| Subunidades
didácticas 10ºANO (PROGRAMA ANTIGO) |
| Subunidades didácticas 10ºANO (PROGRAMA NOVO) |
Módulo
Inicial-Iniciação à actividade filosófica
A Acção Humana-análise e
compreensão do fenómeno do agir Os valores-análise e compreensão da
experiência valorativa
Dimensões da acção humana e dos valores Temas/Problemas
da Mundo Contemporâneo |
| Subunidades didácticas
11ºANO (PROGRAMA ANTIGO) |
| Subunidades didácticas 11ºANO (PROGRAMA NOVO) |
Argumentação
e Lógica Formal Argumentação
e Retórica Argumentação
e Filosofia
Descrição e Interpretação da Actividade
Cognitiva O Estatuto do
Conhecimento Científico Temas/Problemas
da Cultura Científifco-Tecnológica A Filosoifia e
o Sentido |
| O filósofo
situa-se diante do seu objecto em
atitude diversa
da de qualquer outro conhecedor... J. Ortega y Gasset 1-
Dá continuidade ao texto
esclarecendo
as diferenças entre a filosofia e as ciências em termos de
objecto e método. Mais do que nunca, o nosso mundo de vida é amplo e complicado, por isso a filosofia tem hoje uma funcionalidade ainda mais necessária do que tinha quando o homem e as sociedades viviam em circunstâncias de maior simplicidade cultural, etc. A filosofia deve problematizar a própria realidade, em todos os âmbitos da vida contemporânea. M. Maceiras 2- Tendo como referência o
texto, mostra
qual é o valor da filosofia. (voltar) A) De certo ela (a filosofia) é, sob os seus diferentes modos, a interpretação da experiência de uma época, de um homem ou de um grupo (...). G. G. Granger B)Ser filósofo,
diz-se às vezes, consiste em
não
dar nada por suposto. Todos os seres humanos, incluindo os
filósofos,
habitam o mesmo mundo- um mundo que alberga estrelas, montanhas,
árvores,
pombas- os filósofos, empenham-se e perguntar se tal mundo
“realmente existe”, e no caso de existir o quê, ou quem no-lo
garante. 3-
Quais as características
específicas
da filosofia a que se referem os extractos A e B? Justifica
adequadamente
a tua resposta (o que implica o recurso directo ao texto). O que somos? O que fizemos? O que queremos ser? Como devemos ser? Estas e muitas outras questões se colocam a todos nós. Problemas como os que se levantam a propósito dos racismos, fanatismos, violência, eutanásia, sida, guerras químicas, manipulação genética, perda de privacidade, stress, desequilíbrios ambientais e outros assuntos exigem que a nossa razão lhes dê prioridade. M. Leitão e outros 4- Tendo como ponto de partida o
texto, mostra
em que medida a filosofia é reflexo, crítica e
interpelação
do seu tempo.(voltar)
Menos de um grau e eis a estranheza: darmo-nos conta de que o mundo é “espesso”, entrever a que ponto uma pedra é estranha, nos é irredutível, com que intensidade a natureza, uma paisagem nos pode negar. (...) Durante um segundo deixamos de compreender o mundo, visto que dele só entendemos as figuras e os desenhos que lá punhamos antecipadamente. (...) Não sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que não conheço tal sentido e que de momento me é impossível conhecê-lo. O único obstáculo, o único impossível de ganhar é constituído pela morte prematura (...) na realidade, não há experiência da morte.(...) Mal é possível falar da experiência da morte dos outros. A.Camus 5-Mostra
quais são os pontos
de partida
da reflexão filosófica presentes no texto. Justifica
adequadamente
a tua resposta (o que implica o recurso directo ao texto). O bom êxito do exercício chamado filosofia é o menos provável do mundo. Parece (...) uma louca empresa. Por que empreendê-la? Por que não contentar-se em viver e evitar o filosofar? J. Ortega y Gasset 6- Responde às perguntas
formuladas
no texto.(voltar)
A) Parece inquestionável que a filosofia nada deve pressupor, não deve assentar em nada de prévio e de anterior. Em filosofia, não é lícito aceitar alguma coisa antes de ser rigorosamente fundamentada. A J. Brito B) O que filosofa, frente a todas as opiniões e teses que se lhe proponham de fora, dirá: deixem-me ver por mim mesmo, deixem-me pensar o que há em tais teses. O pensamento filosófico é uma forma singular de liberdade humana. B. Welte 7- Quais as características específicas da filosofia a que se referem os extractos A e B? Justifica adequadamente a tua resposta (o que implica o recurso directo ao texto).
