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Subunidades didácticas 10ºANO (PROGRAMA ANTIGO)
O Lugar da Filosofia A Acção HumanaOs valores /Multiplicidade dos Campos de Valores A Filosofia no Tempo
Subunidades didácticas 10ºANO (PROGRAMA NOVO)
qqqMódulo Inicial-Iniciação à actividade filosófica   qqqA Acção Humana-análise e compreensão do fenómeno do agir   qqqOs valores-análise e compreensão da experiência valorativa   qqq Dimensões da acção humana e dos valores  qqqTemas/Problemas da Mundo Contemporâneo
Subunidades didácticas 11ºANO (PROGRAMA ANTIGO)
O Pensamento e o Discurso  Noções Básicas de Lógica   Inferências   Argumentação e Comunicação Descrição e Interpretação da Actividade Cognitiva  O Estatuto do Conhecimento Científico Saber Científico e Reflexão Filosófica  A Realidade em Questão O Estatuto do Ser A Busca de Sentido na Existência Humana
Subunidades didácticas 11ºANO (PROGRAMA NOVO)
qqqArgumentação e Lógica Formal  qqqArgumentação e Retórica   qqqArgumentação e Filosofia  qqq Descrição e Interpretação da Actividade Cognitiva   qqqO Estatuto do Conhecimento Científico   qqq Temas/Problemas da Cultura Científifco-Tecnológica   qqq A Filosoifia e o Sentido

  O Lugar da Filosofia
 
O filósofo situa-se diante do seu objecto em atitude diversa da de qualquer outro conhecedor...
       J. Ortega y Gasset

1- Dá continuidade ao texto esclarecendo as diferenças entre a filosofia e as ciências em termos de objecto e método.



 Mais do que nunca, o nosso mundo de vida é amplo e complicado, por isso a filosofia tem hoje uma funcionalidade ainda mais necessária do que tinha quando o homem e as sociedades viviam em circunstâncias de maior simplicidade cultural, etc. A filosofia deve problematizar a própria realidade, em todos os âmbitos da vida contemporânea.
       M. Maceiras

2- Tendo como referência o texto, mostra qual é o valor da filosofia. (voltar)



A) De certo ela (a filosofia) é, sob os seus diferentes modos, a interpretação da experiência de uma época, de um homem ou de um grupo (...).
G. G. Granger

B)Ser filósofo, diz-se às vezes, consiste em não dar nada por suposto. Todos os seres humanos, incluindo os filósofos, habitam o mesmo mundo- um mundo que alberga estrelas, montanhas, árvores, pombas- os filósofos, empenham-se e  perguntar se tal mundo “realmente existe”, e no caso de existir o quê, ou quem no-lo garante.
       B. Welte

3- Quais as características específicas da filosofia a que se referem os extractos A e B? Justifica adequadamente a tua resposta (o que implica o recurso directo ao texto).



 O que somos? O que fizemos? O que queremos ser? Como devemos ser? Estas e muitas outras questões se colocam a todos nós. Problemas como os que se levantam a propósito dos racismos, fanatismos, violência, eutanásia, sida, guerras químicas, manipulação genética, perda de privacidade, stress, desequilíbrios ambientais e outros assuntos exigem que a nossa razão lhes dê prioridade.
       M. Leitão e outros

4- Tendo como ponto de partida o texto, mostra em que medida a filosofia é reflexo, crítica e interpelação do seu tempo.(voltar)



Menos de um grau e eis a estranheza: darmo-nos conta de que o mundo é “espesso”, entrever a que ponto uma pedra é estranha, nos é irredutível, com que intensidade a natureza, uma paisagem nos pode negar. (...) Durante um segundo deixamos de compreender o mundo, visto que dele só entendemos as figuras e os desenhos que lá punhamos antecipadamente.
(...) Não sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que não conheço tal sentido e que de momento me é impossível conhecê-lo.
O único obstáculo, o único impossível de ganhar é constituído pela morte prematura (...) na realidade, não há experiência da morte.(...) Mal é possível falar da experiência da morte dos outros.
      A.Camus

5-Mostra quais são os pontos de partida da reflexão filosófica presentes no texto. Justifica adequadamente a tua resposta (o que implica o recurso directo ao texto).



