José dos Santos Ferreira, Guarda-Mor

 

father: Manoel dos Santos Ferreira

mother: Maria de Azevedo Silva de Carvalho

b.: Sumidouro Farm [Fazenda do Sumidouro], Taquaraçu, MG, Brazil, ±1774.

bap.: Country Chapel of The Most Holy Sacrament [Ermida do Santíssimo Sacramento], Taquaraçu, MG, Brazil, ±1774.

d.: Cipo Farm [Fazenda do Cipó] [?], MG, Brazil, > 1832 (included in the Census of Taquaraçu, of 1832 [ver: APM - Mapas de População - MP - Caixa 11 - Doc. 25 - Taquaraçu de Cima (Santíssimo Sacramento do) - Sabará, MG - 23/mar/1832])..

bur.: Possibly, in Taquaraçu, MG, Brazil, > 1832.

m.1w: Mother Church of The Most Holy Sacrament [Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento], Taquaraçu, MG, Brasil, 21st/Jan/1799 [see: VIANNA, Newton dos Santos, "Viannada"", Belo Horizonte, out/2000, em CD-ROM].

m.2w.: Saint Lucy Village [Arraial de Santa Luzia] [?], Sabará Town [Vila do Sabará], MG, Brazil, ±1817.

m.1w.w.: Maria Joaquina do Nascimento (b. Jaboticatubas, MG, Brazil, ±1785; d. Fazenda do Cipó [?], MG, Brazil, ±1816), daughter of Joaquim da Costa Vianna, granddaughter by the paternal side of Manoel da Costa Vianna and of Eulália Moreira de Castilho e and of Ana Maria Telles, adoptive granddaughter by the maternal side of José Telles de Menezes, and of ? [da Costa].

m.2w.w.: Anna Theodora da Câmara Bethencourt e Sá.

education/formation: One suppose that he had, at least, the "First Letters" ["Primeiras Letras"], and that he would know "Reckoning" ["Contar"].

profession/activities: He founded the Cipo Farm [Fazenda do Cipó], or of Saint Joseph of the Cipo [São José do Cipó], or of The Holy Cross of the Cipo [Santa Cruz do Cipó], in the beginning of the 19th century, which had an Hermitage Chapel [Ermida], in the body of the "big house" ["casa grande"], whose doors opened to the varanda. A curious detail of this Chapel [Capela] was the existence of an opening span with cane splint screen [palhinha], in the right side wall, that gave sight to a house internal gallery [galeria interna], from where, it is said, slaves could assist the masses. The Chapel [Capela] would have been sacred and inaugurated on 26th/Apr/1829, with a "new mass" ["missa nova"] prayed by the son, Priest José dos Santos Vianna, although it is known that he only was ordained clergyman, by Dom Frei José, in Mariana [?], MG, Brazil, on April of 1832. At least one of the sons were baptized in this Hermitage Chapel [Ermida], the Colonel Carlos José dos Santos Ferreira, what is equivalent to say, from 1829 on. He adopted the policulture in the Cipo Farm [Fazenda do Cipó], which also produced the traditional, corn, bean and rice, but also wheat, oil of castor bean [mamona] and of "macaúba" coco nut, this one native, yelding oil (fuel) for illumination, inclusive for the Morro Velho Mine [Mina de Morro Velho], and public in the city of Ouro Preto, MG, Brazil. He had great bovine, equine and suine cattle herds, became famous the monstruous "Cipo big male pigs" ["canastrões do Cipó"], and of their skins were produced leather. He had mule caravans, that went to the Court of Rio de Janeiro [Corte do Rio de Janeiro], RJ, Brazil, taking many products, including sole, and bringing dishware, hardware, smallwares and salt. The famale slaves also wove cotton in manual looms. He also furnished calcareous rocks for the Morro do Pilar Siderurgic Mill [Siderúrgica de Morro do Pilar], extracted from the ore mines situated in Paraúna (today, Mascarenhas). In the Census of the Chapel of Taquaruçu de Cima [Censo da Capela de Taquaruçu de Cima], dated of the 23th/Mar/1832, it is written that "O G.M. Joze dos S.tos Ferrª, [qualidade=] B [=branco], [idade=] 58 [anos], [estado civil=] C. [=casado], [ocupação=] L. [=lavrador]", by which he would be born circa the year of 1774. In AFONSO, Leônidas Marques, HISTÓRIA DE JABOTICATUBAS, publication of the author, Jaboticatubas, 25/mar/1957, 70 pages, at pages 18-19, one find a description of the farm "Fazenda do Cipó": "VI - FAZENDA DO CIPÓ // Este estabelecimento agrícola ficava mesmo à beira do ribeirão, que tem o mesmo nome, quase no sopé da Serra do Espinhaço. // Foi fundada, nos fins do século 18, em terrenos adquiridos por Felício de Morais e seu irmão, João de Morais. // Cultivavam aí a mamona, quase que exclusivamente, razão por que a fazenda não prosperou, nem tão pouco adquiriu maior valor. // Mais tarde, já nos princípios do século 19, o Guarda-Mor José dos Santos Ferreira, tendo se casado com uma filha de Joaquim da Costa Viana, proprietário da Fazenda da Serra, comprou ao Morais os terrenos do Cipó e ali edificou, então, uma grande fazenda, no mesmo local, em que existiu a morada do mesmo. // Em 1829, existia a fazenda do Cipó, porquanto, por cima da porta do oratório, existente a um canto da varanda da frente, esta data se acha escrita, a tinta, perfeitamente legível. // O estilo, em que foi construída a casa de morada, demonstra perfeitamente que a sua construção se fez na última metade do século 18. O novo proprietário aproveitou a casa do seu antecessor e, apenas, melhorou-a. // Por morte do Guarda-Mor, a fazenda passou a pertencer aos seus filhos, Bernardo, Francisco, mais conhecido por Tico, Pe. José dos Santos, João Batista dos Santos Viana e Felicíssimo dos Santos Ferreira. // Estes homens, amantes do trabalho e ótimos administradores, fizeram de sua fazenda o maior centro de produção destes meios. Possuíam cem escravos de eito e numerosas escravas, animais e máquinas agrárias em abundância, embora rudimentares, como eram todas daqueles tempos. Cultivavam cereais, cana de açúcar, algodão e até mesmo o trigo. // Possuíam moinhos, engenhos de açúcar e atafonas. Exportavam de tudo e só importavam o sal e tecidos finos, pois, a roupa grosseira de trabalho era feita com pano de algodão, tecido pelas escravas, nos teares da fazenda, nos quais se empregava o algodão que ali era produzido. // A exportação se fazia nas tropas, que iam, às vezes, até perto do Rio. // A velha fazenda do Cipó ainda existe, quase intacta, e pertence à família Santos Ferreira. // Nos meados do século 19, era seu proprietário José Augusto dos Santos Viana, conhecido por 'Juca do Cipó', que chegou a ser o homem mais rico destes meios e que, pela sua grande bondade, se tornou notável neste município, onde vive ainda a sua memória por todos abençoada."

