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Ampliando o horizonte
O planejamento é a chave para um
melhor controle do tempo e é um processo que se desenvolve
em três planos: político, tático e estratégico.
O plano político é a definição do Norte
da sua bússola pessoal (texto do último Presente),
seus valores e metas. Depois, o plano tático é o que
nos ajuda a dar os passos no dia-a-dia. É como uma lupa que
ajuda a concentrar o foco, mas só se usa uma lupa para focar
as coisas que estão próximas. Assim, também,
as táticas deste plano só nos ajudam num horizonte
de tempo imediato. Para que elas tenham conseqüências
positivas a longo prazo, é preciso manter a cabeça
levantada, é preciso manter uma visão estratégica
e política, enfocando os resultados desejados, mais do que
as tarefas.
Exploraremos, agora, terceiro deles: o plano estratégico.
O plano estratégico é o mapa que nos indica o caminho
para chegar ao destino desejado. Para construir um mapa, é
preciso perscrutar o terreno circundante. Convém subir a
um monte ou numa árvore para ter uma visão mais ampla
do terreno. Assim poderemos ver alguns montes mais distantes, que
serão como marcos intermediários a atingir. Além
disso, poderemos ver que há um rio entre o ponto em que estamos
e aquele outro monte. Um binóculo ajuda a descobrir o ponto
em que o rio é mais calmo e mais estreito. Talvez, se ao
invés de usar o binóculo, fôssemos direto pelo
caminho mais curto, nos deparássemos com o trecho mais largo
e mais perigoso do rio. O tempo que usarmos perscrutando o rio com
o binóculo é largamente compensado pelo tempo que
deixaremos de gastar construindo um barco ou procurando às
cegas um melhor ponto de travessia.
Mas de nada adianta subir a um monte e ver outros montes mais distantes
se não tivermos uma bússola e se não soubermos
em que direção está o nosso destino final.
O plano político é o que nos ajuda a escolher o destino
mais adequado.
Plano estratégico - formulando projetos
Não realizamos objetivos, mas sim tarefas
cujos fins são os objetivos. Para alcançar uma meta
devemos formular uma estratégia, isto é, precisamos
vislumbrar uma seqüência de atividades, cada qual com
um objetivo, que se constituirão em pequenas conquistas intermediárias
e que nos levarão no sentido da meta traçada.
Projetos de Vida
Queremos muitas coisas na vida. As coisas
fáceis, são imediatas. Normalmente, trabalhamos com
uma perspectiva de tempo muito estreita e agimos ao sabor de nossos
desejos e dos eventos imediatos. Mas as coisas mais significativas
tendem a ser "difíceis" e demoradas. Pode-se até
dizer que uma meta é tão mais significativa quanto
mais difícil, quanto mais desafiante, quanto mais obstáculos
tiverem de ser vencidos para alcançá-la. Ora, tudo
que é difícil pode ser decomposto em uma série
de tarefas mais simples. Mas umas dependem das outras, portanto,
não podemos atacá-las todas de imediato, precisamos
planejar, construir um projeto.
Embora o termo projeto seja aplicável a qualquer seqüência
de tarefas com um objetivo final, vamos usá-lo para designar
especificamente os projetos executados uma única vez e em
condições não totalmente conhecidas. Podemos
definir projeto como um:
· Empreendimento (seqüência
de atividades) único,
· com início e fim bem determinados,
· que congrega recursos,
· para atingir um objetivo especifico.
Os projetos variam quanto a:
· Complexidade, relativa ao número
de tarefas e recursos envolvidos e ao grau de paralelismo entre
as tarefas;
· Dificuldade, relativa ao tamanho e número de obstáculos
previstos.
Há muitos anos que as técnicas
de gerenciamento de projetos vêm sendo utilizadas no mundo
corporativo com inegável sucesso. Esta disciplina tornou-se
um item obrigatório do currículo de qualquer administrador.
Nossa proposta é que você aprenda a usar as ferramentas
da gerência de projetos para realizar suas metas pessoais
como verdadeiros projetos de vida.
