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07/05/2001 Solidão
Virtual
Quem era aquela mulher. Perdida em seu tempo, em seu
distante passado. O presente se fazia amargo. Estranho àquela forma de ver a
vida. Sabia ela de sua força, sua determinação, mas temia pô-las em prática.
Medo de magoar as pessoas que teimavam em cercá-la, medo de magoar-se.
Simplesmente ela era levada pela vida. Buscava no trabalho, além do
próprio sustento, amparo para suas angústias, sua solidão. Era frente à tela
do computador que o fardo de viver se amenizava. Porém
ela sabia que precisava mudar, só não sabia como. Teimava em buscar saídas
inexistentes, não percebia as paredes que a cercava e nelas batia com a cabeça,
tentando em vão atravessa-las. E as portas, por vezes, mantiveram-se a seu lado
escancaradas. Ao
longo de sua existência, as coisas se sucederam de forma brusca. A separação
dos pais ainda na puberdade, martelava incessantemente sua mente. Não conseguia
entender como duas pessoas que tanto se amavam, romperam, de forma brutal e
amarga. Este fato, vivido por ela, a mantivera arredia aos relacionamentos mais
intensos. Só o instinto
feminino a fizera aproximar-se do homem com quem vivia
hoje. Confundida em seus sentimentos dera-se a ele. E
se dera sem falsidades, até com paixão, mas faltava o amor pleno, a entrega e
recebimento total, faltava verdade. E o tempo, inexorável, cuidara de acirrar a
relação de forma negativa. As dificuldades da vida, o trabalho inexistente,
mantendo o
parceiro tenso, afastava mais dela, a cada dia, a falsa sensação de
ter a pessoa certa ao seu lado. Um
dos poucos bons momentos eram as visitas eventuais do pai, que se sucediam de
forma espaçadas. Um almoço, um jantar ou então a ida à casa da mãe para
saber as novidades da escola, a qual aquela retornara após a separação do
segundo casamento. No
mais era tocar a vida. A maior parte do tempo estava só, frente ao micro,
produzindo cartões para uma floricultura qualquer, e não conseguia deixar de
pensar para quem iria cada um daqueles cartões, produzido com tanto carinho e
carregados de mensagens de amor e carinho. Para
qualquer uma, menos ela. À noite acordada se deixava levar pelos sonhos de toda
mulher e para ameniza-los, mergulhava nas salas de bate papo da rede, em busca
de uma palavra amiga, de um carinho, tentando preencher a lacuna causada pela
solidão. No quarto o companheiro, ora cansado pela busca incessante de trabalho
ora sem assunto, após assistir o noticiário, mergulhava em sono profundo,
esquecido dela na sala, totalmente só. Foi
inevitável. Após algum tempo, uma pessoa interessante apareceu. Ele se
mostrava bom, de boa conversa, mostrando-se amigo, confortável e confiante. E
ela só, carente, sem ancora, foi aos poucos se envolvendo e quando percebeu era
tarde para voltar atrás. Certamente,
nem sabia se queria voltar atrás. Na verdade sentia-se bem. Primeiro
conversando com ele através de seu computador, mas com o tempo, foi passando
seu endereço, sua foto, seu telefone e veio a busca, o encontro e com ele a
decepção. Sofreu
mais uma vez, doeu. Mas já se acostumara com o sofrimento, e constatar isso a
assustou. De novo a vida a afastava das pessoas, a afastava do mundo real. Seria
sua sina manter-se ao largo das pessoas. Não, era preciso lutar contra esse
estado de coisas. Afinal de contas estar na vida significava estar alegre, amar,
sonhar e realizar, porém junto com isto certamente haveriam de vir tristezas,
decepções, angústias, assim é a vida. Precisava ela de coragem para se
arriscar, pagando o preço por cada atitude, fosse esse preço qual fosse. Quando
se pegou pensando dessa forma, um arrepio percorreu-lhe o corpo, deitou-se no
sofá da sala, fitando a tela do computador, onde rolava o papo, fitando-o
longamente. Quase sem perceber sua mão percorria seu corpo, tocando-se,
descobrindo-se. Ali
mesmo, após um tempo impreciso ficou, até que sobreveio um orgasmo do fundo de
sua alma, das entranhas de seu corpo, longo e demorado. Lentamente
levantou-se, sentando-se frente ao micro, levou os finos dedos ao teclado e
digitou uma mensagem dirigida a TODOS: “BOA
NOITE!!!! VOLTEI!!!!”. Autor:
José Carlos de Oliveira – Angra dos Reis – RJ –29 de março de
2001 copyrightÓ2001 Todos os direitos reservados JKT487I8KLGS Se possível publique uma poesia minha, estou
enviando algumas para escolher, 28/04/2001 Aprendendo 28/04/2001 Poema da cidade
19/04/2001 MINHA POESIA Meu
nome é Leandro,e escrevi esta poesia,em um momento de muita inspiração: "Mulher,moça,escultura
lapidada por Deus,seus lábios são labirintos onde gosto de me perder,é o
caminho para o abrandar do desejo mais ardente,desde que descobri seu
beijo,aprendi a te amar" Leandro José Lagrotaria
08/03/2001
ENCONTRAR VOCÊ
Espero te ver um dia Espero te ter uma única vez Na hora em que eu puder Na hora em que você quiser Te terei um dia
Vou viajar para outro lugar Sonhando em te encontrar Sonhando em te encontrar um dia
Vou procurar em todo o mar Um sonho só para mim, vou te encontrar Te encontrarei no amanhecer É o que eu mais queria é te encontrar Encontrar um dia Um dia te encontrar Encontrar você.......