O bom êxito do exercício chamado filosofia é o menos provável do mundo. Parece (...) uma louca empresa. Por que empreendê-la? Por que não contentar-se em viver e evitar o filosofar?
       J. Ortega y Gasset

6- Responde às perguntas formuladas no texto.(voltar)



A) Parece inquestionável que a filosofia nada deve pressupor, não deve assentar em nada de prévio e de anterior. Em filosofia, não é lícito aceitar alguma coisa antes de ser rigorosamente fundamentada.
       A J. Brito
B) O que filosofa, frente a todas as opiniões e teses que se lhe proponham de fora, dirá: deixem-me ver por mim mesmo, deixem-me pensar o que há em tais teses. O pensamento filosófico é uma forma singular de liberdade humana.
       B. Welte

7- Quais as características específicas da filosofia a que se referem os extractos A e B? Justifica adequadamente a tua resposta (o que implica o recurso directo ao texto).

 


Módulo Inicial-Iniciação à actividade filosófica

            Para começar a pensar há que perder a fé: a fé na aparência, nas rotinas, nos dogmas (…) na “normalidade” indiscutível do que nos rodeia. Pensar não é ver tudo claríssimo, mas sim começar a não ver nada claro (…).

   F. Savater

1- Explicita o sentido/significado da afirmação sublinhada.

2- Será contraditória a última afirmação do texto? Justifica adequadamente a tua resposta.

3- Formula uma questão filosófica que se relacione com o conteúdo do texto.(voltar)

qq

4- São apresentadas, a seguir, duas questões não filosóficas. Formula, em relação a cada uma e, dentro da mesma área ou tema, a questão filosófica correspondente:

            a) Quais as características de um embrião com quatro semanas?

            b) É verdade que os golfinhos são muito parecidos com o ser humano? (voltar)

qq
5- Diz se são verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações, justificando adequadamente em cada caso:

            a) O debate é uma situação de intercomunicação argumentativa;

            b) A cópula é, no juízo, o que se afirma do predicado;

            c) Um raciocínio é um simples conjunto de juízos;

            d) Um conceito é algo de muito concreto;

            e) Um discurso envolve um conjunto de raciocínios organizados de forma coerente.

qq
6- A argumentação é uma prática que quer influenciar os outros. Mostra quais são as técnicas, ou aspectos a ter em conta ao nível da argumentação. (voltar)

qq

As  respostas filosóficas não solucionam as perguntas do real…

F.Savater

7- Concordas com a afirmação acima? Justifica adequadamente a tua resposta tendo em conta as características das questões filosóficas.

qq 

A atitude filosófica é inconformista, isto é, não aceita o que parece óbvio

8- Tendo como ponto de partida a afirmação acima, caracteriza a atitude filosófica.

 qq
9- Elabora um pequeno texto (20 linhas) em que mostres qual é o valor da Filosofia.

qq
“ A Filosofia é a mais elevada das ciências, e superior a qualquer subordinada. É, portanto, aquela que conhece aquilo em vista do qual cada coisa se deve fazer”.

 Aristóteles

10- Poderá ser esta definição de Aristóteles a definição de Filosofia? Justifica adequadamente a tua resposta. (voltar)
qq

      “Quantos dentes tem o urso polar? A que temperatura funde o cobre? Quem descobriu a Austrália? O que é a vida? Existe Deus? O húngaro é uma língua indo-europeia? O que é o conhecimento?”

11a) De todas as questões acima, quais são questões filosóficas?

11b) Distingue as questões filosóficas de outro tipo de questões.

 qq

   “ A Filosofia deve ir mais além do facto, mais além das experiências, para encontrar a causa ou as causas, precisamente através da razão.”

                                                                       D.Antiseri e G. Reale

 12- Tendo como ponto de partida a afirmação acima, caracteriza a atitude do filósofo. (voltar)
qq

“ O objectivo da Filosofia consiste em dar forma e estrutura à nossa alma, em ensinar-nos um rumo na vida…”.

 Séneca

 13- Dá continuidade à afirmação, de forma a mostrares qual é o valor da Filosofia. (voltar)

 

A Acção Humana-Análise e Compreensão do Fenómeno do Agir

            Por comportamento, aqui, entendo o comportamento humano voluntário, intencional. Entendo coisas como caminhar, correr, comer, fazer amor, votar nas eleições, casar-se, comprar e vender, ir de férias, trabalhar no emprego. Não entendo coisas como digerir, envelhecer ou ressonar.

                                                           SEARLE, John, Mente, Cérebro e Ciência

1.1. Retira uma expressão do texto que traduza o uso filosófico da palavra acção.

1.2 - Distingue o uso filosófico do uso mais comum da palavra acção (acção como produção ou causa de um efeito).