Fases de um Mau Projeto
Diante de uma meta mais difícil,
as pessoas geralmente adotam uma de três estratégias
típicas:
Alguns desistem de imediato diante de qualquer dificuldade percebida.
Se acomodam na sua zona de conforto, afundam na rotina e fingem
que não querem realmente aquilo com que sonham ou se jogam
para baixo dizendo que aquilo não é para elas.
A alternativa mais corriqueira, entretanto, é sair fazendo,
partir diretamente para a execução com um "entusiasmo
selvagem" e sem qualquer planejamento. Mas logo surgem as dificuldades
inerentes e o entusiasmo se desvanece. Afundados nas tarefas, perde-se
a noção do resultado final e repete-se a tristemente
célebre história das fases do mau projeto:
1. Aceitação imediata
2. Entusiasmo selvagem
3. Primeiras desilusões
4. Confusão total
5. Caça aos culpados
6. Punição dos inocentes
7. Promoção dos não participantes
É aí que essa estratégia desemboca numa das
duas outras, isto é, ou se desiste ou se passa a planejar.
A terceira estratégia (e a única que produz resultados
com segurança) é planejar antes de agir. Analisar
o que precisa ser feito, os obstáculos a serem contornados
e a ordem de precedência das tarefas necessárias. Ganha-se
assim uma consciência das dificuldades envolvidas e passa-se
a agir nas tarefas imediatas sem perder o foco no resultado desejado.
Isto é, além de agir e executar, manter o hábito
de avaliar o progresso e replanejar continuamente.
Montando um bom Projeto
A forma mais segura de realizar metas significativas
é montar um bom projeto. Mas para isso é preciso trabalhar
a própria vida com estatura política e visão
estratégica. É necessário ampliar o horizonte
além do plano tático do dia a dia. O bom projeto se
desenvolve nos dois níveis e envolve quatro passos.
Nível Estratégico Nível
Tático
1. Análise e Planejamento
2. Controle e Avaliação Execução
Os quatro passos de um bom projeto
1. Definir a Meta
2. Criar um Plano
3. Controlar e gerenciar a execução
4. Fechar o Projeto
Você não pode atingir o alvo
se não consegue vê-lo. Por isso, como já vimos,
o primeiro passo é definir a meta. O objetivo deve ser mensurável,
deve-se determinar um fim exato para o projeto e incluir todas as
hipóteses e obstáculos levantados. Para prevenir problemas
de comunicação, assegure-se de que todas as pessoas
envolvidas no projeto concordam com sua definição
da meta.
Criando o Plano
Quando sabe para onde ir, você precisa
avaliar a melhor maneira de chegar lá. Para isso, analise
o problema e reúna informações, tais como uma
lista das tarefas que precisam ser executadas e estimativas sobre
quanto tempo cada tarefa deverá durar e sobre os recursos
que cada tarefa demanda.
Existem diversas ferramentas de software, como o Microsoft Project,
que simplificam sobremaneira o planejamento e o controle de projetos.
Ao digitar as informações relativas a cada tarefa
no Microsoft Project, ele automaticamente cria um plano para a execução
do seu projeto. Seja usando uma ferramenta automática ou
lápis e papel, o que precisa ser feito para formular um bom
plano pode ser dividido em seis passos:
1. Defina o prazo do projeto
2. Liste as tarefas
3. Estime a duração de cada tarefa
4. Defina os recursos necessários em cada tarefa
5. Vincule as tarefas
6. Avalie e ajuste o plano inicial para formar o plano da linha
de base.
Controlando e gerenciando a execução
Atualize a agenda do projeto, para monitorar
o progresso realizado. Para atualizar sua agenda, avalie a situação
de cada tarefa e insira as informações mais atuais.
É possível então determinar o grau de progresso,
usando as informações da linha de base que você
armazenou para comparar seu plano original com a situação
atual.
· Atualize as datas de início e término reais
para uma tarefa
· Determine se as tarefas estão começando e
terminando de acordo com o planejamento
· Determine se as tarefas custam mais ou menos do que o orçado
projeto dentro do prazo, mas aumenta o custo do projeto.
