Homenagens na XXXI Jornada Internacional de Cinema da Bahia
Amílcar Cabral
(1924/1973)
O líder revolucionário africano é o principal homenageado desta Jornada. Nascido na Guiné Bissau, o engenheiro agrônomo e poeta Amílcar Cabral foi um dos mais importantes ativistas africanos na luta anticolonialista. Foi o grande articulador do Partido Africano da Independência pela União dos Povos da Guiné e Cabo Verde – PAIGC, reconhecido pela ONU como representante legal dos países. Foi traído e assassinado pela PIDE, a polícia secreta de Salazar. Sua atuação será destacada durante o Seminário Afro-Luso-Brasileiro . e numa Sessão Especial dia 12 (domingo), às 17h, no Cinema do Museu, no dia em que estaria completando 80 anos.
Ítalo Zappa
(1926/1997)
O embaixador brasileiro foi o principal articulador da aproximação do Brasil com a África negra, e diretamente responsável pelo país ter sido a primeira nação do mundo a reconhecer a independência de Moçambique e Angola. Ficou conhecido como "embaixador vermelho", pelo êxito de seu trabalho na implantação de relações diplomáticas do Brasil com países como China, Vietnã, Cuba, Moçambique e Angola. Será homenageado durante o Seminário Afro-Luso-Brasileiro e também na Sessão Especial do dia 12, quando será representado por sua filha, a jornalista Regina Zappa.
Thomaz Farkas
Nascido na Hungria em 1924, Farkas adotou o Brasil, tornando-se um dos principais produtores independentes do cinema nacional e um dos mais reconhecidos fotógrafos do país. No seu currículo, entre tantos outros trabalhos, consta a obra-prima Viramundo , de Geraldo Sarno. Velho participante da Jornada, o cineasta, que está completando 80 anos e estará presente no evento, é o terceiro homenageado do dia 12. Sua trajetória será destacda com os filmes Thomaz Farkas, brasileiro (2004), de Walter Lima Júnior e ainda inédito em salvador, e com os curtas Feira da Banana , dirigido por Guido Araújo e produzido por Farkas, e Paraíso Juarez, no qual Farkas foca o trabalho do artista plástico baiano Juarez Paraíso.