Na tua resposta deves ter em conta:

A relação entre a componente física e a componente mental da acção

1.3. Indica a principal diferença entre o primeiro e o segundo tipo de condutas referido no texto. (voltar)

qq

            No célebre romance de André Gide, Les caves du Vatican, o herói, um jovem muito imaginativo, quer provar a si próprio que se podem exercutar certos actos sem qualquer razão válida. Tais actos não teriam fundamento senão em si próprios. O jovem lança à linha um viajante desconhecido que ocupa xcom ele a mesma cabina do comboio. É um assassino sem razão (...)
    Com este exemplo, Gide assinala a possibilidade do acto puro, do acto gratuito, e pretende demonstrar que , ao longo da sua existência, o homem é capaz de executar acções puramente externas a si próprio, sem qualquer compromisso. (...) Sem dúvida, em si mesmo, o acto parece independente de qualquer causa. Contudo, o facto de querer que ele exista, executando-o, é suficiente para o provocar. Este acto tem, portanto, uma causa e é bastante paradoxal pretender que a não tenha. O herói foi impelido a agir a fim de demonstrar que o seu pensamento estava correcto.

                                               COLLETTE, Albert, Introdução à Psicologia Dinâmica

 2.1. A situação descrita no texto pode ser considerada uma acção? Justifica a tua resposta.

2.2. Explica, a partir do exemplo presente no texto, as relações entre os componentes fundamentais da acção.

qq

2.3. A partir dos conhecimentos que possuis sobre a estrutura conceptual da acção humana preenche os espaços em branco do texto que se segue:

 a) A acção implica que um sujeito, ou ________ se reconheça como o autor do acto, tenha __________ do que se propõe fazer, isto é conheça a sua ____________ e queira, de facto fazê-lo.

b) A __________ implica um agente, uma ____________ e um motivo, por isso, não é algo gratuito nem automático.

c) A acção é a interferência ____________ e ______________ de um ser humano, o ____________, no normal decurso das coisas, que, sem a sua intervenção, seguiriam um caminho diferente. (voltar)

 qq

        (...) Uma pedra, por exemplo, recebe de uma causa exterior que a atira uma certa quantidade de movimento e, mesmo depois de acabar o impulso provocado pela causa exterior, a pedra continuará, necessariamente, a mover-se (...). O que se verifica com a pedra é válido para toda e qualquer coisa singular independentemente da sua complexidade (...) na medida em que todas as coisas são necessariamente determinadas a existir e a agir de dada maneira por uma causa exterior.

        Concebei agora, se o quiserdes, que a pedra, enquanto se move, sabe e pensa que faz todo o esforço possível para continuar a mover-se. Visto que tem consciência do seu esforço, a pedra julgará ser livre e que a continuação do movimento ocorre porque ela quer.

        Assim é a liberdade humana que todos os homens se gabam de possuir e que consiste unicamente no facto de os homens terem consciência dos seus desejos e ignorarem as causas que os determinam. (....

                                                                       ESPINOSA, Baruch, Lettre a G. H. Schull
 
3.1. Qual a tese defendida pelo autor?

3.2. Qual a tese oposta à defendida pelo autor?

3.3. Quais os principais argumentos pró e contra cada uma das teses.

3.4. Elabora um pequeno texto em que te posiciones de forma crítica em relação à problemática em questão. (voltar)

qq

            O que eu sou, o eu experimento e comprendo como “eu mesmo”, é o resultado de uma acção recíproca constante entre mim e o meu mundo.
E. Coreth, O que é o Homem?

4.1 – A que condicionantes da acção humana se refere a afirmação acima? Justifica adequadamente a tua resposta.

4.2 - Que outro tipo de condicionantes podemos considerar? Justifica a tua resposta. (voltar)

qq

Intuitivamente, todos distinguimos as coisas que fazemos das coisas que nos acontecem

                                                                                              F. Savater
 
5- Distingue as “coisas que fazemos” das “coisas que nos acontecem”. Justifica devidamente a tua resposta.

qq

6- Em relação aos enunciados seguintes, distingue aqueles que são acções e os que são acontecimentos:

a) o meu primo tropeçou e rebolou pela escada a baixo;

b) Dei-lhe dois socos para me vingar do que me fez;

c) A sala estava tão quente que as pessoas não paravam de transpirar;

d) Enquanto descascava a cebola, chorava que me fartava;

e) Mal tocou a campainha, o António fechou os livros e levantou-se;

f) Engasguei-me a beber água;

g) Estava tanto frio que tivemos de vir imediatamente embora;

h) Para aumentar a rentabilidade, vou informatizar a minha empresa. (voltar)

qq

            Acordei com o barulho os cães a ladrarem ao meio da noite. Entretanto, como não conseguia dormir, levantei-me e fui até ao salão ler um pouco, para ver se voltava a ter sono para poder dormir outra vez.