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Para
começar a pensar há que perder a fé: a fé
na aparência, nas rotinas, nos dogmas
(…) na “normalidade” indiscutível do que nos rodeia. Pensar
não é ver tudo
claríssimo, mas sim começar a não ver nada claro
(…).
F.
Savater
1-
Explicita o sentido/significado
da afirmação sublinhada. 2-
Será contraditória a última
afirmação do texto? Justifica adequadamente a tua
resposta. 3-
Formula uma questão filosófica
que se relacione com o conteúdo do texto.(voltar)
4-
São apresentadas, a seguir, duas questões não
filosóficas. Formula, em relação a cada uma e,
dentro da mesma área ou
tema, a questão filosófica correspondente:
a)
Quais as características de um embrião com quatro semanas?
b) É verdade que os golfinhos são
muito parecidos com o ser humano? (voltar)
a) O debate é
uma situação de intercomunicação
argumentativa;
b) A cópula é,
no juízo, o que se afirma do predicado;
c) Um
raciocínio é um simples conjunto de juízos;
d) Um conceito
é algo de muito concreto; e) Um discurso envolve um conjunto de raciocínios organizados de forma coerente.
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F.Savater
7-
Concordas com a afirmação acima? Justifica adequadamente
a tua resposta tendo
em conta as características das questões
filosóficas. A
atitude filosófica é inconformista, isto é,
não
aceita o que parece óbvio
Aristóteles
10-
Poderá ser esta definição de Aristóteles a
definição de Filosofia? Justifica
adequadamente a tua resposta. (voltar) 11b) Distingue as
questões filosóficas de outro tipo de
questões.
“
A Filosofia deve ir mais além do facto, mais além das
experiências, para
encontrar a causa ou as causas, precisamente através da
razão.”
D.Antiseri e G. Reale
Séneca |
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| A
Acção Humana-Análise e
Compreensão do Fenómeno do Agir |
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Por comportamento, aqui, entendo o
comportamento humano voluntário, intencional.
Entendo coisas como caminhar, correr, comer, fazer amor, votar
nas eleições, casar-se, comprar e vender, ir de
férias, trabalhar no emprego.
Não entendo coisas como digerir, envelhecer ou ressonar.
SEARLE, John, Mente,
Cérebro e Ciência
1.2 - Distingue
o uso filosófico do uso mais comum da palavra
acção (acção como produção ou
causa de um efeito). A
relação entre a componente física e a componente
mental da acção 1.3. Indica
a principal diferença entre o primeiro
e o segundo tipo de condutas referido no texto. (voltar)
No célebre romance de André
Gide, Les caves du Vatican, o herói, um
jovem muito imaginativo, quer provar a si próprio que se podem
exercutar certos
actos sem qualquer razão válida. Tais actos não
teriam fundamento senão em si
próprios. O jovem lança à linha um viajante
desconhecido que ocupa xcom ele a
mesma cabina do comboio. É um assassino sem razão (...)
COLLETTE,
Albert, Introdução à Psicologia Dinâmica
2.2. Explica, a partir do exemplo presente no texto, as relações entre os componentes fundamentais da acção.
2.3. A partir dos conhecimentos que
possuis sobre a
estrutura conceptual da acção humana preenche os
espaços em branco do texto que
se segue: b) A
__________ implica um agente, uma ____________
e um motivo, por isso, não é algo gratuito nem
automático. c) A
acção é a interferência ____________ e
______________ de um ser humano, o ____________, no normal decurso das
coisas,
que, sem a sua intervenção, seguiriam um caminho
diferente. (voltar)
(...) Uma pedra, por exemplo, recebe de uma causa
exterior que a atira uma certa quantidade de movimento e, mesmo depois
de
acabar o impulso provocado pela causa exterior, a pedra
continuará,
necessariamente, a mover-se (...). O que se verifica com a pedra
é válido para
toda e qualquer coisa singular independentemente da sua complexidade
(...) na
medida em que todas as coisas são necessariamente determinadas a
existir e a
agir de dada maneira por uma causa exterior.