Fechando o Projeto - Aprendizado
Todo projeto é uma experiência
de aprendizado. Não importa o cuidado com que você
o planejou, no final você verá que a última
versão de seu plano difere da original. Para tirar o máximo
proveito da sua experiência, use as informações
que conservou para comparar seu plano de projeto original com a
maneira como realmente o projeto evoluiu.
Acompanhe sua Evolução - Plano
Mensal
Abrir a meta em passos intermediários
torna-a mais realista. Uma meta entra na nossa agenda na forma de
objetivos intermediários.
Para cada meta, se faz um projeto: uma seqüência de ações,
cujos fins são os marcos intermediários. É
fundamental acompanhar o progresso em relação a estes
marcos, mantendo a motivação e reavaliando os objetivos.
Acompanha-se projetos com um cronograma.
· Plano Mensal: traz para o mês as metas de longo prazo.
Crie o hábito de, mensalmente, replanejar seus projetos de
vida.
· Lista Mestra: lista de todas as ações a fazer
no mês, resultantes de: metas de longo prazo; ações
para este mês que surgiram em meses anteriores; pendências.
· Pendências: ações cuja data de execução
ainda não foi decidida.
· Priorização: interessante mas não
fundamental.
Crie o bom hábito de avaliar e decidir quando vai realizar
uma ação no momento em que ela for proposta. Isto
é, para marcar ações (ao contrário dos
compromissos) prefira sempre o mais específico em detrimento
do mais abrangente, o plano diário antes do semanal ou mensal.
No Plano Mensal (1a. página de cada mês) você
acompanha sua evolução. Todo mês traga das folhas
de Projeto para o Plano Mensal os objetivos daquele mês. Aqui
você pode detalhar as ações necessárias
e fazer um cronograma semanal.
A reflexão sobre si mesmo, o aprofundamento do auto-conhecimento
representa a ampliação do seu horizonte de tempo na
direção do passado.
A definição de metas e de uma visão amplia
o seu horizonte de tempo na direção do futuro.
Tenha um encontro pessoal consigo mesmo no fim de semana.
Somente com a serenidade e a coragem proporcionadas por este "encontro
pessoal" no fim de semana, sem as atribulações
do dia a dia, consegue-se refletir e colocar entre as tarefas da
semana aquelas atividades do quadrante B que farão a maior
diferença positiva em nossas vidas.
O Plano Semanal deve ser montado durante este Encontro Pessoal,
que pode ser feito a qualquer hora entre Sexta-feira à noite
e domingo à noite e não toma mais do que 45 minutos.
Encontro Pessoal (45 min no fim de semana):
1. Entre em contacto consigo mesmo.
Isole-se e deixe-se relaxar por alguns minutos. Se você estiver
muito agitado, respire fundo várias vezes. Depois revise
ou pense sobre as coisas mais importantes para você: seus
valores e suas metas de longo prazo.
2. Avalie a semana anterior.
Repasse os eventos ocorridos (realizações, problemas,
oportunidades) e preste atenção aos seus sentimentos
e atitude. Veja-os à luz da sua missão e de seus valores.
Veja os papéis que dominaram a semana.
3. Faça o plano da semana seguinte.
Estabeleça e desdobre as metas para a semana em várias
ações.
4. Avalie a sua disponibilidade em função dos compromissos
previstos para a semana e, eventualmente bloqueie alguns horários
para você mesmo.
5. Atribua as ações a dias específicos, colocando-as
nas respectivas listas diárias. Faça isso de forma
equilibrada, refreando a ansiedade de querer fazer tudo na Segunda-feira
e a protelação que o leva a deixar tudo para Sexta-feira.
É através do plano semanal que seus objetivos se traduzem
em ações diárias, levando-o a atingir suas
metas. Coloque-se metas e atividades relativas ao seu desenvolvimento
pessoal. Estas atividades são aquelas que lhe possibilitam
atingir novos níveis de realização, aumentando
suas capacidades físicas, intelectuais, sociais e espirituais.
Coisas como: ler um livro, conversar com um amigo, namorar com a
esposa, fazer exercício, fazer um curso, etc., às
quais, normalmente, não damos a devida importância.
(fonte: PowerSelf
- www.powerself.com.br)
Que Deus abençoe a todos!!!
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