|
Grandes aventuras de jvk Episódio de hoje: Eric, o estagiário Capítulo 4 No último capítulo, Eric dobrou a direita quando deveria mesmo ter ido à esquerda. Mas dessa vez não fomos tão longe no caminho errado, e logo percebemos o engano, voltando no primeiro retorno. Valeu o erro: a estrada, naquele ponto, era muito interessante, com uma ladeira gigantesca e no topo dela as duas pistas da avenida tinham altitudes diferentes. De volta ao rumo certo, chegamos em Novo Hamburgo. Mais precisamente no centro da cidade. Era hora do rush e ficamos presos no trânsito pesado. Foi aí que apareceu diante de mim o estabelecimento mais transcendental de todo o dia, aquele que me fez ganhar +1 em Iluminação: o Bar do Ni. Passado o momento de êxtase, estávamos atrás de um ônibus de Sapucaia do Sul, o próximo destino. Não havia placas indicando Porto Alegre, então seguimos o ônibus, o que deu certo, e logo estávamos nos limites da cidade. A estrada, ali, seguia paralela à BR-116, o que nos levou a pegar o caminho errado (de novo). A prudência (sem falar nos erros passados) nos fez parar num mini-mercado ali perto e perguntar o caminho. Um senhor simpático nos respondeu atencioso: - Olha, vocês seguem aqui à direita que depois de um tempo vocês caem na estrada velha. Agradecemos o bom senhor e quando nos preparávamos para sair, sai um homem histérico de dentro do mini-mercado: - Não! Nada disso! Por ali não tem estrada velha coisa nenhuma! E nos encheu de merda até lembrar de indicar o caminho: - Voltem ali e sigam a estrada, lá não é contra-mão. Nós voltamos e descobrimos que a estrada era larga o suficiente para não ser contra-mão. E seguimos adiante, tendo a BR-116 (por um tempo) ao nosso lado. A cidade seguinte era conurbada com Novo Hamburgo. Pensamos a princípio ser Esteio, mas era na verdade São Leopoldo, que vinha depois, segundo nossa imaginação. Trafegando em ruas obscuras, passamos por um estabelecimento digno de um designer com fome, a Bauhouse, casa do Bauru. Então caímos na avenida principal, onde a coisa mais óbvia aconteceu: estávamos seguindo um carro de São Leopoldo, que trafegava pela avenida principal. - Eric, segue esse carro que ele deve estar indo para a próxima cidade! Inesperadamente o carro dobrou à direita. Eric, por instinto, o seguiu. Mas (pausa de um segundo), para nossa surpresa, o tal carro estacionou na mesma esquina. Contrariados, seguimos até o retorno. Para nossa surpresa, caímos no mesmo ponto da BR-116 onde acontecera a marcha dos filhos-da-puta do MPA. Tudo o que nos separava daquele trecho da BR que nós tanto procuramos desviar eram os trilhos do Trensurb. Eric acredita o contrário, mas posso jurar que a manifestação já tinha acabado e a estrada estava livre. De qualquer forma, a sorte sorriu para nós, pois ao dobrar atrás do carro de São Leopoldo, chegamos na rua que, após quadras e quadras de piadas sobre galetos, nos deixaria em Canoas. De lá para Porto Alegre, só o tempo nos separava. E assim acabou uma divertida, demorada e engraçada tarde com o carro da companhia, que foi devolvido a sua garagem com duas latas de coca perdidas em algum ponto abaixo do assento do motorista. | ||
| << Capítulo 3 Voltar | ||