Concebei
agora, se o quiserdes, que a pedra, enquanto se move, sabe e pensa que
faz todo
o esforço possível para continuar a mover-se. Visto que
tem consciência do seu
esforço, a pedra julgará ser livre e que a
continuação do movimento ocorre
porque ela quer.
Assim
é a
liberdade humana que todos os homens se gabam de possuir e que consiste
unicamente no facto de os homens terem consciência dos seus
desejos e ignorarem
as causas que os determinam. (....
ESPINOSA,
Baruch, Lettre a G. H. Schull 3.2. Qual a
tese oposta à defendida pelo autor? 3.3. Quais
os principais argumentos pró e contra
cada uma das teses. 3.4.
Elabora um pequeno texto em que te posiciones
de forma crítica em relação à
problemática em questão. (voltar)
O que eu sou, o eu
experimento e comprendo como “eu mesmo”, é o resultado de uma
acção recíproca
constante entre mim e o meu mundo. 4.2 - Que
outro tipo de condicionantes podemos
considerar? Justifica a tua resposta. (voltar)
Intuitivamente, todos distinguimos as coisas
que fazemos das
coisas que nos acontecem
F.
Savater
6- Em relação aos
enunciados
seguintes, distingue aqueles que são acções e os
que são acontecimentos: b) Dei-lhe
dois socos para me vingar do que me fez; c) A sala
estava tão quente que as pessoas não paravam de
transpirar; d) Enquanto
descascava a cebola, chorava que me fartava; e) Mal
tocou a campainha, o António fechou os livros e levantou-se; f)
Engasguei-me a beber água; g) Estava
tanto frio que tivemos de vir imediatamente embora; h) Para aumentar a rentabilidade,
vou informatizar a minha
empresa. (voltar)
Acordei
com o barulho os cães a ladrarem ao
meio da noite. Entretanto, como não conseguia dormir,
levantei-me e fui até ao
salão ler um pouco, para ver se voltava a ter sono para poder
dormir outra vez. 7- Identifica no texto acima:
a) O
sujeito da acção; b) A(s)
acção (ões); c) O
motivo; d) A
Intenção
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| Os valores-análise e compreensão da experiência valorativa | ||||||||||||||||
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Que é que se muda em nós quando
mudamos? De idade, de uma condição, às vezes mesmo
de um local? Podem manter-se
os mesmos valores, ideologia, relação com a vida. E,
todavia, aí mesmo alguma
coisa pode mudar. (…) Os valores reordenam-se numa outra
ordenação, num outro
escalonamento, num modo diverso de os perspectivarmos. Os valores podem
permanecer, mas não na face que era a sua ou o lugar que era o
seu. (…) Que é
que muda em nós quando mudamos? Uma forma diferente de sermos o
mesmo. (…) Um
céu que se descobre. (…) O ângulo do olhar. Virgílio
Ferreira, Pensar
A
“tolerância” é a
seriedade que “admite noutrem uma maneira de pensar ou de agir
diferente da que
nós mesmos adoptamos”. (…) O relativismo (…) constitui a
tolerância alicerçada
num tal cepticismo teórico. Em nome de que ética se
deveria respeitar uma
conduta que se sabe ser má, justificar o mais forte ou o
interesse egoísta? (…)
Tolerar as opiniões em nome de uma pretensa moral permissiva
equivale com
grande frequência à confissão de um real
indiferentismo: se todas as opiniões
têm o mesmo valor, elas coincidem na nulidade objectiva e nenhuma
norma permite
ajuizá-las.
(…) O que é assim
afirmado acerca do indivíduo adquire uma dimensão muito
mais aguda quando se
questionam as relações entre os grupos humanos de
culturas diferentes. (…) A
pluralidade das culturas é um facto objectivo nas sociedades
europeias.
(…) Que fazer, no
caso de se repelirem os logros do consenso e da concórdia? Que
pensar, no
confronto com as diferenças que reclamam todas elas o universal
como
propriedade sua? A eleição é o
privilégio ilusório que cada grupo
reivindica para si mesmo; mas só existe um mundo, e a humanidade
não pode fugir
de si mesma. J.P
Warnier, A Mundialização da
Cultura
3-
“A
pluralidade das culturas é um facto objectivo nas sociedades
europeias”. Mostra
em
que consiste a cultura.
4-
Relaciona a afirmação sublinhada com a necessidade de
estabelecer critérios transubjectivos de valoração.(voltar)
5-
Avalia
criticamente o critério da Democracia e o critério
Antropológico.