política/cargos públicos: He has been Customs Chief of Mines [Guarda-Mor das Minas], office that gave him the title.

religião/confrarias: He was roman apostolic catholic.

escravos: In the Census of Taquaruçu de Cima [Censo de Taquaruçu de Cima] (Most Holy Sacrament of [Santíssimo Sacramento do]), Sabará, MG, Brazil, of 23rd/Mar/1832, he had, in the farm, where he lived with wife and children, about 47 slaves, with ages from 6 to 60 years old, from both genders, part africans and part brazilians [crioulos].

diverse: He was brother of Maria dos Santos Ferreira, this wife of João Alves de Souza (Cara Suja). About him, one read in AFONSO, Leônidas Marques, HISTÓRIA DE JABOTICATUBAS, publication of the author, Jaboticatubas, 25/mar/1957, 70 pages, às páginas 30-31: "XII - GUARDA-MOR JOSÉ DOS SANTOS // José dos Santos Ferreira, que tinha o título de Guarda-Mor, o qual antigamente designava os oficiais da Guarda Real, nasceu na fazenda de Sumidouro, no distrito de Taquaraçu, no Município de Caeté. Casando-se com D. Maria da Costa Viana, filha de Joaquim da Costa Viana, para aqui se transferiu, indo morar na fazenda do Cipó, nas vizinhanças da fazenda da Serra. Deste casamento teve os seguintes filhos: Padre José, que foi ordenado, parece que em 1829. Bernardo, que foi casado com D. Maria Ferreira de Aguiar, conhecida pelo apelido familiar de Tia Quita. Francisco, conhecido mais por 'Tico'; João Batista do Santos Viana, Manoel, Pedro e Joaquim. // Enviuvando-se, casou-se, em segundas núpcias, com D. Ana Teodora da Câmara Bitencourt e Sá, dama de alta linhagem, pois era sobrinha do Intendente Câmara, tão notável na História de Minas, e, conforme abalizadas opiniões, pertencia à descendência de Mem de Sá. // Do segundo matrimônio teve os seguintes filhos: Felicíssimo dos Santos Ferreira, Antônio dos Santos e Carlos José dos Santos. // Este último casou-se com D. Emerenciana Pinto Moreira e foi residir na Fazenda das Lajes, no distrito de Taquaraçu, a qual pertenceu, antes dele, ao seu sogro, Antônio Pinto Moreira. Entre os seus descendentes figura, de modo saliente, o seu ilustre neto, o Eminentíssimo Cardeal Mota. // O Guarda-Mor faleceu nos meados do século 19. Não nos foi possível encontrar a data do seu falecimento, o qual deve ter se dado depois de 1829, após, portanto a ordenação de seu filho. Deve ter sido enterrado em Taquaraçu, para cujo cemitério foram também os seus filhos, Bernardo e Francisco, quando mortos."

residence: In his infancy and adolescence, he would have resided in the Sumidouro Farm [Fazenda do Sumidouro], district of Taquaraçu, municipality of Caeté, MG, Brazil, later passing to reside in his Cipo Farm [Fazenda do Cipó], or of Saint Joseph of the Cipo [São José do Cipó], or of The Holy Cross of the Cipo [Santa Cruz do Cipó], then in Taquaraçu and nowadays in Jaboticatubas, MG, Brazil.

children: From the 1st matrimony, with Maria Joaquina do Nascimento (7 or +): Anna Rita dos Santos Vianna, Priest José dos Santos Vianna, Francisco dos Santos Vianna (Tico), Joaquim dos Santos Vianna, Bernardino dos Santos Vianna, João Baptista dos Santos Vianna e Manoel dos Santos Vianna. From the 2nd matrimony, with Anna Theodora da Câmara Bethencourt e Sá (4 or +): Felicíssimo dos Santos Ferreira, Antônio dos Santos Ferreira, Pedro dos Santos Ferreira, and Carlos José dos Santos Ferreira (Carlos das Lajes).

 
 
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