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Aborto |
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| Riscos do Aborto | |
| Dados |
Riscos do Aborto No
caso de curetagens, a paciente pode ter as paredes do útero coladas, o
que chamamos de sinéquias. É como se o útero estivesse fechado
impedindo a menstruação e a gravidez. Também há o risco de obstrução
das trompas, que ficariam fechadas impedindo igualmente o processo de
gravidez. Se esta curetagem não for feita a tempo, a paciente pode
necessitar de uma esterectomia, isto é, da retirada do útero para acabar
com o foco da infecção. A
paciente aborta com muito medo. Ela tem medo de ter câncer, de perder a
fertilidade, de ter corrimento, dentre outras preocupações. Qualquer
sensação ou sinal diferente em seu corpo vai ser diretamente associado
ao aborto. Perguntas como “Será que eu tenho esta feridinha porque eu
abortei?” ou “E se eu tomar pílula, não vai agravar o meu estado?”
são as mais comuns. A adolescente não entende bem o que aconteceu,
principalmente se ela fez uma curetagem. É importante dizer que há muita
culpa. Depois de 30 anos de trabalho, tenho atendido mulheres que fizeram
aborto durante a adolescência e que hoje, na idade madura, têm medo de não
engravidar e acham que perderam a fertilidade como forma de castigo. Mas
em grande parte dos casos as cicatrizes não são físicas, mas psicológicas.
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