Giovana Sangoleti 05/03/01 |
28/04/2001 Preciso do seu corpo 16/04/2001 ESCUTAI
O CANTO
DAS BALEIAS
! Já para o coração, é tão real
quanto a vontade de que o
fosse. Mas, pergunto:
-Quantas vezes na vida, não utilizamos
a realidade, apenas para dar
vazão aos nossos arroubos metafísicos?! A presente
narrativa navega mais no sensível
do que no racional. E minha
“inspiração”, vai além do ar que entra
pelo meu nariz, em direção aos pulmões. Existem coisas
fantásticas oriundas da
nossa mente. Mas, infelizmente, às vezes preferimos
deixar um pensamento
queimar-se até apagar. Eu, quase sempre, o
transformo em palavras; sonorizadas
ou escritas, como é o caso aqui. Mas adianto.
Existem pensamentos que não são gerados na
mente. Vem direto do coração e são
chamados de sonhos. Corria o mês de outubro. Era um sábado. Apesar
de mais discreta que o verão, a
primavera também sabe confeccionar
um belo entardecer. Voltávamos das
ilhas vulcânicas de Abrolhos, local que
dispensa comentários. Nossa embarcação
riscava o azul oceano, num movimento cadenciado de arfagem e caturro, produzindo em todos nós um certo langor. Alguns passageiros dormitavam
ou, como dizia minha avó,”temblavam.” Outros fitavam
distraidamente o horizonte. Eu mexia no rádio
VHF,
trocando o canal 16 por outras freqüências. O aparelho chiava irritantemente me
levando à pensar:- Deve vir tempestade por aí?! Continuei mudando
de faixa, até que o aparelho captou um som quase imperceptível,
lembrando um canto. Durava alguns minutos e
depois desaparecia. Atento, grudei o ouvido no rádio, mas não
consegui descobrir em qual freqüência
vinha. O transmissor acusava apenas que se encontrava entre 20 e 450 Hz. De repente, em meio
ao canto, surgiu uma voz meio
estranha que dizia:- Olá, ser humano! Afaste
sua embarcação, caso contrário ela irá bater em meu pesado corpo. Espantado respondi:-
Quem é você ? Onde está você? Estou à
boreste do seu barco,
distante mais ou menos 200 metros. Sou um
“Megaptera novaeangliae”. Mas que diabo é isso? Perguntei. Foi o
nome ridículo com que vocês me batizaram. Meu apelido é
Jubarte ou Baleia-de-bossa,
como queiram. Imediatamente me veio um pensamento à cabeça: -
Devo estar sonhando, ou ficando
doido! Talvez sonhando que esteja
ficando doido! Mas creio mesmo que esteja doido prá sonhar! Uma baleia
que fala?! Na verdade não falo, disse ela. Nós não temos
cordas vocais. Emito um longo canto que deve ter entrado na freqüência do seu rádio e
traduzido para sua linguagem. Seja bem vinda! Que bom! Vocês devem gostar de nós,
pois criamos até uma
associação para protege-las, denominada”Fundação Jubarte”? Obrigada, respondeu. Mas quando é
que vocês vão criar uma também, para proteger vocês, de vocês
mesmos? Continuou:- O “bicho-homem” vive se matando.
