| C | O | M | P | O | R | T | A | M | E | N | T | O |
Olhe à sua volta. É muito fácil reconhecer exemplos cotidianos de competição.
Os exemplos podem se multiplicar ao infinito. Competimos por um emprego, competimos na escola, nos esportes, nos concursos, nas filas de banco e até por uma vaga no estacionamento. Competimos também por atenção, amor e reconhecimento. E competimos sempre para vencer, pois na nossa sociedade não há lugar para perdedores. Para vencer, muitas vezes utilizamo-nos de métodos extremos,como boicote, sabotagem, mentiras, suborno, chantagem, etc. Há casos, até, em que o assassinato foi responsável pela queda de alguém e a ascensão de outro.
Basicamente para encontrar um lugar na sociedade que possa, de alguma forma, trazer satisfação. A sociedade reserva poucos bons assentos para aqueles que pretendem apreciar o "show da vida". São poucos os que podem ter uma vida de conforto material. São poucos os que têm acesso à saúde, à educação e à moradia plenamente satisfatórios. São poucos os que podem trabalhar e desenvolver atividades em coisas de que realmente gostam ( v.trabalho). Enfim, competimos para ocupar um lugar que, mesmo não sendo ideal, não seja tão sofrido.
Sem dúvida, a competição teve um papel importante em nossa sociedade. Sem ela não seria possível o acesso a bens de consumo por toda a população. Mas isso agora é passado ( v.desperdício). Não há mais competição para baixar os preços dos produtos à venda. O que há são cartéis e monopólios que determinam os preços que querem. Caminhamos, assim, para a centralização da produção e precisamos garantir que ela seja democrática. Ou seja, o povo, a sociedade como um todo, deve decidir o que deverá ser produzido (v.socialismo). Não podemos mais nos sujeitar à "ditadura do mercado" que nos diz o que devemos consumir. Se a sociedade tiver em suas mãos a responsabilidade da produção, em breve teremos produtos bons e baratos, que durem por muito tempo, e que sirvam, exclusivamente, para a finalidade para a qual foram produzidos. Por exemplo: automóveis servem para dirigir, roupas são feitas para vestir, relógios para saber as horas, etc. Na sociedade capitalista esses produtos perdem a sua finalidade original e passam a ser usados para diferenciar as classes sociais; são objetos de status social.