C O M P O R T A M E N T O

A COMPETIÇÃO E A BUSCA DO SUCESSO


Olhe à sua volta. É muito fácil reconhecer exemplos cotidianos de competição.

  • Andréia não tem tanto interesse assim em Marcos, mas fêz de tudo para conquistar o rapaz mais cobiçado da escola para mostrar às suas amigas que ela é a melhor e conseguiu o que todas elas queriam.
  • Antonio dá sempre um jeito de sabotar as vendas de João porque ele quer ser o "vendedor do mês", o melhor vendedor da empresa.
  • Joana acha que sua vida é boa. Desde que casou com Sergio, um rico empresário, não perde a chance de convidar suas antigas amigas de bairro para mostrar que foi ela quem melhor se deu na vida.
  • O pai não pára de gritar para o filho, que está treinando futebol numa escolinha da cidade, dizendo o que o filho tem de fazer para ser o melhor do time. Ele quer que o filho seja um vencedor.

    Os exemplos podem se multiplicar ao infinito. Competimos por um emprego, competimos na escola, nos esportes, nos concursos, nas filas de banco e até por uma vaga no estacionamento. Competimos também por atenção, amor e reconhecimento. E competimos sempre para vencer, pois na nossa sociedade não há lugar para perdedores. Para vencer, muitas vezes utilizamo-nos de métodos extremos,como boicote, sabotagem, mentiras, suborno, chantagem, etc. Há casos, até, em que o assassinato foi responsável pela queda de alguém e a ascensão de outro.

    POR QUE COMPETIMOS?

    Basicamente para encontrar um lugar na sociedade que possa, de alguma forma, trazer satisfação. A sociedade reserva poucos bons assentos para aqueles que pretendem apreciar o "show da vida". São poucos os que podem ter uma vida de conforto material. São poucos os que têm acesso à saúde, à educação e à moradia plenamente satisfatórios. São poucos os que podem trabalhar e desenvolver atividades em coisas de que realmente gostam ( v.trabalho). Enfim, competimos para ocupar um lugar que, mesmo não sendo ideal, não seja tão sofrido.

    A COMPETIÇÃO É O MOTOR DO PROGRESSO?

    Sem dúvida, a competição teve um papel importante em nossa sociedade. Sem ela não seria possível o acesso a bens de consumo por toda a população. Mas isso agora é passado ( v.desperdício). Não há mais competição para baixar os preços dos produtos à venda. O que há são cartéis e monopólios que determinam os preços que querem. Caminhamos, assim, para a centralização da produção e precisamos garantir que ela seja democrática. Ou seja, o povo, a sociedade como um todo, deve decidir o que deverá ser produzido (v.socialismo). Não podemos mais nos sujeitar à "ditadura do mercado" que nos diz o que devemos consumir. Se a sociedade tiver em suas mãos a responsabilidade da produção, em breve teremos produtos bons e baratos, que durem por muito tempo, e que sirvam, exclusivamente, para a finalidade para a qual foram produzidos. Por exemplo: automóveis servem para dirigir, roupas são feitas para vestir, relógios para saber as horas, etc. Na sociedade capitalista esses produtos perdem a sua finalidade original e passam a ser usados para diferenciar as classes sociais; são objetos de status social.

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