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Grandes aventuras de jvk Episódio de hoje: Eric, o estagiário Capítulo 3 - Não me deixa esquecer de sair da BR, não quero pegar engarrafamento. Essa é a frase que resume nosso ânimo ao sairmos de Sapiranga. O medo, por outro lado, era perdermos a entrada certa e acabarmos caindo no engarrafamento. O que era muito pior quando se leva em conta que nem Eric nem eu sabíamos a ordem das cidades a nossa frente, só que a barreira do MPA ficava em Esteio. Coube ao motorista decidir nossa linha de ação: - Vou cair fora aqui em Campo Bom mesmo, aí não tem problema de esquecer. Então lá fomos nós, seguindo estrada afora que, sem nós sabermos, contornava Campo Bom. Essa estrada, alias, nos reservava uma surpresa incrível, mas antes de chegar a ela, convém citar o diálogo que se repetiu por várias vezes, não só na atual cidade como nas outras estradas: - Cara, mas que trânsito lento! Continuando, a estrada era calma, fora as sinaleiras e os caminhões lentos pelo caminho. Era um retão. O céu nublado dava um clima de Betrayal in Antara à viagem (quando se passa metade da vida jogando rpgs no vídeo game, você passa a ser capaz de fazer muitas relações surpreendentes...). E a estrada continuava, sempre reta. De repente, uma placa: “atenção: obra interrompida 1km adiante”. Nós não nos assustamos, no horizonte a estrada continuava. As placas continuavam vindo: 900m, 800m e assim por diante. Perto da placa dos 100m, nós vimos um cavalete bloqueando a pista. “Um dos lados deve estar interditado”, pensei. Ledo engano: a estrada acabava. Não virava estrada de terra, não fazia curvas, nada. Simplesmente acabava. Depois da barreira, só um homem e seu cachorro. A nossa sorte é que uma das ruas de Campo Bom acabava logo ali e depois de um ou dois “putz” coletivos seguimos nossa jornada nas baixadas da cidade. E só não ficamos por medo porque somos pessoas prevenidas e levamos um dos itens mais importantes para uma viagem não-planejada, e não estamos falando de toalhas (isso é lapso, desculpa!): - Quer chocolate? E assim nos acalmamos e seguimos por mais algum tempo, até o comentário mais letchi da viagem: - Tu já veio por esse caminho? Aí resolvemos parar para pedir informações. O senhor, muito educado, nos informou que para chegarmos em Novo Hamburgo (a próxima parada), precisaríamos seguir até a avenida grande no topo da ladeira e dobrar à esquerda; depois seguir até a rotatória e esquerda de novo. Na rotatória, Eric pegou a direita. | ||
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