confins

Lenucha

L� pelos confins...

��� Tudo o que dizia respeito a discos-voadores ele sabia. Desde o caracter�stico v�o em linha reta at� seu interior prateado. Mas, n�o imaginava que podia surgir � sua frente uma tal geringon�a, com direito a homenzinho verde. Colim�rio era seu nome e interior da Bahia, o lugar de nascimento e de onde nunca havia sa�do a n�o ser na imagina��o. Sua cabana ficava no ermo, a caminho de todos os viajantes a quem dava pouso e fumo de corda em troca de rapadura e farinha. Ouvia e contava "causo" verdadeiro "pela luz que me alumia". � tardinha, sentava no banco de pedra e enquanto pitava ia cinzelando toco com o canivete de estima��o at� virar soquete e pil�o que depois barganhava pelo que de mais urgente necessitasse - um cobertor, uma muda de roupa ou botina usada. Tudo que ouvia, atinava s� o comecinho e o restante sua pr�pria imagina��o enfeitava e aumentava conforme o mote. Foi nessa posi��o de sossego que ouviu um ronco pelas bandas do cacaueiro e n�o deu um minuto para que corresse e ainda visse a criatura que ele descreveu com suas palavras:
��� - �i sinh�, ele era bem verde e com uma listra amarela atravessada c� no peito, de ansim. Tinha perna e p� n�o, si�. Tinha, isso sim, um bra�o s�... preto e t�o comprido que dava muntas vorta no rumo aqui dos quarto da cacunda... e t� pra te diz� que se ele n�o tava matutano...tava co�ano o buraco da oreia ! Aqui ansim na testa, memo eu n�o seno home de estudo, tomei tento duma carrerinha de n�mero zero. A pele dele era lustrosa e parecia muntcho com a cabine do caminh�o que lhe dava rabeira. Foi ent�o que sumiu por esse sert�o de meu Deus!
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��� Um m�s depois, n�o muito longe dali, instalou-se um pequeno posto de gasolina, de uma bomba s� !

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