7- Identifica no texto acima:                                                                                      

a) O sujeito da acção;

b) A(s) acção (ões);

c) O motivo;

d) A Intenção

qq

8-Explicita os quatro momentos da acção humana. (voltar)

Os valores-análise e compreensão da experiência valorativa

    Que é que se muda em nós quando mudamos? De idade, de uma condição, às vezes mesmo de um local? Podem manter-se os mesmos valores, ideologia, relação com a vida. E, todavia, aí mesmo alguma coisa pode mudar. (…) Os valores reordenam-se numa outra ordenação, num outro escalonamento, num modo diverso de os perspectivarmos. Os valores podem permanecer, mas não na face que era a sua ou o lugar que era o seu. (…) Que é que muda em nós quando mudamos? Uma forma diferente de sermos o mesmo. (…) Um céu que se descobre. (…) O ângulo do olhar.

Virgílio Ferreira, Pensar

 1- Interpreta o texto tendo em conta o que são os valores e quais as suas características.

qq

    A “tolerância” é a seriedade que “admite noutrem uma maneira de pensar ou de agir diferente da que nós mesmos adoptamos”. (…) O relativismo (…) constitui a tolerância alicerçada num tal cepticismo teórico. Em nome de que ética se deveria respeitar uma conduta que se sabe ser má, justificar o mais forte ou o interesse egoísta? (…) Tolerar as opiniões em nome de uma pretensa moral permissiva equivale com grande frequência à confissão de um real indiferentismo: se todas as opiniões têm o mesmo valor, elas coincidem na nulidade objectiva e nenhuma norma permite ajuizá-las.

            (…) O que é assim afirmado acerca do indivíduo adquire uma dimensão muito mais aguda quando se questionam as relações entre os grupos humanos de culturas diferentes. (…) A pluralidade das culturas é um facto objectivo nas sociedades europeias.

            (…) Que fazer, no caso de se repelirem os logros do consenso e da concórdia? Que pensar, no confronto com as diferenças que reclamam todas elas o universal como propriedade sua? A eleição é o privilégio ilusório que cada grupo reivindica para si mesmo; mas só existe um mundo, e a humanidade não pode fugir de si mesma.

J.P Warnier, A Mundialização da Cultura

 2- Recorrendo ao texto, mostra em que consiste o relativismo cultural avaliando-o criticamente. (voltar)

qq

3- “A pluralidade das culturas é um facto objectivo nas sociedades europeias”. Mostra em que consiste a cultura.

qq

4- Relaciona a afirmação sublinhada com a necessidade de estabelecer critérios transubjectivos de valoração.(voltar)

qq

5- Avalia criticamente o critério da Democracia e o critério Antropológico.

qq

    A liberdade não é apenas a possibilidade de uma escolha objectiva entre isto e aquilo, mas uma decisão sobre mim mesmo e as possibilidades da minha própria existência. Liberdade é autodeterminação. Mas a autodeterminação acontece na decisão sobre o outro (…).

            A liberdade de escolha pressupõe como sua condição de possibilidade, que o ser humano seja livre – que tenha autonomia, espontaneidade, abertura ao ilimitado, e não esteja ligado, amarrado, determinado.

 E. Rabuske

6-Elabora três questões cujas respostas pudessem ser o conteúdo do texto.

7- Explica as afirmações sublinhadas no texto. (voltar)início

qq
   
    As influências que são exercidas sobre mim, as condicionantes impostas pela minha dotação genética e pelo meio em que nasci, tornam-se, ou podem tornar-se materiais de um edifício enorme conforme à minha própria escolha. Esses elementos exteriores mudam de natureza – de “causas” que me fazem agir, passam a incentivos que me pressionam para escolher.

                                                           A. Jacquard

8- Tendo como ponto de partida o texto, explica quais são as condicionantes a que o Homem está sujeito.