A
liberdade não é apenas a possibilidade de uma escolha
objectiva entre isto e
aquilo, mas uma decisão sobre mim mesmo e as possibilidades da
minha própria
existência. Liberdade é autodeterminação.
Mas a autodeterminação acontece na
decisão sobre o outro (…).
A liberdade de
escolha pressupõe
como sua condição de possibilidade, que o ser humano seja
livre – que tenha
autonomia, espontaneidade, abertura ao ilimitado, e não esteja
ligado,
amarrado, determinado. E. Rabuske
7- Explica as
afirmações sublinhadas no texto. (voltar)início
A. Jacquard 8- Tendo
como ponto de partida
o texto, explica quais são as condicionantes a que o Homem
está sujeito. 9- Determinismo e
Condicionalismo são sinónimos? Justifica adequadamente. (voltar)
A realidade
apresenta-se-nos
sob duas faces distintas: como algo que existe em si mesmo (…)
independentemente
de nós e como algo que vale (…) dependendo esse valer da
relação connosco.
Dos compêndios 11-
Dá um exemplo de um juízo de valor e outro de um
juízo de facto. Justifica. 12- Fará sentido, na
realidade, separar factos
e valores? Justifica adequadamente a tua resposta. (voltar) |
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| Argumentação e Lógica Formal | ||||||||||||||||
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António – Então,
estudaste alguma coisa para o teste?
Joana
– Sim. Sim e não. Estudei, mas com aquela
matéria sobre Verdade e Validade, fiquei um pouco baralhada!
António
– Não vejo porquê…aquela matéria
é
daquelas coisas que é ou não é! Não
há cá ambiguidades!
Joana
– Não é bem assim…. olha, estavam no
livro algumas afirmações verdadeiras e outras falsas e o
pior é que se fossemos
a ver com atenção, não eram uma coisa nem outra!
António
– Tu és sempre a mesma! Não dizes coisa
com coisa! Seria caso para dizer que não tens o mínimo de
coerência!
Joana
– Não tenho coerência???!!!
António
– Não!
Joana – Então, a minha
coerência não é suficiente para que compreendas o
meu discurso? Essa agora!!!
António – Claro que não! Tu nem
sabes o que é um discurso…
Joana – Claro que sei!
António – Não há
palavras! Desisto! Uma coisa é não gostares de
Lógica, outra é
não a utilizares! Mas saberás tu o que é a
LÓGICA??? 1.
Retira do texto QUATRO TERMOS que, directamente,
se relacionem com a noção de “Lógica”,
justificando adequadamente a tua
escolha. 2. Coloca os seguintes
argumentos na forma padrão (indicando premissa (s) e
conclusão):
b) As mulheres grávidas não
deveriam fumar, dado que o tabaco pode prejudicar o desenvolvimento do
feto.
c) EU não vou ao ginásio, pois
tenho pouco tempo livre e, além disso, também não
possuir assumir mais essa
despesa!
3.
Diz se são verdadeiras ou falsas as seguintes
afirmações, justificando em
QUALQUER dos casos: a)
Um
conceito é universal e abstracto; b)
Os
conceitos permitem representar a realidade; c)
Um juízo
é
constituído por cópula e predicado; d)
Um
raciocínio é um conjunto de juízos; e)
A
proposição, tal como o juízo, é
susceptível de ser considerada verdadeira ou
falsa; f)
Todas as
proposições são frases; g)
Um
argumento é sólido quando a sua forma é
válida.
a) Nem
todas as coisas importantes são urgentes;
b)
Não há ninguém aqui que seja desportista;
c)
As pessoas são sensíveis;
d)
Ninguém que seja inteligente pode ser egoísta;
e)
Andar na faculdade não significa ser inteligente.
4.1-
Analisa os seguintes argumentos e diz se são válidos ou
não, justificando
adequadamente a tua resposta: a)
Todos os mamíferos têm pulmões Todas
as baleias são mamíferos Todas
as baleias têm pulmões b) Todos os tubarões são
animais perigosos Alguns
tubarões-martelo são tubarões Todos
os tubarões-martelo são animais perigosos. Alguns
pássaros são canários Alguns
canários são seres vivos.
