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| A HISTÓRIA DA DANÇA DO VENTRE |
A dança do ventre é uma das mais antigas formas de arte. Desde épocas primitivas, homens e mulheres, crianças e velhos dançavam imitando os animais e os elementos da natureza que os cercavam. Com o tempo, passaram a acreditar que, ao dançar, eram capazes de atrair boas caças, chuva, sol; a dança passou a ter um conteúdo simbólico, e o homem passou a acreditar em algo mais além da matéria. Sabe-se que primitivamente o conceito de Deus era feminino, associado a uma grande mãe. |
Temos
muitas indicações que a veneração a divindades
femininas era parte integrante das tradições sagradas mais
antigas. Em alguns desses rituais eram feitas danças que simbolizavam
a origem da vida através de movimentos ondulatórios rítmicos
do ventre. |
Em
vários lugares foram encontrados indícios desse tipo de
ritual: Anatólia, Mesopotâmia, Egito etc. Posteriormente,
a dança deixou de ser praticada por todas as mulheres, sendo realizadas
exclusivamente por sacerdotisas no interior dos templos. Havia uma organização
dos movimentos, que eram realizados com técnica e em sincronia
com a música. O Egito, foi, sem dúvida, um dos lugares onde
a dança do ventre se desenvolveu de forma brilhante. Inicialmente
como um tributa à deusa Ísis e, posteriormente, como parte
integrante das festividades, populares, mostrou-se extremamente técnica
e apurada. Igual senso estético foi desenvolvido em diversas regiões
do Oriente Médio. No século VII, o império árabe
dominou essas regiões, absorveu a dança, transformou seu
conceito sagrado e incorporou à sua cultura de forma gloriosa.
Nos sete mil anos de história da dança do ventre, ela sofreu
influências variadas e foi desenvolvida por mulheres de povos diversos
como indianas, ciganas e africanas. Nós, ocidentais, também
fazemos parte dessa história e daqui a alguns anos esse fenômeno
nacional fará parte dos estudos. A dança está em
constante evolução, nós dançamos e mantemos
viva essa tradição. Contribuímos para que essa arte
não desapareça com o tempo, acrescentando a ela um pouco
da nossa alma brasileira. |
Atualmente
a dança do vente tornou-se um grande modismo, sendo praticada por
mulheres de todas as idades e de diversas origens. |
A
dança do ventre ativa os chakras, trazendo energia para o dia-a-dia.
A pergunta mais frequente é "se a dança do ventre aumenta
a barriga"; posso dizer que não; se há uma melhora
na postura, com encaixe do quadril e contração do ventre,
é improvável que o ventre se distenda, ficando mais saliente.
Fazer os movimentos com o bumbum arrebitado, além de projetar a
barriga, pode causar sérios danos à coluna. É importante
salientar que os movimentos são feitos com a pélvis, e não
com o bumbum. O correto é quadril ligeiramente para frente. Se
a técnica de postura for bem empregada, vai modelar, enrijecer
e diminuir a barriga. Para saber se a professora conhece bem a técnica,
avalie o corpo dela, salvo algumas exceções, ele é
o verdadeiro reflexo do seu conhecimento a respeito da dança. |
A dança do ventre que utiliza movimentos sinuosos que podem causar lesões perigosas, necessita orientação cuidadosa de uma professora que mostre postura correta para sua realização. Não é obrigatório que a professora seja árabe, mas é imprescindível que ela tenha conhecimentos sobre a cultura e técnicas originais da dança.
Texto extraído da web page de Claudia Cenci. |
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