Picaretagem toma conta do curso conceito A

O colegiado do Curso de Jornalismo é ilegal. Quebrando as regras estabelecidas de comum acordo entre servidores, alunos e professores, alguns "ilustres mestres" resolveram extinguir a tão aclamada paridade. Quando o professor Luís Alberto Scotto de Almeida disse que não aceitaria mais as regras do conselho, tomou atitude golpista: ignorou não só os alunos, mas todos seus colegas de cátedra.

Como foi dito por alunos nesse mesmo dia aos professores presentes no fim da reunião, quem não deveria aceitar as condições impostas pelo professor Almeida era o próprio corpo docente. A autoridade da assembléia democraticamente instituída foi ignorada. Só tem poder para destituir o voto de parte dos membros do colegiado, o próprio colegiado. Ou seja, a proposta só seria legítima se tivesse sido votada e aprovada pela assembléia. Do contrário, é golpe.

É óbvio que o professor Almeida não tomaria tal atitude se não tivesse respaldo de boa parte de seus colegas. Ou todos, porque o professor José Soares Gatti Júnior já defendia a queda da paridade há muito tempo. Pelo menos em alguma coisa as ilustres facções concordam. Os exemplos de retaliações aos alunos também não são de hoje.

Quando o nome do professor Ivan Giacomelli foi vetado pelos alunos para a aula de Técnica de Projetos, a turma que hoje está na sétima fase ficou sem optativas no primeiro semestre. Numa manobra em cima da hora, ainda colocou-se o nome do professor Eduardo Barreto Vianna Meditsch, que também foi rejeitado. Em sua dissertação de mestrado, o mesmo professor E.B.V. Meditsch discorre longamente sobre a tradição democrática do "inovador" Curso de Jornalismo da Ufsc.

O trecho a seguir, que foi baseado no texto do professor já citado, está disponível na própria página do curso: O primeiro caso no Brasil de uma escola onde alunos e professores tinham igualdade de direitos na hora de decidir que rumo seguir. Todos seriam responsáveis pelo curso. A participação dos estudantes junto aos professores permitia que se mantivesse o sentido de "curso" e se anulasse os efeitos da fragmentação dentro das universidades, imposta pelo governo, que em muitos casos acabavam com a organização e mobilização dos estudantes em suas turmas.

"Não brinco mais!"

A mesma atitude do professor Almeida numa assembléia de governo seria tomada como golpista. Mas, se tratando de problemas em menor escala, é equivalente ao guri que toma a bola quando seu time está perdendo e vai para a casa resmungando. Pediu, levou - Parece incrível, mas a perda da paridade aconteceu há mais de meio ano e este é o primeiro texto contestando as decisões arbitrárias dos professores, em especial do presidente do colegiado, Hélio Ademar Schuch, que se omitiu.

Não há como negar a culpa dos estudantes pela perda da paridade. Durante muito tempo ninguém aparecia nas reuniões e muito menos sabia o que estava acontecendo. Ainda por cima, quando iam, alguns resolviam dar opiniões sem conhecimento de causa e não respeitavam as regras do debate. Enquanto isso, o CA não tomava como suaa responsabilidade de esclarecer aos mais novos quanto aos seus direitos e deveres como alunos.

A gota d'água foi protagonizada pelos alunos Leonardo Tolomini Miranda, Alexandre Silva Brandão e Olavo Pereira Oliveira, quebrando as regras e a seriedade da reunião. Antes, só os professores faziam isso. Chegar depois de uma votação e querer mudar o resultado é mesmo o fim da picada. Para complicar, tiveram apoio dos atuais posseiros do Centro Acadêmico Adelmo Genro Filho (que hoje se contorce no túmulo).

Escola do crime

Já que se entrou no assunto, é bom dizer que a picaretagem começa cedo. Não se quer discutir aqui qual chapa seria a vencedora, mas a maneira que a eleição para o CA foi feita. A comissão eleitoral convocou a eleição para uma quinta-feira. Milagrosamente, quando os integrantes da Chapa, Hugo, meu chapa chegaram no curso na terça-feira, a eleição estava acontecendo.

Em mais um fenômeno inexplicável, a votação não aconteceu à tarde, quando o pessoal das fases mais adiantadas teria aula. Sem consultar ninguém, a votação foi concluída na quarta de manhã, quando, mais uma vez, as fases mais adiantadas não tinham aulas. Mais uma surpresa para a Chapa, Hugo, meu chapa foi o resultado que saiu de uma apuração sem a presença de nenhum de seus integrantes. Nem adianta dizer que não achou ninguém porque a maioria dos integrantes era bolsista e ficava pelo curso o dia inteiro.

