Associação Londrinense
de Judô

 

 
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Segunda, 28 de Julho de 2003

Foi realizado sábado (19/07) em Curitiba, o Campeonato Paranaense Sênior de Judô, categoria principal da modalidade, onde os melhores lutadores do estado aparecem para competir. Com a equipe de garotas juniores que se dedicam a modalidade nos pólos de treinamento mantidos pela Associação Londrinense de Judô e Fundação de Esportes de Londrina, via projeto social, a A.L.J. ficou em terceiro lugar geral da competição oficial feminino, conquistando uma medalha de bronze com Natália Carneiro no meio leve (52 kg), duas medalhas de prata com Marisângela Matias no ligeiro (48 kg) e Daiane de Jesus no meio pesado (78 kg), e uma medalha de ouro com Ednéia Santos de Oliveira, também na categoria ligeiro (48 kg). Ednéia representará o estado do Paraná no Campeonato Sul Brasileiro Sênior de Judô, em Porto Alegre dia 02 de agosto, onde estarão lutando por uma vaga no Campeonato Brasileiro Sênior, atletas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo (estado que concentra os melhores judocas do país).

É importante ressaltar que estas atletas são carentes e praticam Judô graças ao projeto mantido pela F.E.L. e administrado pela A.L.J., porém, será necessário um patrocínio pessoal ou empresarial para que a atleta possa representar o Estado do Paraná no Sul Brasileiro, devido as suas impossibilidades financeiras. Portanto, caso haja interesse em colaborar, solicitamos que entrem em contato com a Fundação de Esportes de Londrina ou um dos professores da A.L.J. Alexandre (9995-4433), Helder (9112-3951), Marcelo (9991-6394) ou Murilo (9994-3964), para que possamos dar esta oportunidade a atleta.

Além do feminino, a A.L.J. também conquistou medalhas no masculino, com Eduardo Russo e Murilo Mendes na categoria meio leve (66 kg), sagrando-se campeão e terceiro colocado respectivamente, conquistando a 4ª colocação no Geral Oficial Masculino da competição.

 


Segunda, 3 de Fevereiro de 2003

Como médicos atuantes na área de medicina esportiva e ortopedia, somos altamente favoráveis à prática esportiva pelas crianças.

São inúmeros os benefícios para a formação global do indivíduo; estimulamos as atividades físicas desde a fase pré-escolar, passando pela infância e adolescência visando o ganho de aptidões físicas, psicofísicas e psicossomáticas, e tornar-se um adulto hígido, dotado de capacidades e domínio sobre si mesmo durante a vida produtiva.

Para tanto, são necessários alguns cuidados básicos na prescrição e programação de atividades físicas, de forma pedagógica e obedecendo as etapas de crescimento e desenvolvimento, características individuais como biotipo, aptidões próprias, limites fisiológicos, personalidade, etc...

Bons pedagogos com formação em Educação Física (atenção: educadores e não apenas treinadores) possuem capacitação e respondem com responsabilidades tais missões.

Até um ano, devemos estimular o desenvolvimento da psicomotricidade. Como o reflexo da glote ainda persiste nos primeiros meses a criança se beneficia muito de atividades aquáticas.

De um a seis anos, podemos orientar o desenvolvimento das habilidades físico-mentais. A criança deve sentir prazer e motivação no exercício físico e ganhar aptidões e coragem para dominar o ambiente.

De seis aos doze anos, liberamos para as escolas esportivas e são permitidas algumas competições. É interessante que tenha contato com diferentes modalidades esportivas de maneira recreativa. Não são recomendáveis modalidades específicas; diferentes modalidades estimulam a versatilidade e criatividade, evitando a sobrecarga.

De 12 a 18 anos, a fase de maturação hormonal influirá decisivamente no rendimento esportivo. Nesta faixa etária podemos orientar o aprimoramento das aptidões já adquiridas.

Ao considerarmos que um adulto atinge sua performance máxima de 23 a 28 anos quanto aos aspectos físicos, técnicos e mentais e transferirmos esta relação para faixas etárias menores, teremos:

Ápice Esportivo Desenvolvimento Técnico Desenvolvimento Mental
           
1 ano 30% 7 anos 10% 1 anos 30%
7 anos 40% 12 anos 20% 7 anos 40%
12 anos 60% 16 anos 60% 10 anos 60%
20 anos 90% 20 anos 80% 17 anos 80%
25-27 anos 100% 24 anos 100% 24 anos 100%



Devemos considerar também que a relação idade biológica/cronológica é bastante variável, principalmente no início da adolescência.

