03  a  24 de janeiro de 2009, Paraíba

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TEXTOS

METODOLOGIA

 

A metodologia de trabalho deste estágio de vivência se compõe principalmente de três importantes matrizes (linhas) de pensamento, importantes na compreensão do mundo atual, que são principalmente a teoria da complexidade, que tem como um dos seus principais sistematizadores o francês Edgard Morín, a Educação Popular, que como muitos já sabem tem como um dos seus principais organizadores o pernambucano Paulo Freire, e os ensaios sobre a filosofia da práxis do italiano Antônio Gramsci, que é ainda hoje um dos trabalhos que mais contribui na mediação do marxismo para a intervenção na nossa sociedade.

A Jornada Nacional de Extensão Universitária consiste de quatro momentos principais:

Acolhimento - este momento ocorrerá durante o dia 03 de janeiro, que é o dia da chegada dos estagiários, cadastramento e conversa inicial entre todos os participantes. Este momento termina com a nossa primeira mística, que nada mais é que a celebração coletiva de valores e símbolos que contribuem no cultivo de nosso espírito de militância social.

Pré Vivência - momento de formação/problematização política, nos dias iniciais da Jornada (04 e 05 de janeiro de 2009) onde trabalhamos questões como conjuntura atual, resgate a teorias dos movimentos sociais, apresentação do método de trabalho em comunidades desenvolvido nestes mais de 20 anos de vivência (Met-MOCI - Metodologia para a Mobilização Coletiva e Individual), contextualização da realidade das localidades onde ocorrerá o estágio de vivência.

Vivência - momento onde o estudante irá às comunidades do interior da Paraíba, para uma proposta de parceria de trabalho junto aos movimentos/grupos sociais locais, durante período de tempo de 06 a 21 de janeiro ( 15 dias). Neste período a máxima do trabalho é "o estudante entrar o mais discreto nas comunidades e sair o mais discreto possível", ou seja, a idéia é fugir das propostas assistencialistas de "levar os pacotes de serviços às comunidades". Fugimos TOTALMENTE DISTO! Nossa proposta é a de, em cima da dinâmica de trabalho/resistência/modificação da realidade desempenhada pelos movimentos/grupos sociais locais, no seu processo cotidiano de luta, interagir com estes, numa perspectiva de não-intervenção ativa. Durante este processo os estudantes conviverão integralmente com a população local em suas casas, acompanhando lado a lado estes na sua lida diária por sustento e sobrevivência. Serão não "doutores", mas mais um no meio comunitário. E para esta intervenção na realidade ser "a mais discreta possível", deslocamos um número entre 2 a 3 estudantes por localidade. Durante estes dias, o estudante dorme, come, trabalha, dialoga, compartilha da cultura popular, participa das iniciativas de organização política locais. Vive assim como a comunidade local, tendo um processo de sensibilização profunda durante desta experiência. O respeito, a dialogicidade, a horizontalidade, a solidariedade são valores fundamentais durante este momento.

Pós-vivência - momento de avaliação do estágio, do dia 22 a 24, com problematização das vivências e sistematização do processo de trabalho/aprendizado e de contribuição para as transformações locais. Encerramento também do processo de formação/problematização política e provocação para a continuidade da luta.

 

 

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