10:25 - nenhuma pessoa é uma Ilha, totalmente isolada. Num certo ponto assim podemos com-preender, no  que  se refere à responsabilidade de seus atos diante de Deus. Ninguém poderá assu-mir  suas  culpas e ninguém poderá substituí-lo nesta situação. Por outro lado não somos ilhas, te-mos que ter contato com outras pessoas e queria você ou não, somos influenciados bem como in-fluenciamos. Temos  que  ter em mente o seguinte: se esta influência que exercemos é boa ou má, aí é que está a grande responsabilidade, se somos verdadeiramente sal e luz do mundo.

     Consideremos a seguinte ilustração:
     Em certa ocasião Dwigth Moody visitou um homem em seu lar e encorajou-o a fazer de Cristo o  ponto  central, o  ponto mais importante de sua vida. Mas este determinado homem argumentou que  poderia  ser  tão bom crente tanto dentro quanto fora da igreja. Moody não deu nenhuma res-posta, mas deu um passo em direção à lareira e moveu uma brasa viva do meio do fogo e deixou-a de  aldo, sozinha, próxima  do  fogo, mas sozinha. Então aos poucos aquela brasa, perdeu seu bri-lho, seu  calor  e finalmente apagou-se toda. Os dois homem contemplaram a cena em absoluto si-lêncio. De  repente  o  dono  da casa exclama: Percebo! O grande dia se aproxima onde Cristo virá novamente  para  aqueles que incansavelmente esperam, o grande dia, o dia dos dias, o dia final de todos  os  dias, o dia finalizador de todos os dias, o dia da promoção do tempo para a eternidade, o dia em que para a igreja interromperá a noite do mundo presente. Aleluia!

     10:26 - ninguém pode  alegar
“desconhecimento da lei”, ninguém pode dizer que “eu não sabia que matar é crime” - existe um artigo (121) no Código Penal Brasileiro que diz que matar alguém é crime e que a pena para este crime pode chegar até 30 anos de reclusão. Pois bem, se vivemos de-liberadamente  no pecado depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, quão gran-de será  a  pena  para quem assim agir. Aqui o autor estaria falando do total abandono da fé, da ne-gação  da  obra sacrificial de Jesus Cristo; ao agir desta forma a pessoa estaria desprezando o san-gue  do  sacrifício  de  Cristo. Atitude que só vem nos confirmar a falta de reconhecimento de que verdadeiramente  Cristo  é o Salvador, que ele nos remiu para uma vida nova, livre do pecado, que nos  resgatou  para  sermos  separados, enfim, esta pessoa, com todas as letra “não nasceu de no-vo”.
    
“Não resta sacrifício pelos pecados” - podemos entender estas palavras em dois sentidos:
1 - Não  pode haver outro sacrifício pelos pecados, além daquele que já foi posto, que é o de Cris-to, e  que  ainda  possa  conferir perdão dos pecados. Como sabemos, com a passagem pela cruz, Cristo  tornou  sem  efeito todos os sacrifícios levíticos.
2 - O autor de Hebreus nos dá a entender que tal pecado está fora do alcance do perdão divino; ele nos  diz  que  a  apostasia  é fatal! Isto é o que o autor acreditava, que a apostasia tira o homem do alcance  da  consciência  de  Deus. Nós sabemos que a pessoa pode arrepender-se a qualquer mo-mento e que também o amor do nosso Deus não só atinge a mais alta estrela, como também atinge o mais profundo inferno.

     10:27 - este  versículo  nos  diz  que  não existe nada que escape dos olhos de Deus, se houver
algum  pecado  ele deverá ser pago, pois, como sabemos, existe a eterna lei de semeadura e da co-lheita, nenhum erro cometido poderá escapar ao Juízo de Deus. O adversário que trata o versículo são  os  opressores  do povo de Deus. Juízo e fogo vindouro não se deve entender que os não sal-vos serão  assados como um churrasco. A idéia é de severidade neste julgamento. O grego diz lite-ralmente
“indignação  abrasada” -  ou  uma “ardente  desaprovação”, é  ógico, por  aquilo  que constitui pecado.

     10:28 - no  versículo 28 nós  vemos que a lei mosaica era aplicada com a maior severidade. Ele fala de quem
“houver rejeitado”, mas no grego é “athateo” - declarar inválido - anular, por de la-do  ou  transgredir - cometer  uma  ofensa -  tudo  isto  referindo-se  ao  pecado  voluntário. Estas
transgressões  exigiam  a  aplicação da pena de morte com o homicídio ou o adultério. Levítico 20
fala  a  respeito  destes  pecados e Números 15:32 fala de quem havia juntado gravetos no sábado, fora  executado  como eram implacáveis na aplicação da Lei. Pensem, se aquela lei fosse despreza-da, a  pessoa que desprezou era submetida a um juízo sem misericórdia, quanto mais a rejeição vo-luntária  de  Cristo  uma  vez  que ele tenha sido conhecido. O que acontecerá? O que? Meu Deus. Enfim aos apóstatas era reservado um extremamente severo. Ler Deuteronômio 14:1-7.

     10:29 - como vimos  no versículo 28
"quanto maior o castigo vocês acham que merece aquele que  pisar  o  filho de Deus? E tiver por profano o sangue do pacto?" Antigamente e também hoje em  dia, as  pessoas quando querem expressar veemência no desprezo a alguma coisa, pisam nela. Eu  próprio  outro  dia  o fiz com relação a um isqueiro e um cigarro acesso. Desintegrei-os com a ação  dos  meus pés. Existem algumas tribos primitivas que até hoje executam suas vítimas, pisan-do-os até morrerem, tal é o ódio e o desprezo para com o pisado. O que dizer com relação à “pro-fanação  do  Sangue  da  nova aliança”? - Primeiro a pessoa creu que o sangue de Cristo o remiu de  todo  o  pecado, este  sacrifício  foi suficiente, mas depois nega isto, com esta atitude a pessoa está  dizendo que aquele sangue é sangue comum e é exatamente o que os apóstatas fazem, consi-deram  este sangue como algo desprezado e comum e simplesmente o rejeitam. Quando eles dizem que  para eles, tornam-se imperdoáveis, visto que sabemos, só há um único sacrifício perfeito que é Cristo. Conforme 7:21; 9:14 e 10:10.  E quem “ultraja o Espírito da Graça”?
     É  o  Espírito  quem nos ilumina. Ele é o portador da luz para nós, afim de podermos ver o que Cristo  realizou  em  nosso  favor, o
“Espírito” confere  luz divina  à  alma e dá início à misteriosa
transformação  dos homens segundo a imagem de Cristo. Porém a vontade humana pervertida po-de  insultar, ultrajar  tudo  isto. Nos primeiros séculos da era cristã, os oficiais do governo exigiam que  os  convertidos  blasfemassem o nome de Cristo, quando eles retornavam ao paganismo. Exi-giam que quando se falasse o nome de Jesus era para cuspir. Desta forma estas pessoas blasfema-vam do Espírito e insultavam, pois, através dele que Cristo se torna conhecido.

     10:30 - Como conhecemos à Deus? Através de Cristo e do Espírito Santo, através das Escritu-ras, através  das suas próprias revelações. A Ele pertence a vingança. É certeza que nenhum peca-do  ficará sem sua paga, haverá sim uma retribuição. A retidão de Deus é que garante isto. Todo o erro, toda transgressão, serão punidos.
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