aroma de Botrytis cinérea.
TROCKENBEERENAUSLESE - Bagos selecionados praticamente secos Vinhos da mais alta categoria dos predicados, elaborados de uvas escolhidas uma a uma, passificadas. Estes vinhos são doces, raridades que se apreciam em pequenos cálices como aperitivo após uma refeição excepcional.
EISWEIN - Vinho do gelo Uma raridade especial. São vinhos produzidos a partir de uvas pelo menos do predicado "Beerenauslese". Contudo, somente devem ser colhidas geladas, abaixo de 7° C negativos, exigência também para a vinificação, de modo que somente o extrato concentrado de sua doçura e aroma são obtidos na prensagem. São vinhos únicos, incomparáveis, com notável concentração de acidez frutada e doçura.
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Quatro sentidos básicos entram na degustação de um vinho: visão, olfato, tato e paladar. Cada um desses sentidos, quando exercitados, nos dá todas as sensações agradáveis e desagradáveis de um vinho. Comer e beber alimentam o corpo. Degustar alimenta o corpo e a alma. Com simplicidade, buscaremos passar um pouco desses segredos do maravilhoso mundo dos vinhos.
VISÃO
A graça da cor, amarelo como ouro ou vermelho como a paixão? Para detectá-la é essencial a utilização de um cálice branco, liso (sem lapidações) e luz natural ou de vela. Olhando o vinho contra a luz, iremos observar primeiramente sua limpidez e seu brilho. A intensidade do vermelho forte em um vinho tinto indica que ele é jovem. Os tons acastanhados, topázio ou cor de tijolo nas bordas do vinho refletidas no cálice são sinais de mais idade. Nos brancos, a cor de limão bem clara indica juventude; os tons palha, um vinho com um pouco mais velho e o ouro, um vinho velho, rico, intenso, principalmente se esse vinho for doce. Outro modo de fazer essa observação é girar o vinho no cálice. Suas lágrimas - gotas que aderem na parede interna do cálice e descem lentamente, formando uma coroa muito bonita - demonstram a concentração de glicerina do vinho.
OLFATO
Um bom vinho deve ter um conjunto de aromas para melhor ser identificado. Nos vinhos brancos, busca-se o aroma, que é o conjunto de odores mais próximos da fruta fresca com nuances de outros aromas secundários. Já nos tintos, além dos aromas, buscamos o seu bouquet, ou seja, novos aromas provocados por outro agente, a madeira (carvalho) dos tonéis onde esse vinho estagiou. As madeiras passam aos vinhos um agradável conjunto de aromas que vão da baunilha à pimenta do reino. Deve-se colocar o nariz dentro do cálice e olfatá-lo ao máximo, sempre com o vinho em movimento (girando o vinho no cálice). Quando o odor for mais agressivo é bem provável que seja um vinho jovem. Nesse momento, podemos detectar as virtudes ou defeitos de um vinho. Quando o aroma for intenso a cortiça (rolha) dizemos que o vinho está "bouchoné"; portanto, com defeito.
TATO
Significa colocar um pouco de vinho na boca e bochechá-lo levemente, para que toda a cavidade bucal e a língua tomem contato com o vinho. Assim, ativamos a sensibilidade ao doce, amargo, azedo, ácido, salgado e outros sabores. A adstringência nos vinhos tintos é um fator determinante de equilíbrio dos taninos. Esse ácido é importantíssimo para o vinho tinto e também é determinante na harmonia de todos os fatores. Fundamentalmente, quando os taninos estão equilibrados afirmamos que o vinho está pronto para beber. A acidez é uma característica muito importante na prova dos vinhos brancos. Pode-se afirmar que ela é o sistema nervoso do vinho. Nesse momento, o conjunto de aromas hospeda-se na fossa nasal, dando a sensação do retro-olfato. Quanto mais duradoura for esta sensação, melhor é o vinho.
PALADAR
Ao engolir o vinho, é possível sentir se desceu "redondo" ou "quadrado". O vinho não pode agredir o trato digestivo, deve ser macio, aveludado, elegante e dar a sensação de plenitude. A salivação posterior, que retorna à mucosa bucal, revela se esse vinho tem corpo, aderência ou se passou como um simples copo de água. A permanência por no mínimo cinco segundos dos aromas e o retro-gosto de um vinho é considerado um bom fator de qualidade.
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