Luiz Eduardo Dinardi
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DESARMAMENTO ASSUSTADOR
Em 02.10.2003

Assusta-me a iminente aprova��o do Estatuto do Desarmamento. Assusta-me saber que a defesa do meu lar e da minha integridade f�sica ficar� inteiramente a merc� do mesmo poder encarregado de dar, a mim e a meus filhos, assist�ncia m�dica, educacional, garantia de emprego etc., as quais nunca recebi.

Assusta-me saber que a defesa da minha vida e dos meus filhos ficar� exclusivamente a cargo daqueles que deveriam ter, e nem isso conseguem, a capacidade que impedir que fuzis, submetralhadoras, pistolas de alto impacto etc. chegassem, juntamente com drogas e outros produtos traficados, em nosso territ�rio, �s m�os de bandidos que nos amea�am o tempo todo.

Assusta-me saber que as
"autoridades competentes",  que n�o conseguem sequer impedir que tais armas adentrem a um espa�o confinado de dez mil metros, isto �, um pres�dio, passem a ser consideradas as �nicas competentes para cuidar da minha seguran�a.

Vejo-me, ante ao ataque iminente de um assaltante � minha porta, impotente na ponta de um telefone, discando um cento e noventa que nunca atende. Vejo-me ridiculamente correndo atr�s de um peda�o de pau ou da panela mais pesada para enfrentar aquele bandido armado com uma nove mil�metros, um fuzil ou submetralhadora, armas que jamais foram permitidas ao cidad�o comum adquirir. Ah! Quisera me fosse dado igual poder de fogo para enfrentar os bandidos!

Sinto-me magoado com aqueles que, como cordeirinhos, submissos �s campanhas demag�gicas concordam em dar aos bandidos a certeza de que todo cidad�o honesto passar� a andar indefeso, a merc� da mais �nfima arma de fogo, como se j� n�o bastasse os ladr�es que hoje, em pleno tr�nsito, al�m do armamento pesado, amea�am motoristas e ocupantes com facas, estiletes e at� cacos de vidro, ante a inerte, impotente, incompetente e corrupt�vel pol�cia...corrup��o n�o aceit�vel mas compreens�vel
: � de se entender que um policial, pai de fam�lia, n�o queira correr o risco de vida em troca da seguran�a de quem sequer lhe garante um sal�rio digno e, no caso de sua invalidez ou morte, seu digno  sustento e dos seus �- o que n�o � compreens�vel � que o governo privilegie vereadores, deputados e senadores com sal�rios indignos em detrimento daqueles que arriscam suas vidas �,  e o que se tem  hoje,  em decorr�ncia direta do descaso e hipocrisia  governamental, s�o verdadeiros acordos entre bandidos e policiais, j� n�o se sabendo quem s�o os piores.

Causa-me indigna��o lembrar que aos dezoito anos fui convocado para, de fuzil na m�o, cujo poder de fogo era capaz de varar cinco pessoas com um s� tiro, dar sustenta��o ao governo, seus mandos e desmandos, sob a capa de protetor da p�tria ou, munido de uma submetralhadora,  com risco cont�nuo de vida, varar o c�u na ponta de um p�ra-quedas e que, aos sessenta anos, n�o possa postar-me, com uma mera pistola � porta da minha casa, para garantir que meu filho n�o seja assaltado ao adentrar em seu lar com seu carro, em outras palavras, dar-lhe  garantia que deveria ser inerente � uma sociedade onde a desordem econ�mica e o desgoverno n�o campeiam.

Hoje vejo meu vizinho chamar uma companhia de seguran�a  � Ah! Como elas prosperar�o... Talvez sejam as maiores incentivadoras do desejado desarmamento  � que faz postar, frente � casa dele, um carrinho com um cidad�o, talvez com a metade do meu preparo, treinamento e intelecto, supostamente munido sabe-se l� de que arma e com qu� disposi��o para, � troco de reles trocados, defender a ele e a seus familiares. Isto sim � falsa sensa��o de seguran�a!

E n�o vejo como impedir a caminhada neste sentido. Mais uma vez a ignor�ncia do povo, conduzida por interesses esp�rios, dever� atingir-me sem que nada possa fazer para reverter a situa��o; caber-me-� apenas optar por mudar-me, mudar-me para um pa�s onde o direito a autodefesa, o direito de me defender, e aos meus familiares, n�o seja coibido por um governo que mal � capaz de cuidar dos seus pr�prios deveres ou, ent�o, mesmo sob a amea�a de ser preso de forma inafian��vel, continuar provendo, pessoalmente, a prote��o que acho devida  � minha fam�lia. Qual ser� minha op��o?
VOCE SABIA....
O DIREITO DE POSSUIR ARMA DE FOGO
E A LIBERDADE
"Quem mata s�o os homens, n�o suas espadas ou seus m�sseis"
(Sua Santidade, o Papa Jo�o Paulo II).