Nesse mesmo dia, a Chapa, Hugo, meu chapa pediu impugnação da eleição por motivos óbvios. O presidente da comissão eleitoral Olavo Pereira Oliveira não quis tomar conhecimento da reclamação e disse que o processo foi feito com lisura. Segundo o acadêmico Plácido Hugo de Oliveira Neto, a resposta de Pereira Oliveira foi: "Por mim não precisava nem ter eleição". Hugo, quando ainda queria mudar o mundo, fazia parte do mesmo CA. Logo caiu fora junto com outros quando se deu conta que, com aquela tripulação, o barco não chegaria a lugar nenhum.

Marco T. transforma moedas em Marlboros

Graças a Ginny e Cia. o primeiro dia de aula foi uma bosta para calouros e veteranos. Tudo porque um grupo de calouros recalcados (leia-se 3ª fase, menos o Fê e a Carol) resolveram recepcionar os nossos novos colegas com um estúpido trote. Como se fossem animais, alunos do CTC ou qualquer merda do tipo os calouros foram amarrados, sujos e forçados a cantar para os "veteranos".

Foi um espetáculo bizarro. Alguns tontos dessa, que deve ser a turma mais babaca que passou pelo curso, estavam tão ou mais sujos que os calouros. Em seguida, abaixo de ovos e insultos e muita idiotice saindo da boca desses bebês chorões 99.1, os calouros foram guiados até o Pida. Óbvio o Pida estava fechado pois eram 11h da manhã, e os idiotas queriam prolongar o trote até a abertura do famoso bar.

Nesse momento os pseudo-engenheiros resolveram que os calouros deveriam fazer um pedágio para arrecadar dinheiro para um churrasco a ser realizado na Quinta feira, e quem se lembra da fraude na eleição do C.A. sabe que honestidade nunca foi o forte desses moleques. Foi nesse momento que sugiram três heróis: Bruno D., Marco T. e Fabrico U.R.*, que sacaram logo que a grana ia ser embolsada .

Cheios de coragem e sabendo do risco que o dinheiro corria de desaparecer se não fosse transformado em cerveja rapidamente nosso intrépidos heróis malharam a grana que estava no colo de uma dessas meninas com cara de rato, não me lembro o nome dela, e mesmo que lembrasse não ia fazer diferença, pra mim elas são todos iguais.

Uma prova de que a 3ª fase estava mal intencionada foi o protesto que ouvimos enquanto acompanhávamos nossos amigos até o bar do Chico " Devolvam a nossa grana,vão tomar no c..., o trote é nosso, vão tomar no c..., nós planejamos o trote, vão tomar no c...". Quer dizer, além de mancharem a imagem do curso com essa babaquice de engenheiro que é o trote, ainda o fizeram conspirando contra os veteranos.

Após os xingamentos um calouro da 3ª com voz fina e cara de bobo tentou roubar a pasta do Fabrico U.R " devolvam o nosso dinheiro ou eu vou ficar com a tua pasta" disse o panaca. Agora me digam isso é que coisa que se faça? Tentar roubar um rapaz que só estava zelando pelo bem estar dos calouros e pela grana da cerveja, não bastasse isso uma das caras de ratos agrediu violentamente nosso querido colega Marco T. .

A asquerosa roedora perguntou quem é você repetidas vezes e quando educadamente Marco T. respondeu a questão, a meliante atingiu o pobre rapaz com aproximadamente 5 reais em moedas, e saiu xingando nos até a terceira geração. Foi ai que houve uma coisa que, na real, deve ter sido intervenção divina. Marco T. olhou para o céu, olhou para a pobre garota, caminhou até a loja de conveniência mais próxima e fez o milagre da transmutação de moedas em Malboro ®.

A chapa, Hugo, meu chapa ® está entrando em contado com sua majestade o papa, para que se inicie ainda em vida o processo de canonização de Marco T. . Quero aproveitar esse espaço para lançar a campanha "EU ODEIO A TERCEIRA FASE, MENOS O FÊ E A CAROL" ® patrocinada pela 'chapa, Hugo, meu chapa' ®.

A oposição continua!! Wir lieben useren Führer.**

*para não serem retaliados, todos os nomes foram trocados

**se você não fala alemão foda-se

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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