Revisando os anos 80: M�sica
Como a era disco teimava em n�o morrer, apesar da falta de f�lego das novas divas, a d�cada de 80 demorou um pouco para encontrar seu estilo.
O rock d� o ar da gra�a com nome como Aerosmith, Mettalica, Bon Jovi e U2, assim, como o new wave (B52's foi sua maior express�o), o pop, o dance (na realidade, a disco disfar�ada) e o heavy metal foram alguns dos g�neros que marcaram presen�a. Sem se esquecer dos primeiros passos da m�sica eletr�nica, com Kraftwerk , Depeche Mode e New Order.

Mas foi em 1983, que uma garota atrevida nascida no sub�rbio de Detroit, a capital dos autom�veis do estado de Michingan, nos EUA, descendente de italianos, come�ou a dar seu primeiros passos, rumo ao t�tulo de diva-m�xima da M�sica Pop do Mil�nio:
Madonna.

  Usando roupas do brech� da vov�, a fofa surge como a melhor representante de todas as garotas do mundo. Com visual
vagaba-chic,� do seu primeiro disco, Madonna, saem os sucessos Holiday e Everybody. Teve um sucesso relativo.

Foi com seu segundo disco,
Like a Virgin, que Madonna se transforma num sucesso absoluto e seu visual de noiva s�dica, capa do disco, � copiado por toda uma gera��o.

Neste mesmo ano, ela co-estrela, ao lado da atriz Rosana Arquete, o filme
Procura-se Susan Desesperadamente, com dire��o de Susan Seidelman. Seu visual, seu personagem, sua m�sica Into the Groove se transformaram em fen�meno de marketing.
Depois disto, o mundo da m�sica nunca mais seria o mesmo.
Tina Turner -  A Rainha do Rock
A m�e de Lourdes Maria e Rocco n�o foi o �nico sucesso da d�cada. Ap�s um casamento violento com seu antigo parceiro, Ike, a absoluta Tina Turner ressurge das cinzas, ap�s anos de ostracismo, com os sucessos What's Love Got To Do It, Let's Stay Together e Private Dancer.

Estrondoso sucesso, sua apari��o na entrega do Grammy, em Fevereiro de 1985, cantando
What's Love..., � antol�gica e marca seu retorno a uma carreira inigual�vel. Nesta mesma noite leva os principais pr�mios da noite, como Grava��o do Ano, Can��o do Ano e Melhor Cantora Pop.

Em 1988, ela esteve no Brasil, cantando no Gin�sio do Pacaembu, em S�o Paulo e no Maracan�, no Rio de Janeiro, para uma multid�o ensandecida, que incluia este que escreve. O show foi inesquec�vel e Tina provou o que era uma grande cantora dominando sozinha uma plat�ia gigantesca usando o seu melhor recurso: sua voz!

Outras musas eram
Sade (a deusa cool da pop), Cyndi Lauper (a loka que n�o segurou o personagem por muito tempo), Annie Lennox (na �poca no Eurythmics, musa inglesa dos alternativos), Whitney Houston (Boa cantora, mas muito cafoninha. Ela s� decola de fato na pr�xima d�cada.), Chrysse Hinde (a primeira dama do rock - at� a a volta de Tina!), Gloria Estefan (A cubana que abusando da cafonice rompeu o preconceito com m�sica latina, invadindo a Am�rica sem piedade!) e Sin�ad O'Connor(a irlandesa pol�mica com sua voz incompar�vel, idem suas posturas pessoais pol�micas, incluindo rasgar a foto do papa - que eu achei perfeita!!!).
N�o d� para esquecer o Rei do Pop, Michael Jackson. Dono da maior vendagem de um disco da hist�ria do disco - Thriller -seu nome virou marca de sucesso e sua vida pessoal mat�ria de todas as revistas e jornais do per�odo. De garotinho com fortes caracter�sticas da ra�a negra, passando por uma c�pia masculina de Diana Ross at� chegar a imagem de irm�-g�mea de Yoko Ono, Michael viu sua carreira come�ar a dar sinais de cansa�o no final da mesma d�cada. Os anos 90 foram cru�is com seus pr�ximos discos n�o vendendo nem metade de Thriller. E desde ent�o, estes n�meros ca�ram at� o fracasso de seu �ltimo trabalho, Invincible.

Suas excentricidades e sua absoluta falta de novidade foram grandes respons�veis por sua queda. Sem contar que hoje era virou piada em qualquer roda.
Brasil - A ascen��o das bandas de ro
Os anos 80, no Brasil, viram a mete�rica ascens�o do rock nacional. Bandas das mais vari�veis vertentes, de Legi�o Urbana, Bar�o Vermelho, Blitz, Capital Inicial a Paralamas do Sucesso marcaram presen�a, ao lado de outras porcarias, que n�o vale a pena mencionar.
Cazuza era o poeta da gera��o 80, com cl�ssicos como Eu Queria Ter uma Bomba, Exagerado, Brasil (tema da abertura de Vale Tudo, na voz de Gal Costa, que a prop�sito foi a melhor coisa que ela gravou nesta d�cada, afundada na breguice que at� hoje a persegue de uma certa forma) e Faz Parte do Meu Show tomaram de assalto a juventude marcada pela dor da AIDS, que surgia como a epidemia da mil�nio. O pr�prio Caju foi uma v�tima.
Lob�o marcou a d�cada por seu talento, em m�sicas como Decadence Avec Elegance e Me Chama. Suas encrencas com a policia, que n�o o deixavam usar suas droguinhas em paz foi outro cap�tulo da d�cada. A cada pris�o e a cada pol�mica, seu mito de rebelde se perpetuou como marca.
Marina Lima - chic e elegante, nossa melhor representante
N�o foi apenas de fora que surgiram as musas da d�cada. Das bandas surgidas no per�odo, nomes como Fernanda Abreu, da Blitz e Paula Toller, do Kid Abelha, foram os mais significativos. Mas a grande musa de toda uma gera��o foi Marina Lima. Apesar de dar seus primeiros passos no final da d�cada de 70 com seu primeiro disco, Simples Como Fogo, foi nos 80 que ela assumiu o trono de cantora de bom gosto e eleg�ncia, e nunca apelar para o cafona.

Chic, sensual e cool at� dizer chega, ela domina todas as r�dios, com sucessos arrebatadores, que v�o de
Veneno, Virgem, Nada por Mim e Uma Noite e 1/2, marcando seu nome como a melhor representante feminina do rock/pop nacional.

Sua carreira deu uma patinada no meio da d�cada de 90, gra�as em grande parte a perda da sua voz, causada pela perda do pai. Ela demorou a se recuperar. Chega a lan�ar dois discos para f�s e s� se recupera em 2000 com o show
Sissi Na Sua, que rendeu um dos seus melhores trabalhos em disco. Com pose de diva absoluta, ela volta a m�dia. Neste ano lan�ou o Marina Ac�stico MTV. Infelizmente n�o foi muito feliz no formato. Sua voz limitada e pouco folego para grandes vo�s resultaram num trabalho fraco e decepcionante.
Viaje no tempo e descubra o que rolou nos Anos 80 nos seguintes temas:

M�sica         Televis�o           Cinema
� Marcelo Oliveira - 2003.
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