Alguns questionamentos são fundamentais no direcionamento das atividades físicas na criança.

  • Está a criança preparada para o esporte?
  • Estão os pais preparados para lidar com a criança que pratica esporte?
  • Está o professor devidamente capacitado com conhecimentos científicos, pedagógicos e técnicos para lidar com a criança esportista?
  • Está a entidade (escola, clubes, associações) organizada para este fim?
  • Qual o objetivo: esporte recreativo ou competitivo?

Ficarmos vigilantes quanto à correta e benéfica prática esportiva é fundamental. O esporte é um meio de adquirir aptidões e educar o corpo, preparando a criança para conviver com as vitórias e derrotas, desenvolver a coragem e ter segurança e confiança em si, capacidade de decidir, ter responsabilidades, respeito às regras, convivência social num ambiente saudável e sem vícios.

Estimular esportes para crianças é construir uma nação sadia.

Dr. Àureo Shizuto Cinagawa
Médico especialista em medicina esportiva, ortopedia e traumatologia e medicina do trabalho

Fonte: Soc. Brasileira de Medicina Esportiva, Dr. João G. Carazzato


Quarta, 25 de Dezembro de 2002

 

 


Terça, 3 de Dezembro de 2002

Neste último domingo, foi realizado o IIº Torneio Inter-pólos de Judô de Londrina, no ginásio de esportes do colégio Vicente Rijo. O evento contou com a participação de quase 400 crianças, sendo promovido pela Fundação de Esportes de Londrina com apoio da prefeitura de Londrina e realização pela Associação Londrinense de Judô. O evento, que marca o término das atividades da A.L.J. no ano de 2002, procurou a integração dos praticantes de judô dos pólos e contou com a presença de autoridades da Federação Paranaense de Judô, como o vice-presidente Liogi Suzuki, 8º Dan e Yuji Omori, delegado da região norte. Também estiveram presentes o presidente da Associação Londrinense de Judô, Joaquim José de Moraes Neto, autoridades municipais como o vereador Lourival Germano e o 5º Batalhão de Polícia Militar com as crianças do projeto Cidadão Mirim.

Agradecemos ainda aos coordenadores da Associação Londrinense, Helder Marcos Faggion, Marcelo Seiji Missaka, Murilo Melanda Mendes e Alexandre Segantin, que não mediram esforços na organização desse importante evento, que através de seus trabalhos vem trazendo benefícios imensuráveis a sociedade na formação de pessoas íntegras, através de valores como a disciplina, respeito e honestidade, qualidades essas que nosso país tanto carece.

 


Terça, 26 de Novembro de 2002

Caso você leitor, queira compartilhar algum ponto de vista, opinião, reflexão ou o que quer que seja, por favor, mande-nos através de nosso contato. Embora não possamos garantir que o material enviado vá ser publicado, garantimos que será lido por pelo menos um de nossos colaboradores e devidamente tratado.

 


Terça, 19 de Novembro de 2002

Convidamos você leitor, a ler o artigo abaixo, mostrando uma perspectiva sobre o conceito de vícios, publicado por Juciê Dias Andrade em 15/07/2001, extraído do site www.jucie.com.br e então a fazer uma auto-análise. Será que você não possui algum vício em seu judô? Alguma técnica, postura ou outro fundamento que pode ser melhorado ou corrigido e que persiste pela força do hábito?

Eu tenho um conceito sobre vício que é um pouco diferente do tradicional. Ao contrário da maioria, eu não considero vício "fumar", "beber", "se drogar" e coisas do gênero, estes são apenas aspectos visíveis do que eu chamo de vícios. Quero compartilhar com você este meu modo de ver.

Para raciocinar com profundidade usamos nossa consciência e somos obrigados a tratar as coisas seqüencialmente, ou seja, analiso uma coisa e DEPOIS outra, pois a consciência, talvez nosso dispositivo "mais nobre", é seqüencial. Nosso dia a dia é repleto de pequenas decisões. Não temos tempo o suficiente pra analisar tudo com profundidade. Se tivéssemos que fazer isto ficaríamos travados e não sobreviveríamos (numa emergência no trânsito, para parar seu carro, não há tempo para pensar conscientemente se deve pisar no pedal direito, no esquerdo ou no do meio).

