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A Busca de Sentido na Existência Humana
 
Porque me hei-de envergonhar de confessar a minha derrota no momento em que a minha alma estremece entre o ser e o não-ser, em que o passado brilha como um relâmpago sobre o negro do futuro, em que tudo o que me rodeia se desmorona e desaba, em que o mundo parece morrer comigo.
       Goethe
1- Tendo como ponto de partida o texto, mostra quais são as situações que nos podem conduzir à pergunta pelo sentido da vida.


2- Distingue sentido funcional de sentido absoluto.


 Cada época tem as suas neuroses e cada época precisa da sua psicoterapia. Na realidade, hoje já não nos defrontamos, como nos tempos de Freud, com uma frustração sexual, mas com uma frustração existencial.
 (...) Contrariamente ao animal, o homem carece de instintos que lhe digam o que tem de fazer e, à diferença dos homens do passado, o homem actual já não tem tradições que lhe digam o que deve fazer. Então, ignorando o que tem de fazer e ignorando também o que deve fazer, parece muitas vezes não saber sequer o que quer no fundo.
       V. Frankl
3- Tendo como ponto de partida o texto, elabora uma reflexão sobre o problema do sentido nos dias de hoje.(voltar)
 

4- Comenta as afirmações que se seguem, tendo como pano de fundo uma das respostas à pergunta :“Onde encontrar o sentido da existência”?

A) Se Deus não existisse teríamos de o inventar- Voltaire
B) O Homem imaginou Deus para não se matar- Dostoievski



O ser humano estabelece objectivos para si próprio, e enquanto os persegue apoia-se na esperança, é verdade, mas ao mesmo tempo vive atormentado pela dor do desejo insatisfeito. Logo que atinge o objectivo, no entanto, depois da primeira sensação de triunfo segue-se inevitavelmente um sentimento de desolação. Permanece um vazio, que aparentemente só pode culminar com a emergência de novos objectivos. Assim recomeça o jogo, e a existência parece estar condenada a uma oscilação incansável entre a dor e o aborrecimento que termina com o nada que é a morte. (...) Na verdade, nunca encontraremos um sentido último na vida se a virmos apenas sob o aspecto do propósito.
      M. Schlick
5- Quais as situações que M. Schlick apresenta no texto que nos poderão “forçar” a perguntar pelo sentido da vida? Justifica adequadamente a tua resposta. (voltar)


 Concebo que as ideias acerca da “vida eterna”, seja qual for a sua origem não são particularmente fascinantes. A doutrina da imortalidade da alma não compensa a evidência empírica da decomposição do corpo e ambas parecem esconder o puro mistério de morrer. A “ressurreição da carne” parece servir apenas para incorporar o coro dos anjos. “Desprezar o que é terreno e amar o que é celestial” não ajuda a enxugar este “vale de lágrimas”. E, de facto, já em 1980 estatísticas revelavam que as representações de vida depois da morte provocam fastio e 52% dos europeus deixaram de acreditar nelas.
 O que mais caracteriza a nossa época é o aumento de esperança de vida na Terra.
        B. Domingues
6- Tendo como ponto de partida o texto, mostra como é que hoje se coloca o problema do sentido.
 
O homem, se quer sobreviver, não tem outro recurso senão reconciliar-se com a sua natureza animal, respeitar-lhe as exigências genéticas permanentes e modificar nesse sentido as escolhas que faz na sociedade.
        S. Moscovici
7- Explica a afirmação supracitada tendo como pano de fundo uma das respostas possíveis à pergunta “Onde encontrar o sentido da existência”? (voltar)
 
 
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