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Perguntas Freq�entes


"1.O que um sente o outro tamb�m sente?"

Geralmente � a primeira pergunta que � feita. As pessoas imaginam que quando um dos g�meos se machuca ou � machucado o outro tamb�m sente, quando um adoece o outro tamb�m.

Sempre respondo que sim de brincadeira. Porque n�o continuar alimentando a imagina��o das pessoas! Mas a realidade � que se a nossa outra metade se machuca � l�gico que n�o sentimos nada pois n�o foi o meu corpo o afetado. Por�m, se um deles est� gripado e o outro mora no mesmo local, a probabilidade de gripar o irm�o � grande. O fator psicol�gico influi. O fato de ver o irm�o ferido ou doente pode levar � doen�a.

 

"2.Comunica��o por pensamento - telepatia?"

A afinidade sensorial � grande. Talvez pelo fato de termos compartilhado v�rios meses juntos fisicamente tenhamos desenvolvido um contato mais subjetivo, onde as palavras realmente s�o desnecess�rias. N�o conseguimos conversar pelo pensamento, mas a compreens�o do olhar e dos gestos existe.

 

"3.Casos amorosos"

A tenta��o provocada pelo proibido, pelos jogos de sedu��o, pela descoberta das diferen�as entre os g�meos cria em torno deles hist�rias e fantasias de casos ardentes, de tri�ngulos amorosos. As pessoas comuns, influenciadas pela semelhan�a f�sica, podem confundir os sentimentos e se interessar por ambos, visto que, como explico em lendas, funciona como se v�ssemos lados de uma mesma pessoa em corpos distintos. A conviv�ncia com os irm�os facilita na identifica��o das diferen�as que existem entre eles.

Os irm�os podem gostar da mesma pessoa, como no caso da novela global "Mulheres de Areia" e talvez at� brigarem por ela. Mas geralmente algu�m cede.

 

"4.Troca de identidade"

As pessoas sempre procuram disfarces para conseguirem viver suas vidas em sociedade. Essa procura por aceita��o leva muitos a acreditarem que poderiam ser completamente diferente do que s�o se fossem g�meos. Viver outra vida, com outras pessoas, outra realidade. Ou mesmo, fraudar documentos, provas, situa��es.

Casos de g�meos que trocam de identidade para ajudar o irm�o ou se beneficiarem s�o conhecidos, at� mesmo pessoas bem parecidas com ou sem parentesco.

Dependendo dos conceitos morais dos g�meos, de sua cria��o, a troca ir� existir. Mas definitivamente � uma situa��o perigosa e errada.

 

"5.Sonhos"

Como expliquei na quest�o 2, os sentidos dos g�meos s�o bem interligados. Em meu caso j� tive a visita de minha irm� em v�rios sonhos, e vice-versa, ambas conscientes da situa��o ou n�o. Atribuo ao fato duas explica��es:

- psicol�gica: a coniv�ncia entre os irm�os possibilita geralmente a troca de experi�ncias, e.g. a narra��o de fatos cotidianos. Ambos sabendo dos mesmos fatos, principalmente se forem marcantes, incita a imagina��o do ouvinte que interpreta e idealiza como quer a situa��o. Assim, o mesmo fato influencia ambos que podem sonhar na mesma noite e ter a mesma sensa��o.

- religiosa: o desligamento espiritual moment�neo do corpo f�sico nos permite volitar por diversos lugares e reencontrar diversos amigos ou entes do passado. Os irm�os podem se encontrar espiritualmente nos mesmos lugares, com as mesmas pessoas, ou vagarem juntos por lugares afins.

 

"6.Completar Frases"

A intera��o entre os g�meos e sua conex�o sensorial permite a comunica��o entre ambos. Se trabalham em �reas semelhantes ou desenvolvem a mesma atividade fica mais f�cil de dominarem o mesmo assunto, e conseq�ente poderem dissertar a respeito dele. A pr�pria l�gica e o desenrolar da conversa influencia na conclus�o de ambos, que neste caso ser� parecida.

Assim, esse constante racioc�nio em conjunto facilita e acelera a conclus�o que poder� ser falada ou expressa por um deles antes que o outro termine, repetindo-se incessantemente em um loop. 

Um problema que pode e geralmente acontece � a depend�ncia que um tem do outro. Tal vinculo � prejudicial para ambos, que se tornam presos. A separa��o � terr�vel, e vem seguida de depress�o, tristeza profunda, isolamento.

 

"7.E os outros irm�os..."

Sendo mais velhos ou mais novos, a situa��o ser� a mesma. (N�o conhe�o exce��es). Os outros irm�os nunca conseguir�o atingir ou penetrar a barreira que os g�meos criam. 

Dependendo da fam�lia, isso pode ser um problema. Os g�meos se isolam e s�o tratados como uma pessoa s�, perdem a identidade. Isso gera conflitos entre a fam�lia e os g�meos, que sentem-se reprimidos. H� casos em que a revolta por parte dos irm�os n�o-g�meos leva-os a ignorarem os outros e sentirem-se sozinhos ou preteridos.

 

"8. Quem � voc� mesmo?"

A confus�o f�sica leva a situa��es um tanto engra�adas. Quando os pais colocam nomes bem distintos nos filhos facilita um pouco a vida dos parentes. 
Se colocam nomes parecidos a� a situa��o fica complicada.

S�o diversos os artif�cios usados na tentativa de identificar quem � quem. As pessoas procuram por marcas no corpo como pintas, sardas; lado do cabelo; altura; peso; sorriso; personalidade.

N�o h� uma f�rmula para identificar irm�os g�meos. A �nica solu��o � conhec�-los, e de prefer�ncia juntos, porque sen�o ou voc� duvida que exista mais de um "Jo�o" ou mesmo acreditando n�o conseguir� separ�-los t�o cedo.

 

"9. Voc� tamb�m �?"

Aconteceu comigo um fato engra�ado. Andando com minha g�mea na rua vimos outra dupla. Agimos como se tiv�ssemos visto algo do outro mundo. Imaginamos como as outras pessoas se sentem vendo pessoas t�o parecidas, � "um misto de espanto com risos e o pensamento de como � que Deus foi pensar em fazer algo assim".

 

"10. Como � ser g�meo? � bom?"

� dif�cil convivermos com a situa��o de termos algu�m igual a n�s. Ainda me assunto quando vejo minha irm� na rua, quando ela passa por mim ou me espera parada em algum lugar. Por uma fra��o de segundos � como se voc� se visse em outro lugar com outra roupa. � engra�ado e meio confuso.

Sintetizando em uma palavra o que sinto sendo g�mea...

"ESPECIAL".

Por algum motivo Maior tive a chance e a felicidade de ter um pouquinho de mim em outra pessoa que amo como a mim mesma.

Nota: Essas perguntas ver�dicas foram relatadas para g�meos id�nticos, n�o se enquadrando portanto para g�meos fraternos.

 

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