5. Analisa o seguinte
argumento:
“Como
as baleias são animais vertebrados e vivem no mar, então
é porque todos os animais
vertebrados vivem na água”. a) Trata-se de um
argumento
indutivo ou dedutivo? Justifica adequadamente. b)
Com os mesmos elementos, constrói um argumento oposto ao que
abordaste na
questão anterior. |
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| Argumentação e Retórica |
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1- Completa o
quadro com os segmentos a seguir apresentados, de modo a constituir
frases
verdadeiras: |
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a)…não
alberga ambiguidades. b)
…em função de quem diz como diz. c)
…a adesão individual dos sujeitos que integram o
auditório. d)…naturalmente
deduzidos. e)
…só admite dois valores: o verdadeiro e o falso. f)
…ao que o emissor diz. g)
…diferentes valores de verdade de intensidade variável. h)…se
estiver de acordo com os critérios da verdade lógica. j) …uma
linguagem precisa e simples, mas rígida e
limitada. k)
…proposições objectivamente verdadeiras ou que
se convencionou sê-lo. l) …verdades
relativas a contextos, m)… consequência
lógica de premissas anteriores . n) às
preocupações, disposições físicas ou
psicológicas do auditório. o) Imprecisão
e polissemia.
Com efeito, a
finalidade da argumentação não é, como a da
demonstração, provar a verdade da
conclusão a partir da verdade das premissas, mas transferir para
as conclusões
a adesão concedida às premissas. Arriscando-se a
fracassar na sua missão, o
orador só deverá partir de premissas que beneficiem de
uma adesão suficiente:
se esta o não for, a primeira preocupação daquele
que quer persuadir deve ser a
de reforçar por todos os meios de que dispõe, pois a
transferência da adesão só
se realiza pelo estabelecimento de uma solidariedade entre as premissas
e as
teses que se esforça por fazer admitir. (…)
C. Perelman 2- Tendo como suporte o
texto, mostra a relação entre Ethos/Pathos/Logos. 3- Analisa o seguinte texto e
mostra a sua estrutura argumentativa (tema, tese, argumentos,
conclusão):
Uma das mais
nobres qualidades dos seres humanos é, na minha opinião e
sem qualquer dúvida,
o altruísmo. (…)
Não
são necessários muitos segundos para qualquer um de
nós
entender a importância que esta característica da natureza
humana tem na nossa
vida. Por exemplo, no meu caso em particular, se hoje me encontro nos
EUA a
estudar, isso deve-se ao altruísmo de um indivíduo
(Calouste Gulbenkian) que
decidiu deixar a sua enorme fortuna para a ajuda de outros,
possibilitando,
dessa forma, a oportunidade que hoje tenho. É também o
altruísmo que faz com
que, todos os dias, milhões de bombeiros, em todo o mundo,
arrisquem as suas
vidas tentando salvar outras.
A atitude altruísta faz com que muitas
pessoas sejam doadoras de sangue por toda a parte do globo. Em suma, os
exemplos são mais do que muitos e acho que ninguém pode
afirmar que nunca foi
beneficiado por pelo menos uma das mais diversas formas de
altruísmo. (…)
E.A
Silva
4- Identifica as
seguintes
falácias: a) Quem não está por mim,
está contra mim; b) António diz que a
política é uma coisa péssima.
O problema é que o António não sabe o que diz.
Como é que uma pessoa como ele,
que muda de emprego constantemente, que não liga nada aos filhos
e que não tem
regras de vida, pode dizer isso? c) Sr. Polícia, pelo amor que tem
pelos seus
filhos, não me multe. Se me multar, fico sem dinheiro e os
pobres ficam na
miséria! d) Se amanhã a matéria
para
o teste não estiver toda estudada, vais ficar uma semana, nas
férias, sem pôr
um pé fora de casa! e) Como ainda não se provou que o
Rui fui quem
partiu o vidro, então o Rui é inocente. f) A Ana fica
sempre aborrecida depois do António
lhe telefonar, o que só prova aquilo que eu já disse
várias vezes: o mau-humor
da Ana é causado pelos telefonemas do António.
A retórica é
uma invenção grega. Não caiu do céu, mas
nasceu e desenvolveu-se num contexto
muito preciso, o das instituições políticas e,
particularmente, judiciárias, de
certas cidades gregas. (…) A retórica está, com efeito,
originalmente ligada ao
regime democrático que entrou em vigor em certas cidades gregas
no fim do
século VI a.C. F. Desbordes
![]() 5- Tendo como ponto de
partida o texto, relaciona Retórica
,Democracia e Sofística.
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