Como um recurso auxiliar, nosso cérebro tem a capacidade de aprender, de criar hábitos, conexões lógicas que funcionam como atalhos, em que decisões rápidas ocorrem em paralelo, independentes da nossa consciência.

Para tanto nosso sistema nervoso se programa cada vez que tomamos uma decisão. Se tomarmos a mesma decisão repetidas vezes (por julgarmos que foi acertada) se cria uma conexão cada vez mais forte, até que chega um ponto em que a consciência não tem mais que intervir para que a decisão seja tomada. Isso faz parte da nossa capacidade de aprender.

O que chamo de vício é um efeito daninho deste mecanismo natural. Acontece quando criamos esta conexão (que leva a um hábito), e depois, quando ela não é mais desejável, já está tão forte que não pode ser rompida senão com uma grande dose de esforço por parte da nossa consciência. Talvez este seja o maior desafio com o qual uma pessoa possa se deparar: encontrar e vencer seus próprios vícios.

Sob esta ótica eu entendo como vício o hábito muito comum que temos de "colocar as coisas em caixinhas". O mundo atual é muito grande e cheio de informação. Não há tempo para analisar a fundo tudo o que mereceria maior atenção. Sendo assim, com base em uma coisa julgamos outra, com resultados às vezes válidos e às vezes inválidos. Dai vem o problema.

Imagine que você toca flauta, tem ouvidos sensíveis e detesta barulho. Seu vizinho é corinthiano e você não. Toda vez que o Corínthians faz um gol ele solta aqueles rojões fortíssimos bem do lado da sua janela. No dia seguinte à uma final em que o Corínthians ganhou entra um novo office-boy pra trabalhar no mesmo escritório em que você trabalha. No primeiro dia ele já vem vestindo a camisa da Fiel. Você não será indiferente, pode apostar. Naturalmente vai partir do princípio que ele deve ser chato e barulhento. Pode vir até a ter atritos pessoais alavancados por esta pré-disposição, por este vício que você sem saber adquiriu. Talvez nunca venha a estreitar o relacionamento a ponto de descobrir que o garoto é muito legal e que também toca flauta.

Outro exemplo: você cresceu vendo pessoas bem vestidas em casamentos e eventos sociais, onde celebrava com gente amiga e de sua confiança. Adquiriu o vício de achar que quem se veste bem merece mais confiança. Esta pré-disposição pode funcionar a seu favor ou contra você. Os estelionatários mais experientes sabem muito bem disso e todos os dias acontece um sem-número de golpes aplicados por pessoas bem vestidas.

Considere por um momento todas as nuances, todas as implicações desta característica do nosso cérebro e você também vai concluir que o vício de "colocar em caixinhas" tais como "corinthiano", "petista", "preto", "branco", "rico", "pobre", "gay", "formado aqui", "formado acolá" (tenha ou não tenha nome a caixinha), acaba por nos prejudicar severamente.

Em vez de rotular as pessoas, seria melhor que nós fizéssemos um esforço consciente para realmente entendê-las, expandindo e criando novas possibilidades de relacionamento.

Fonte: http://users.hydranet.com.br/jucie/20010715.html

 


Sexta, 15 de Novembro de 2002

Alguns anos após o fim dos exames de faixas pretas da Federação Paranaense de Judô, estão sendo promovidas as primeiras pessoas através do sistema de pontos. Mas será que esse sistema é a melhor forma de promoção? Hoje, para cada graduação (Dan), é necessário juntar uma quantidade pré-estipulada de pontos. Conforme o candidato participa dos eventos oficiais da federação e vai acumulando esses pontos, quando ele atingir a marca estipulada, automaticamente será promovido. Sem mais katas, provas técnicas, teóricas, de arbitragem ou análise do histórico do candidato. Basicamente o que conta é a participação, seja como competidor, árbitro, clínicas de arbitragem ou cursos oficiais. Claro que a participação é importante, mas no contexto geral, é somente mais um critério de avaliação. O grande motivo para adoção desse sistema de promoção, como pode-se deduzir, é fazer com que haja participação constante da comunidade judoística paranaense nos eventos da federação e confederação brasileira, evitando dessa forma, aquelas pessoas que faziam o exame de faixas e sumiam nos anos seguintes, só reaparecendo quando cumprissem a carência para realizar o próximo exame. Outro motivo, este de caráter local, é que certos estados brasileiros possuem um número pequeno de judocas federados, o que faz com que a participação dessas pessoas seja vital.