9- Determinismo e Condicionalismo são sinónimos? Justifica adequadamente. (voltar)

    A realidade apresenta-se-nos sob duas faces distintas: como algo que existe em si mesmo (…) independentemente de nós e como algo que vale (…) dependendo esse valer da relação connosco.

                                                                       Dos compêndios
10- Clarifica a noção de valor.

11- Dá um exemplo de um juízo de valor e outro de um juízo de facto. Justifica.

12- Fará sentido, na realidade, separar factos e valores? Justifica adequadamente a tua resposta. (voltar)

Argumentação e Lógica Formal

António – Então, estudaste alguma coisa para o teste?

            Joana – Sim. Sim e não. Estudei, mas com aquela matéria sobre Verdade e Validade, fiquei um pouco baralhada!

            António – Não vejo porquê…aquela matéria é daquelas coisas que é ou não é! Não há cá ambiguidades!

            Joana – Não é bem assim…. olha, estavam no livro algumas afirmações verdadeiras e outras falsas e o pior é que se fossemos a ver com atenção, não eram uma coisa nem outra!

            António – Tu és sempre a mesma! Não dizes coisa com coisa! Seria caso para dizer que não tens o mínimo de coerência!

            Joana – Não tenho coerência???!!!

            António – Não!

                Joana – Então, a minha coerência não é suficiente para que compreendas o meu discurso? Essa agora!!!

            António – Claro que não! Tu nem sabes o que é um discurso…

            Joana – Claro que sei!

            António – Não há palavras! Desisto! Uma coisa é não gostares de Lógica, outra é não a utilizares! Mas saberás tu o que é a LÓGICA???

1. Retira do texto QUATRO TERMOS que, directamente, se relacionem com a noção de “Lógica”, justificando adequadamente a tua escolha.
qq

2. Coloca os seguintes argumentos na forma padrão (indicando premissa (s) e conclusão):

                 a) Porque todos os crimes são violações da lei, o roubo é uma violação da lei.

             b) As mulheres grávidas não deveriam fumar, dado que o tabaco pode prejudicar o desenvolvimento do feto.

           c) EU não vou ao ginásio, pois tenho pouco tempo livre e, além disso, também não possuir assumir mais essa despesa!

 qq

3. Diz se são verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações, justificando em QUALQUER dos casos:

a)       Um conceito é universal e abstracto;

b)       Os conceitos permitem representar a realidade;

c)       Um juízo é constituído por cópula e predicado;

d)      Um raciocínio é um conjunto de juízos;

e)       A proposição, tal como o juízo, é susceptível de ser considerada verdadeira ou falsa;

f)        Todas as proposições são frases;

g)       Um argumento é sólido quando a sua forma é válida.

 qq
 
 
4. Transforma as seguintes afirmações em proposições do tipo A,E,I e O.

             a) Nem todas as coisas importantes são urgentes;

                b) Não há ninguém aqui que seja desportista;

                c) As pessoas são sensíveis;

                d) Ninguém que seja inteligente pode ser egoísta;

                e) Andar na faculdade não significa ser inteligente.

 qq 

4.1- Analisa os seguintes argumentos e diz se são válidos ou não, justificando adequadamente a tua resposta:

 

a) Todos os mamíferos têm pulmões

Todas as baleias são mamíferos

Todas as baleias têm pulmões

b) Todos os tubarões são animais perigosos

Alguns tubarões-martelo são tubarões

Todos os tubarões-martelo são animais perigosos.

 c) Nenhum ser vivo é pássaro

Alguns pássaros são canários

Alguns canários são seres vivos.

 qq
4.2- Constrói um silogismo da segunda figura do modo EAE.

 qq

5. Analisa o seguinte argumento:

                “Como as baleias são animais vertebrados e vivem no mar, então é porque todos os animais vertebrados vivem na água”.

a) Trata-se de um argumento indutivo ou dedutivo? Justifica adequadamente.

b) Com os mesmos elementos, constrói um argumento oposto ao que abordaste na questão anterior.

