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Minha
Vida,
meus Amores em
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A Carta Uma vez eu gostei de uma pessoa
da faculdade. Sabe quando voc� n�o est� fazendo
nada de especial e de repente repara em algu�m? Foi s� um relance na realidade, mas que
serviu para me tirar
o ch�o, a concentra��o.
Pois � foi em um desses momentos que me apaixonei.
Nem esperava por esse tipo de coisa, mas no fundo eu estava
procurando.
Era do v�lei. Ent�o aquilo que pra mim era t�o cansativo
passou a ser a melhor coisa que eu poderia fazer, se tornou
prazeroso e esperado.
A� eu me deparei com um problema. Como fazer pra come�ar a me fazer
notar?
Nessas horas formulamos muitas coisas: encontros, situa��es.
Acho que me empolguei demais e por isso inventei de come�ar a enviar cartas an�nimas.
Primeiro eu tinha que saber o nome, o endere�o, e tudo mais o que eu
tinha direito. Claro que eu tinha fontes, e foi uma dessas que acessou o
sistema da faculdade e tirou pra mim. N�o tinha perigo ou erro. Hoje em
dia est� ainda mais f�cil. Isso � outra hist�ria. Fiz como em um
filme: escrevi uma carta com todo cuidado e sem remetente. Comecei de leve, sem dar muita informa��o. Fui preparando o terreno. Dizia que n�s
t�nhamos nos conhecido
na faculdade, que tinha chamado minha aten��o. Com o tempo passei a colocar
mais detalhes da minha vida, das minha prefer�ncias, dos meus desejos. Tudo isso aconteceu em um per�odo de
uns 6 meses.
Tudo estava indo muito bem. S� que n�o era s� eu quem sabia dessa hist�ria. N�o sei porque a gente sempre inventa de arrumar uma testemunha, um c�mplice.
A hist�ria foi toda contada para quem eu n�o esperava: o destinat�rio das cartas.
Mas como isso foi acontecer? A pessoa achou que estava me fazendo
um favor. E o inesperado aconteceu: tive uma surpresa.
Um belo dia no intervalo da aula veio se aproximando de mim. Eu pensei: "Ser� que
est�
vindo na minha dire��o?Conversar comigo?". E o pior � que era.
A gente n�o espera algo assim: apenas fantasia. Voc�s imaginam que situa��o constrangedora?
A pessoa veio com as cartas na m�o me chamando pra conversar. N�o
tinha como negar era a minha letra. E n�o foi s� isso porque na hora
poderia ter despistado, o problema foi que a pessoa rastreou a carta e
foi at� minha casa. Nos sentamos em um barzinho e eu comecei a falar. O pior foi que eu
tive que dar os detalhes, os por qu�s e at� encher o ego da
pessoa. Por qu�? Ela queria saber tudo. Eu queria estar no lugar dela, me
sentiria especial. S� que chegou em um ponto que eu tive que desistir e ir embora.
Eu tinha meu orgulho e aquele papel bajulador j� estava ferindo minha
dignidade. Arrumei uma desculpa qualquer.
Depois de uma semana, voltou e me chamou pra jogar v�lei. Imaginam
o que fiz?
Com toda a sinceridade disse: n�o jogo mais v�lei. Se a pessoa tivesse tido a
sensibilidade de tentar me deixar confort�vel com aquela situa��o
talvez at� teria tido um outro final. Enviado
por: <an�nimo>
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