Uma forma de organizar melhor o sistema de avaliação para promoção de faixas no Brasil, seria a confederação brasileira criar um padrão de critérios para avaliação, levando em conta fatores regionais. Seria mais ou menos como a proposta de regionalização do salário mínimo. Hoje, o salário mínimo é igual em todo o território nacional, embora seu poder de compra seja diferente em cada região. Dessa forma, o cidadão que recebe um salário em Rio Branco no Acre, consegue comprar mais itens do que o cidadão que recebe o mesmo salário em São Paulo, conseguindo levar um padrão de vida melhor, ou menos pior, já que o sofredor do nosso exemplo recebe somente um salário mínimo.

Mas como é que isso iria funcionar? A confederação brasileria enumeraria todos os critérios de avalição como obrigatórios ou opcionais, e delegaria as federações a estipular o peso que cada critério teria em seus exames, de acordo com suas prioridades, obviamente obedecendo certos limites.

Por exemplo, o kata poderia ser um critério de avaliação opcional, enquanto que a avaliação técnica poderia ser obrigatória, tendo um peso mínimo de 10% do total do exame e máximo de 25%, ficaria a cargo da federação em questão estipular o peso do critério de acordo com suas prioridades regionais. No caso da Federação Paranaense, se a participação fosse um critério obrigatório, ela poderia aplicar um peso alto para estimular o comparecimento de seus federados em eventos oficiais, dessa forma suprindo uma necessidade. Já na Federação Paulista, pela abundância de judocas, a participação poderia ter um peso menor. Caberia então a confederação definir quais seriam os critérios, como por exemplo, katas, provas técnicas, teóricas (história, arbitragem, fundamentos, etc.), participação em eventos, trabalhos realizados em prol do judô, etc, dizer quais são obrigatórios e quais são opcionais e dizer qual a variação de peso dos critérios.

Dessa forma, o confederação brasileira passaria a funcionar de forma semelhante como o Estado funciona em alguns temas. Definiria as diretrizes e regras, deixaria a execução por conta das federações e se manteria como um órgão fiscalizador, evitando abusos e manipulações que venham a ocorrer, se manifestando somente em casos excepcionais como um Superior Tribunal, mantendo seu tempo livre para cuidar de assuntos de natureza tática e estratégica no cenário do judô nacional e internacional.

Obviamente, essa sugestão de reforma do sistema de avaliação se encontra em um estado bruto e seriam necessárias muitas iterações de refinamento do conceito, correções e desenvolvimento da idéia para que pudesse ser aplicado. No plano de execução, provavelmente teriam que se criar fases de implantação incremental, teria que ser verificado se a estrutura organizacional do judô brasileiro suportaria tal mecanismo e tantos outros detalhes que a essa altura não podem ser visualizados, quanto mais chegar a conclusão de sua viabilidade.

Fica a sugestão...
 


Quinta, 14 de Novembro de 2002

Mais uma vez a Associação Londrinense de Judô em parceria com a Fundação de Esportes de Londrina, conquista um título estadual dentro de Maringá, o terceiro deste ano. Desta vez foi no Campeonato Paranaense Faixas Marrom e Preta, categoria estímulo feminino.

Das oito categorias disputadas, as garotas que se dedicam aos treinamentos da A.L.J. (trabalho social desenvolvido nas periferias da cidade de Londrina), venceram quatro, além de três medalhas de prata e cinco de bronze. As atletas campeãs foram Priscila Giufrida de Oliveira, Ednéia Santos de Oliveira, Joice de Moraes e Daiane de Jesus. Conquistaram o vice campeonato as atletas Marisângela Matias, Kamila Grandolfi e Roberta de Araújo. Além das medalhas de bronze de Fabiane Antunes, Natália Carneiro, Karine Grandolfi, Haryethy Glazyeli e Priscila Gonçalvez Noronha.

Uma outra conquista que merece destaque, é o 5º lugar da Associação Londrinense de Judô no ranking de contagem geral por competições/2002, administrado pela Federação Paranaense de Judô, ficando atrás apenas de academias já consagradas a 20 anos de nosso Estado, lembrando que a A.L.J. existe a apenas um ano e meio. De Londrina, ainda aparecem na classificação a Arel, na 15ª posição e o Canadá Country Club com a 22ª posição. (fonte: Federação Paranaense de Judô).

 


Terça, 5 de Novembro de 2002

Onde foram parar os chuis e os keikokus? Golden Score!? Que diabos é isso?

