Crônicas de um sobrevivente
[Capítulo 8] Batalhão 108 E.U.A.
[8]
O Batalhão 108, formado por 400 homens, todos fuzileiros navais dos
Estados Unidos da América. Desde sua criação o Batalhão
108 foi sempre foi considerado um dos melhores, por ao mesmo tempo conter
grandes soldados e pequenos prodígios na área militar. Sua
base ficava na Califórnia, porem em estado de guerra, alguns reservistas
poderiam ser convocados caso assim fosse necessário. Tudo começou
a alguns meses, quando um coronel do exercito americano decidiu montar uma
equipe de elite, os melhores dos melhores. Um batalhão que fosse capaz
de realizar missões que dificilmente um batalhão comum conseguiria.
Originalmente o batalhão foi criado por causa da guerra no Iraque.
Mas devido as novas circunstâncias, o batalhão 108 foi chamado
para uma nova missão, mais difícil, mais mortal. Uma missão
de resgate, porem, o que o batalhão precisaria enfrentar não
eram simples tempestades, furacões ou tsunamis que deixaram a população
sitiada, na verdade era uma coisa bem pior, eram zumbis, como aqueles de
filmes de terror. Quando a noticia chegou, ninguém acreditou, uns
diziam que a imprensa estava ficando louca, outros que aquilo não
passava de um golpe de marketing feito por um pais subdesenvolvido. Mas quando
chegou as imagens de pessoas sendo atacadas por indivíduos ensangüentados,
-esses que devoravam e passavam sua doença aos que tinham contato
com eles- o governo tomou uma decisão, e essa decisão mudaria
a vida de todos os soldados, inclusive aqueles que ainda estavam no Iraque.
[15:35 (Horário de Washington.)] 22 de Agosto de 2007
Base militar dos EUA, algum lugar em Nevada.
Dois homens discutiam numa sala grande e retangular, os dois estavam sentados
de frente para o outro, numa mesa redonda, onde no centro havia um telefone
de cor azul e com o simbolo dos EUA gravado no centro, não haviam
botões exceto um no centro. Só haviam eles na sala, que apesar
de estar de dia, era escura e unica luz que havia ali vinha das lampadas
brancas que ficavam no teto cinza escuro.
A sala era grande, porem simples, haviam alguns computadores de ultima geração
numa ponta distante da mesa, e por toda a sala haviam pequenas passagens
por onde o ar entrava, filtrado. Num canto a direita da mesa, uma pequeno
compartimento, onde alguns mantimentos ficavam em caso de emergência,
e a esquerda, encontrava-se a porta, alta e imponente, ela era assim como
toda sala, da cor cinza, e a um canto havia um pequeno identificador de digitais
e uma pequena fissura para se colocar o cartão de autorização.
Esses eram os unicos jeitos de sair ou entrar ali. Primeiro, a pessoa precisava
se identificar para um computador, depois precisava colocar seu indicador
na area verde, para que o computador fizesse o reconhecimento (antigamente
era o polegar, mas depois de uma falha na segurança, esse procedimento
mudou), e depois, ainda era necessário passar o cartão, esses
três requisitos faziam com que a sala fosse considerada de segurança
máxima, e só comandantes das forças militares dos EUA
e o presidente obtinham o acesso nível 33 (necessário para
entrar na sala).
Os homens que discutiam a um bom tempo eram Jack McNair e Robert Smith, dois
generais do alto escalão das forças armadas dos EUA, usavam
uma farda característica das forças armadas, os dois esperavam
uma ligação de alguem importante.
--...Droga Jack, você é teimoso! Já disse, nos não
temos pessoal nem
recursos suficiente para manter duas campanhas nesse nível! Alem do
que mais, nos provavelmente deveríamos terretirado nosso batalhão
muitos meses atras, e você sabe disso.
--Isso não é uma decisão sua, Robert, nos somos veteranos
do Vietnã, e sabemos que um outro conflito desses pode implodir a
qualquer hora. E esses terroristas, temso que dar um fim neles de uma vez
por todas! A ONU pode muito bem cuidar do caso no Brasil!