Argumentação e Retórica

1- Completa o quadro com os segmentos a seguir apresentados, de modo a constituir frases verdadeiras:

1. Na demonstração, as conclusões são…

2- A argumentação utiliza-se para…

3- A demonstração utiliza…

4- Na demonstração, a verdade das conclusões deve-se…

5- Os símbolos linguísticos que se utilizam na argumentação caracterizam-se pela…

6- A lógica que preside à demonstração é dicotómica porque…

7- Quando se argumenta, procura-se…

8- Na demonstração, parte-se de…

9- Na argumentação, as afirmações que sustentam as conclusões são…

10- Na argumentação, nem todos os sujeitos aderem…

11- Na demonstração, só se aceita uma conclusão

12- A argumentação não é indiferente…

13- O poder persuadir muitos elementos de um auditório varia…

14- Na demonstração, considera-se verdadeira uma proposição, se for…

15- A argumentação admite…

16- A linguagem demonstrativa…

a)…não alberga ambiguidades.

b) …em função de quem diz como diz.

c) …a adesão individual dos sujeitos que integram o auditório.

d)…naturalmente deduzidos.

e) …só admite dois valores: o verdadeiro e o falso.

f) …ao que o emissor diz.

g) …diferentes valores de verdade de intensidade variável.

h)…se estiver de acordo com os critérios da verdade lógica.

i) …resolver situações que várias alternativas oferecem.

j) …uma linguagem precisa e simples, mas rígida e limitada.

k) …proposições objectivamente verdadeiras ou que se convencionou sê-lo.

l) …verdades relativas a contextos,

m)… consequência lógica de premissas anteriores .

n) às preocupações, disposições físicas ou psicológicas do auditório.

o) Imprecisão e polissemia.

p) …exclusivamente à sua relação necessária com as premissas
qq

    Com efeito, a finalidade da argumentação não é, como a da demonstração, provar a verdade da conclusão a partir da verdade das premissas, mas transferir para as conclusões a adesão concedida às premissas. Arriscando-se a fracassar na sua missão, o orador só deverá partir de premissas que beneficiem de uma adesão suficiente: se esta o não for, a primeira preocupação daquele que quer persuadir deve ser a de reforçar por todos os meios de que dispõe, pois a transferência da adesão só se realiza pelo estabelecimento de uma solidariedade entre as premissas e as teses que se esforça por fazer admitir. (…)

                                                                           C. Perelman

2- Tendo como suporte o texto, mostra a relação entre Ethos/Pathos/Logos.
qq

3- Analisa o seguinte texto e mostra a sua estrutura argumentativa (tema, tese, argumentos, conclusão):

            Uma das mais nobres qualidades dos seres humanos é, na minha opinião e sem qualquer dúvida, o altruísmo. (…)

         Não são necessários muitos segundos para qualquer um de nós entender a importância que esta característica da natureza humana tem na nossa vida. Por exemplo, no meu caso em particular, se hoje me encontro nos EUA a estudar, isso deve-se ao altruísmo de um indivíduo (Calouste Gulbenkian) que decidiu deixar a sua enorme fortuna para a ajuda de outros, possibilitando, dessa forma, a oportunidade que hoje tenho. É também o altruísmo que faz com que, todos os dias, milhões de bombeiros, em todo o mundo, arrisquem as suas vidas tentando salvar outras.

            A atitude altruísta faz com que muitas pessoas sejam doadoras de sangue por toda a parte do globo. Em suma, os exemplos são mais do que muitos e acho que ninguém pode afirmar que nunca foi beneficiado por pelo menos uma das mais diversas formas de altruísmo. (…)

                                                                                  E.A Silva
qq

4- Identifica as seguintes falácias:

a) Quem não está por mim, está contra mim;

b) António diz que a política é uma coisa péssima. O problema é que o António não sabe o que diz. Como é que uma pessoa como ele, que muda de emprego constantemente, que não liga nada aos filhos e que não tem regras de vida, pode dizer isso?

c) Sr. Polícia, pelo amor que tem pelos seus filhos, não me multe. Se me multar, fico sem dinheiro e os pobres ficam na miséria!

d) Se amanhã a matéria para o teste não estiver toda estudada, vais ficar uma semana, nas férias, sem pôr um pé fora de casa!

e) Como ainda não se provou que o Rui fui quem partiu o vidro, então o Rui é inocente.

f) A Ana fica sempre aborrecida depois do António lhe telefonar, o que só prova aquilo que eu já disse várias vezes: o mau-humor da Ana é causado pelos telefonemas do António.

    A retórica é uma invenção grega. Não caiu do céu, mas nasceu e desenvolveu-se num contexto muito preciso, o das instituições políticas e, particularmente, judiciárias, de certas cidades gregas. (…) A retórica está, com efeito, originalmente ligada ao regime democrático que entrou em vigor em certas cidades gregas no fim do século VI a.C.

F. Desbordes
qq

5- Tendo como ponto de partida o texto, relaciona  Retórica ,Democracia e Sofística.









 
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