Calma, se você pensou ou disse algo parecido quando foi assistir ao último campeonato, ou quando alguém lhe disse no treino, significa que você andou meio afastado do meio judoístico competitivo. Mostraremos aqui, de forma simplificada, as novas regras de penalização e o golden score, fazendo uma análise para entender quais foram as motivações da comissão de arbitragem internacional para a adoção dessas medidas na eterna luta pela preservação do espírito do judô.

Atualmente, as penalizações estão divididas em dois grandes grupos. As infrações leves, que são consideradas faltas técnicas e táticas, que deverão ser penalizadas com shidô. E as infrações graves, que tentam atingir a integridade dos lutadores ou são contra o espírito do judô, que deverão ser penalizadas com Hansoku-make. Tal mudança, deve-se ao fato da falta de consistência e métricas para avaliação da gravidade das infrações, do até então vigente conjunto de regras. Como mostrado no site da União Panamericana de Judô, qual era o motivo de um falso ataque ser shidô? Ou baseado em que medida, pisar para fora da área era chuí? Por que um lutator que cometeu shidô, depois chuí e depois keikoku, somando três infrações, ficaria empatado com um lutador que cometeu somente uma falta (keikoku)? E o que era pior, se um lutador tomasse shidô e depois keikoku, resultaria em keikoku. Mas se seu adversário cometesse keikoku e depois shidô, que são as mesmas duas faltas porém em ordem inversa, resultaria em Hansoku-make. Pode-se ver claramente que os critérios e o sistema de penalização presisavam de uma reforma, que foram atendidos com o novo sistema de penalizações. Agora, quando da primeira infração, ao ser penalizado com shidô, o adversário receberá um koka; na segunda infração, novamente recebendo shidô, o adversário receberá um yuko e assim progressivamente. Além de evitar interpretações ambíguas, como no caso shidô+keikoku keikoku+shidô, passa a ser um sistema de faltas padronizadas, tendo como shidô sua unidade fundamental.

E o golden score? Bom, isso é bem mais simples. Como você já deve ter imaginado, o golden score é a prorrogação do judô. É consistida basicamente na eliminação do hantei, onde os árbitros, após o término de uma luta empatada, de acordo com a regra maioria de três, decidem o vencedor do combate. Quando a luta terminar empatada, imediatamente inicia-se outra, até que algum dos lutadores consiga alguma pontuação, terminando a luta imediatamente e sendo apontado o vencedor. Porém, se a prorrogação ainda assim terminar empatada, então os árbitos decirirão o vencedor através de hantei, embora as chances desse fato ocorrer agora tenham sido drasticamente reduzidas. Isso reduz bastante as decisões por interpretação dos árbitros, muitas vezes polêmicas, deixando o resultado unicamente nas mãos do lutadores, que, no caso de golden score, para não dar margem a possibilidade de penalização e consequente perda da luta, adotam uma postura mais agressiva mostrando um judô muito mais dinâmico.

 


Segunda, 4 de Novembro de 2002
 
O Sukui-nague, é uma técnica que vem cada vez mais sendo executada, vista comumente em campeonatos estaduais e nacionais. Muitas vezes sua execução passa desapercebida, por estarmos acostumados somente com um tipo de aplicação do golpe, aquela em que o tori usa ambas as mãos para segurar as pernas do uke, lateralmente e por trás, levantando e projetanto o uke para trás (como mostra figura à esquerda).
 

Porém, existem outras formas de aplicação, mostradas e explicadas com maiores detalhes no site da Kodokan. Aqui mostraremos somente o Sukui-nague em que o tori coloca sua mão entre as pernas do uke pela frente, segurando seu corpo e levantando-o para a projeção (figura abaixo).

Tori e uke fazem pegada em postura natural.

Tori pisa para trás com seu pé direito para trazer o uke para frente e se desiquilibrar. Uke avança o pé esquerdo para parar e tenta voltar para trás com o pé esquerdo para ganhar novamente o equilíbrio.

No momento em que o uke pisa com seu pé esquerdo para trás, tori abaixa o quadril e avança profundamente com seu pé esquerdo, ficando em postura defensiva. Com contato corporal muito próximo, colocar mão direita entre as pernas do uke pela frente e segurar seu quadril.

Tori puxa sua mão esquerda para baixo e levanta a parte inferior do uke com sua mão direita, projetanto-o.

Bibliografia: http://www.kodokan.org/e_waza/sukuinage.html

 


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