Ora, de morte produzida:-Veja quantos
crimes! Ora, de morte induzida: -Inveja, egoísmo, competição, levando ao
assassinato do coração! Quando tudo começou, vocês eram as mais divinas
das criaturas. Brincavam de Deus o tempo todo. Foi aí que o
Criador, cansado de tanta arrogância, resolveu
guardar a
sabedoria de vocês, para torná-los mais humildes. Pensou: - Ora meu Deus, digo, meu
Eu, onde vou esconde-la? Decidiu então
trancá-la dentro do
próprio Homo sapiens ( sapiens? Rá, rá, rá...), bem lá no fundo,
pois sabia que ele teria dificuldade em descobri-la. Calado eu estava. Calado eu fiquei. Falando ela
estava. Falando continuou... -Qual a
razão de vocês, no natal, ficarem mais humanos, sensíveis, de “pele
fina”? Não seria porque,
nessa época, vocês param para refletir?! E refletir não significa olhar para
dentro de si mesmo?! A sabedoria
mostra sua luz!! Também quando voces começam a amar ou rompem com
um grande amor, não viram poetas ou mártires?! O amor puxa alguém prá dentro do outro. Aproveitamos a porta aberta e entramos também. Como sofredores, vocês
perdem o
referencial da vida e procuram explicações na alma. Ora!
Ela está lá dentro! E, de lá, avalia, julga, condena
ou absolve. Isso não é
sabedoria?! Interrompi dizendo:- Concordo com você. Talvez
por isso, nossa espécie
esteja voltando à se preocupar com a natureza, pois veio de lá. Lutou contra
ela, simbolicamente traído por uma serpente e foi-se embora, exaltando sua
liberdade. Acontece que, liberdade mal conduzida vira prisão. Hoje busca uma
reconciliação. Começou proceder
assim quando penetrou no âmago de si mesmo e viu que somos todos filhos
do mesmo Criador
e moramos na mesma casa. João?! João?!
Ouça que interessante, exclamou
um tripulante, desligando o
rádio, antes de continuar: -Viagem é com “g”,
mas quando vai viajar, deixa
o “g”
e leva o
“j “ ! Legal, não?!! Perplexo, horrorizado, atônito, tornei
a ligar o rádio novamente e,
para meu desespero não mais
consegui encontrar aquela
frequência. No início, eu não acreditei no que estava ouvindo. Agora,
eu não queria acreditar que não mais ouvia! Voltei cabisbaixo,
mudo e abatido durante a viagem ( com
”g” )
inteira. Meus pensamentos
viajavam ( com “ j “ )
nas palavras daquela
maravilhosa criatura. Durante séculos, o homem utilizou,
literalmente, como fonte de luz, o que existe no cérebro das baleias, ou
seja, espermacete.
Quantas velas, candeeiros e
lampiões não foram acesos, consumindo
mistérios em
suas chamas?! Antes de desembarcar em Caravelas,
alguém me lembrou que, por
ter esquecido de aplicar filtro
solar, estava
todo queimado de sol. Veja seu rosto?!
Está todo vermelho! Com tristeza, eu respondi: -
É de vergonha! -
Não entendi! -Esquece...
Baixei a cabeça, chamei
as lágrimas
e chorei.
JOÃO
EVANGELISTA
TEIXEIRA
LIMA Médico
Gastroenterologista e Clínico Geral CRM-ES:
2194 -
CPF: 451837917-91 Av.
São Paulo, 1800
- Apto.:
401 -
Edifício Monte Negro Praia
da Costa -
Vila Velha
- Espírito
Santo Tels.:
2299608
- 99893103
- 2290674 E-mail: [email protected] "SONETO
DO AMOR" Vitor
Wilher - Rio de Janeiro PEDIU PACIÊNCIA... ESPEREI O
QUANTO QUIS. IMPLOROU
COMPREENSÃO... ENTENDI ATÉ
SEUS MEDOS. SUSSURROU
LAMENTAÇÕES... TE DEI COLO E
ACONCHEGO. CHOROU SEM
PORQUE... CONSOLEI SEM
PERGUNTAR. MAGOOU E
VOLTOU... ACEITEI SEM
EXPLICAÇÃO, PORQUE O TEU
LUGAR ERA O MEU. ABANDONASTES O
MUNDO... FUI JUNTO AO
TEU ENCONTRO. PORQUE NO FUNDO...AMO VOCÊ! 08/03/2001
MEU AMOR
Meu coração esta em chamas Sabe Deus o que quero dizer Que o mundo não me condene Que o mundo não condene a beleza do meu sentir Como posso escrever o proibido amor
Sabe Deus o que quero dizer Quero dizer tantas coisas, que a censura não vai permitir Uma censura patética que mostra a guerra e a morte banal. Veste trapos como seda original e não aceita ao meu amor imortal.
Sabe Deus o que quero dizer neste momento Dizer para o mundo que não a sentimento igual Que o amor igual ao meu, vence o nobre tolo Que o sexo é igual ao do outro Que o proibido é mais gostoso Que o amor igual ao meu, não seja o primeiro nem tão pouco o ultimo. Mas que o mundo não condene o sexo igual, igual ao meu.
Giovana Sangoleti 05/03/01
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