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Reflexão |
Entrevista com Ryoko Tamura
(pela F.I.J.)
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Em 16 de janeiro de 1999, em
Fukuoka, a F.I.J. teve a oportunidade de entrevistar o dínamo do
judô japonês, Ryoko Tamura, durante o campeonato internacional
feminino de Fukuoka, no centro internacional Fukuoka. Tamura
simplesmente venceu todos os grandes torneios exceto pelo ouro
olímpico. Este ano marca seu décimo ano de judô internacional
competitivo e como sempre ela tem seus objetivos travados em mais
uma vez provar sua dominância mundial na categoria até 48 Kg e o
elusivo ouro olímpico em 2000. |
A seguir, o
texto da entrevista onde ela fala de seus objetivos para 1999, seu
início no judô, o que faz em seu tempo livre e suas chances de ganhar o
ouro nos jogos olímpicos de Sidney 2000.
P: Quais são
seus objetivos principais como judoca para 1999?
R: Vencer o
campeonato mundial em Birmingham e vencer este 16º campeonato de
Fukuoka. Eu pessoalmente ponho muita atenção neste campeonato, porque
Fukuoka é minha cidade natal e este foi o lugar de minha primeira
competição internacional. Também, no final deste ano, em dezembro, o 17º
campeonato de Fukuoka será realizado e se eu ganhar, será minha 10ª
vitória consecutiva no torneio de Fukuoka. Portanto, para este ano, o
campeonato mundial e o torneio de Fukuoka são muito importantes para
mim.
P: Como a
mudança nas categorias de peso ou o uso do judogui azul afetou você como
competidora? Foi positivo ou negativo?
R: Como
competidora não importa. Eu somente me concentro em lutar. O uso do
judogui azul demonstra que o judô vem se tornando um esporte cada vez
mais praticado mundialmente, porque judocas japoneses provavelmente não
os usariam.
P: Quem foi a
judoca mais difícil que você gostou de ter competido?
R: Acho que foi
Karen Briggs. Quando estava na escola primária, tive a oportunidade de
visitar o torneio de Fukuoka e ver ela competindo. Ela era realmente
boa, tanto em força quanto tecnicamente. Mais tarde, tive a chance de
lutar com ela durante o torneio de Fukuoka e venci, embora tenha achado
que tivesse sido puramente por sorte. Na verdade, foi depois de tê-la
derrotado, que comecei a ter confiança em mim mesma em campeonatos
internacionais.
P: Como você se
sente sobre suas chances de finalmente ganhar a medalha de ouro nas
olimpíadas de 2000?
R: Tenho
confiança de que vencerei a medalha de ouro. Não penso que tenho uma
rival específica. Todas as judocas que competirei são minhas rivais. As
pessoas estavam esperando que fosse ganhar a medalha de ouro em Atlanta,
embora tenha pego prata. O que aconteceu naquela época, depois de ter
vencido a cubana, Savon, pensei que a medalha de ouro já fosse minha e
fiquei muito confiante em mim mesma. Acho que aquele foi meu erro, então
em Sidney não relaxarei enquanto a última luta estiver terminada.
P: O que você
está fazendo agora e o que gosta de fazer no seu tempo de folga?
R: Gosto muito
de dirigir e claro que gosto de velocidade. Tenho um Toyota Majesta que
na verdade é o carro da minha mãe. Também gosto dos tradicionais banhos
quentes japoneses e de compras.
P: Quais
judocas você admira assitir mais? Por que?
R: No
masculino, gosto de ver o Koga. O ippon seoi nague dele é perfeito. No
feminino, gosto de ver a mim mesma em vídeo.
P: Quais são as
coisas mais importantes que você aprendeu do judô?
R: Duas coisas
importantes. Uma é o Rei, que é o respeito as outras pessoas e a
outra coisa que aprendi é que, no que quer que faça, faço meu melhor.
P: Qual sua
agenda diária?
R: Treino judô
3 horas por dia. Na parte da manhã, logo cedo, corro. Das 9:00 às 12:00
estudo para meu curso de mestrado e também vou ao escritório da Toyota
onde trabalho. À tarde treino judô. E o que me deixa ligada é um banho
japonês quente depois do treino árduo de judô. Não pode faltar.
P: Como começou
a aprender judô?
R: Tenho um
irmão mais velho que é três anos mais velho que eu e ele começou judô
quando tinha 8 anos de idade. Naquela época, comecei a praticar judô
somente porque meu irmão também treinava e queria fazer o mesmo e seguir
meu irmão. Meu pais, que nunca fizeram judô, naquela época eram contra
eu praticar judô embora vivesse pedindo a eles. Agora eles me apoiam
totalmente e minha mãe está comigo em todos os campeonatos.
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