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HISTÓRICO
O Laboratório de Imunofarmacologia teve
origem a partir do Núcleo de Imunofarmacologia surgido no ano de
1994, durante a época do credenciamento dos laboratórios
do IOC. Este núcleo foi criado como um desmembramento natural do
Laboratório de Inflamação do Departamento de Fisiologia
e Farmacodinâmica que, nesta época, contava com um total de
7 doutores além de mestres e alunos de graduação e
pós-graduação. Este desmembramento ocorreu em função
do surgimento e amadurecimento natural de novas lideranças científicas
dentro do grupo de pesquisadores do Laboratório de Inflamação.
Estas novas lideranças possuiam linhas independentes de trabalho,
financiamento próprio e grupo de estudantes diferenciados, justificando
plenamente a criação de um novo laboratório no Departamento
de Fisiologia e Farmacodinâmica. Desta forma, na época do
credenciamento de laboratórios do Instituto Oswaldo Cruz realizado
em 1994, foi proposto a criação de um novo laboratório,
com o nome de Imunofarmacologia, que acabou por receber da comissão
de credenciamento a classificação de “Núcleo de Pesquisa”.
Naquele momento, a Dra. Maria das
Graças M. O. Henriques ficou como responsável pelo núcleo
recém-criado, que era ainda composto pelo Dr. Hugo Castro Faria
Neto, Dra. Patrícia Torres Bozza e por diversos alunos de doutorado
e mestrado, alunos de aperfeiçoamento e de iniciação
científica. O Núcleo Imunofarmacologia contava, então,
com um espaço físico de aproximadamente 55 m2 para laboratório,
dois pequenos escritórios de 6 m2 e uma sala para estudantes compartilhada
com o Núcleo de Farmacologia Cardiovascular. Visando uma maior qualificação
do quadro de pesquisadores do novo núcleo a Dra. Patrícia
T. Bozza e o Dr. Hugo Castro Faria Neto, foram realizar o pós-doutoramento
na Divisão de Doenças Infecciosas da Harvard Medical School
e no Programa de Biologia Molecular e Genética Humana da Universidade
de Utah, respectivamente.
Em julho de 1995 a Dra. Henriques
transferiu-se, com parte da equipe do Núcleo de Imunofarmacologia,
para formar o Laboratório de Farmacologia Aplicada do Centro de
Pesquisa em Produtos Naturais em Farmanguinhos. Neste momento o Dr. Hugo
retornava do seu período de pós-doutorado assumindo a chefia
do Núcleo de Imunofarmacologia, inicialmente como pesquisador associado
(convênio CNPq-FIOCRUZ), e a partir de março de 1996 como
pesquisador adjunto concursado. Um grande reforço para consolidação
do núcleo aconteceu com o retorno da Dra. Patrícia T. Bozza
do seu pós-doutorado em janeiro de 1997. As novas metodologias e
técnicas adquiridas durante o período de pós-doutorado
e o crescimento no número de alunos de graduação e
pós-graduação justificaram o aumento de espaço
físico do núcleo ao qual foi incorporado mais um laboratório
de 55 m2, no qual funciona um laboratório de técnicas
de biologia molecular, e uma pequena sala de 6 m2 que funciona
como sala de microscopia e câmara escura.
Em decorrência da alta qualificação
da equipe de pesquisadores, com linhas independentes de pesquisa, capacidade
de obtenção de financiamento e alta produtividade científica,
o núcleo de imunofarmacologia foi transformado em Laboratório
após a avaliação e recredenciamento ocorrido em 1998.
Desde a criação do núcleo o montante de recursos
financeiros aprovados junto a agências financiadoras, como o CNPq,
PAPES, FAPERJ e PEW, para custeio de projetos totalizam aproximadamente
R$ 860 000,00. O Laboratório de Imunofarmacologia mantém
colaborações científicas ativas com todos os laboratórios
pertencentes ao Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica, além
de colaborações com outros laboratórios de diversas
unidades da FIOCRUZ. O Laboratório estabeleceu também colaborações
com instituições a nível nacional (UFRJ, USP, UFPb,
UERJ, INCa) e internacional (Universidade de Utah; Universidade de Harvard;
National Heart and Lung Institute em Londres). Nos cinco anos de existência,
o Laboratório de Imunofarmacologia vêm apresentando uma produtividade
crescente na formação de recursos humanos e na geração
de conhecimento científico traduzido na publicação
de vários artigos científicos em revistas de alto impacto
indexadas no ISI.
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