"(...) a for�a do que se v� constrangido a defender-se � a for�a conservadora, a for�a jur�dica, a for�a legal, a sagrada for�a da leg�tima defesa"
(Rui Barbosa).


"Em um mundo marcado pelo mal e pelo pecado, existe o direito � leg�tima defesa,  por meio das armas. Esse direito pode tornar-se um dever grave para quem � o respons�vel pela vida dos outros, pelo bem comum da fam�lia ou da comunidade civil"
(O Com�rcio Internacional de Armas - Uma reflex�o �tica. Cardeal Roger Etchegaray, Presidente do Pontif�cio Conselho de Justi�a e Paz, do Vaticano, Editora Vozes: Petr�polis, 1994, p. 17)

Thomas Jefferson, 1776, proposta para a 'Constitui��o de Virginia':
"Nenhum homem livre deve ser privado do uso de armas."
[I T. Jefferson, Papers 334 (J. Boyd ed 1950)].

Ayn Rand, 1964, em 'A Virtude do Ego�smo':
"Criminosos s�o uma pequena minoria em qualquer �poca ou pa�s. E o dano que eles causaram � humanidade � infinitesimal quando comparado com os horrores-- o derramamento de sangue, as guerras, as perseguis�es, as fomes, as escraviza��es, as destrui��es em grande escala-- perpetradas pelos governos da humanidade. Potencialmente, o governo � a mais perigosa amea�a aos direitos do homem: ele mantem o monop�lio do uso de for�a f�sica contra v�timas legalmente desarmadas. Quando irrestrito e ilimitado pelos direitos individuais, um governo � o mais mortal inimigo do homem." [Os Direitos do Homem]

"A necess�ria consequ�ncia do direito do homem � vida � seu direito � leg�tima defesa. Numa sociedade civilizada, for�a � usada somente em retalia��o e somente contra aqueles que iniciam seu uso. Todas as raz�es que fazem o in�cio do uso de for�a uma maldade, fazem o uso de for�a f�sica retaliat�ria um imperativo moral.
Se uma sociedade 'pacifista' renunciasse o uso de for�a retaliat�ria, ela estaria deixada abandonada a merc� do primeiro matador que decidisse ser imoral. Tal sociedade alcan�aria o oposto da sua inten��o: ao inv�s de abolir a maldade, ela a encorajaria e premiaria." [A Natureza do Governo]
[Ayn Rand, The Virtue of Selfishness, New York: The New American Library (Signet), 1964]
Max Stirner, 1845, fil�sofo alem�o:
"O Estado chama sua pr�pria viol�ncia, lei; mas aquela do indiv�duo, crime."
[Max Stirner, Ego and Its Own (trad. Steven Byington 1982)]
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General Douglas MacArthur, sobre o desarmamento:
"Ningu�m levaria a s�rio o igualmente il�gico plano de debandar o corpo de bombeiros,para acabar com inc�ndios  ou debandar a pol�cia para acabar com crimes."
[MacArthur comentando sobre o movimento pacifista,
William Manchester, American Caesar 149 (ed 1983)]
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Cesare Beccaria, 1764, em 'Dos Delitos e das Penas':
"Falsa � a id�ia de utilidade que sacrifica mil reais vantagens por uma imagin�ria ou frivola inconveni�ncia; aquela tomaria fogo dos homens porque ele queima, e �gua porque algu�m pode se afogar nela; aquela n�o tem rem�dio para os males, exceto destrui��o. As leis que proibem o porte de armas s�o leis de tal natureza. Elas desarmam somente aqueles que n�o est�o nem dispostos nem determinados a cometer crimes. Pode se supor que aqueles que tem a coragem de violar as mais sagradas leis da humanidade, as mais importantes do c�digo, ir�o respeitar as menos importantes e arbitr�rias, que podem ser violadas com facilidade e impunidade, e que, se obedecidas estritamente, colocariam um fim na liberdade pessoal-- t�o querida pelos homens, t�o querida pelos iluminados legisladores-- e sujeitariam o inocente a todos os tormentos que somente os culpados devem sofrer? Tais leis pioram a situa��o dos agredidos e melhoram a dos agressores; elas servem antes para encorajar do que para previnir homic�dios, pois um homem desarmado pode ser atacado com maior confid�ncia do que um homem armado. Elas devem ser designadas como leis n�o preventivas mas receosas de crimes, produzidas pela tumultuada impress�o de alguns fatos isolados, e n�o pela refletida considera��o das inconveni�ncias e vantagens de uma lei universal."
(Thomas Jefferson traduziu e copiou este trecho para a sua cole��o pessoal de grandes cita��es -  [Beccaria, On Crimes and Punishments 87-88 (trad. H. Paolucci 1963)]
DESARMAMENTO HIP�CRITA
REFERENDO
EM 23-10-2005
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