Robert se levantou da cadeira, apesar de seus 65 anos, seus amigos diziam
que ele parecia ter 45 pelo menos, possuía poucas rugas, e seu rosto
claro e olhos azuis o faziam mais jovial, porem sua expressão estava
enrugada ais que nunca, ja estava farto daquela idéia de que o Iraque
era o foco, pelo menos naquele momento, a situação no brasil
estava critica, ele soube disso a poucos dias, as o que viu foi suficiente
para saber que não estavam enfrentando uma situação
qualquer, aquelas pessoas, zumbis ou algo parecido estavam atacando inocentes,
e ele sempre gostou do Brasil, sua população pacifica, porem
agora, o pais estava desmoronando, a Inglaterra ja havia agido por conta
própria, assim como a china e um dia atras haviam enviado homens para
ajudar a conter a infecção. E não era so o Brasil, outros
país como Uruguai e Argentina ja registravam muitos casos, algo tinha
de ser feito, antes que seja tarde.
--Nos não podemos deixa-los na mão, eles sempre foram boa gente, é um
país, Jack, um país, e todos estão morrendo agora, e
o Brasil não tem exercito pra conter algo daquele, ouvi dizer que
São Paulo ja foi fechada, a região toda, e que eles estão
tentando segurar as pessoas lá, dizem que foi lá que tudo começou.
Não podemos deixa-los lá, não mesmo!
Robert suspirou, aquilo era verdade, ele ouviu mais cedo que o Basil ja estava
usando o máximo de seus homens, e que Brasília ainda estava
sendo protegida e que o presidente estava a ponto de abandonar o pais, tudo
em menos de duas semanas. Nada fazia sentido, zumbis, como de filmes, e eles
estavam massacrando a população. Pelo menos toda a América
do sul a estava tendo casos parecidos. Mas os EUA não eram salva vidas,
não poderiam enviar de uma hora pra outra milhares de pessoas do Iraque
para o Brasil, as familias não aguentariam.
--Não podemos fazer isso, nosso contingente ja esta ha muito tempo
no Iraque, não podemos fazer isso de uma hora pra outra, é impossível!
--Não, não é, eles estão sofrendo, e é nossa
obrigação como potência ajuda-los!
--Jack, ele se foi, não podemos colocar nosso pessoal em risco assim,
por causa de um velho amigo.
Jack desviou o olhar, a muito tempo, na época do Vietnã, ele
havia se tornado grande amigo de um brasileiro naturalizado americano, os
dois se conheceram em campo de batalha, e depois seguiram todas as batalhas
juntos, em seu pelotão, eles juntos costumavam se proteger um ao outro,
e quando faltava poucos dias para eles irem embora do Vietnã, um atentado
matou seu amigo, e ate hoje, ele se culpava pela morte trágica. Mas
isso não tinha ligação com o agora, era dever deles,
mas somente um homem poderia dar permissão para isso. E era esse homem
que eles aguardavam a ligação.
--Tudo bem, eu vou aguardar a decisão dele.
Robert concordou e esperou, quinze minutos depois, o telefonema tocou. Os
dois se olharam decidindo quem atenderia, Jack atendeu finalmente.
--Alô?
E do outro lado da linha uma voz respondeu, em tom brincalhão.
--Você sabe que somente uma pessoa tem esse numero em sua agenda, não
precisa atender com duvidas, Jack McNair.
--Desculpe Sr., mas não estava esperando essa ligação
tão cedo.
--Não se preocupe, quem esta ai com você? --O tom da voz ficou
serio de repente.
--General Robert Smith, do alto escalão, somente.
--E os outros?
--Estão a caminho.
--Certo, mas infelizmente, não podemos espera-los.
--Sim, senhor.
Robert ergueu as sobrancelhas, e Jack fez sinal para que esperasse.
--Então senhor, sobre esse assunto.
--Sim, eu vou dar as ordens...
Jack prestou atenção, depois de um breve tempo, ele respondeu.
--Sim, senhor, imediatamente.
E desligou.
--Então? Perguntou Robert. --Quais são as ordens?
--Devemos imediatamente retirar o pessoal do Iraque e envia-los ao Brasil,
junto de um reforço daqui, a Rússia ja esta enviando homens
para outros países da América do Sul, mas nosso foco é o
Brasil.
--E ele especificou algum batalhão que deve ir ao Brasil primeiro?
--Sim. Jack ficou serio de repente. --Sim, o Batalhão 108, estas foram
as ordens do Presidente dos Estados Unidos da América.
Uma hora depois, o Batalhão 108 já estava a caminho do Brasil.
"C.R.A.Z.: Centro de Resistência Anti-Zumbi"
"
A maior virtude de um homem é a coragem."