Crônicas de um sobrevivente

 

 

[Capítulo 6] Desordem na America
[6]


[Dia 21 13h45min*]


Um homem estava sentado atrás de uma grande mesa, com um computador ligado e dezenas de documento entre outras coisas espalhados por ela. O homem por trás da mesa olhava atentamente para o monitor a sua frente, parecia ser importante. Derrepente uma batida na porta branca do escuro escritório o informa que ha alguém querendo lhe falar.
--Senhor? Diz a voz do outro lado da porta, o homem tira seus óculos de aros redondos e se levanta de sua confortável cadeira. Ele vai em direção a janela do escritório escuro e puxa as cortinas, um jato de luz clara invade a sala, o lugar de uma hora para outra passa a ser menos sombrio e toma uma aparência mais viva.
--Senhor? Repete a voz lá fora parecendo impaciente e batendo mais algumas vezes na porta.
O homem que estava espreitando o lado de fora da janela, estava de terno preto, gravata azul e calçava sapatos pretos bem engraxados. Seus cabelos ralos e brancos esvoaçaram enquanto uma leve brisa batia na janela, ele suspirou com calma e com a voz cansada respondeu a voz insistente.
--Pode entrar. Então ele se vira para ver quem é.
--Com licença, senhor presidente, é um assunto muito importante. Diz o homem.
Ele era baixo porem tinha braços enormes que pareciam não combinar com sua aparência estranha. Ele usava um terno azul forte, com uma gravata amarela, em seu pulso esquerdo encontrava-se um relógio prateado com detalhes em preto, era um Rolex, por sua cara era possível ver que estava trabalhando a dois dias seguidos sem dormir, havia enormes olheiras e uma pequena barba começava a nascer em seu rosto, o nome dele era Carter McClayne e ele era o atual secretário de segurança nacional dos Estados Unidos da America.
--O que é tão importante para você nem ao menos falar com minha secretaria antes de sair batendo na porta do meu gabinete? Diz o presidente em voz alta.
--Me desculpe senhor, mas é que sua secretaria não se encontrava em seu posto de direito, parece que ela teve uma leve... Ahh... Indigestão. Disse ele em tom pomposo.
O presidente recolocou os oculos novamente, não era muito comum sua secretaria, a Sra. Martha Suez sair de seu posto em pleno desenvolvimento de suas funções.
--Hun... Entendo então Carter, o que é tão importante assim para você vir aqui?
--Trata-se de uma grave situação, Senhor. Acabamos de receber noticias de que mais da metade da America do Sul já foi contaminada pelo agente biológico.
O presidente sorriu, e Carter estranhou, não era muito comum ver o presidente rir numa hora tão critica quanto aquela.
--A internet é o meio de comunicação mais rápido do mundo. Eu acabei de ler isso aqui mesmo numa pagina de noticias, mas o que me faz rir agora é que parece que a internet esta mais rápida ate mesmo que nossa agência de inteligência, Carter.
Carter balançou a cabeça negativamente. Aquela não era a noticia mais urgente naquela hora.
--Sim, mas o senhor já sabe que a infecção já alcançou a America Central? Se não tomarmos medidas agora, ela chegara aqui rapidamente.
--Então, o que sugere que façamos? Pergunta ele já suspeitando da resposta.
Carter tirou um pequeno mapa do bolso, o presidente olhou aquilo e achou graça, era bem a cara do Carter, prevenido como sempre carregar aquilo, se duvidar ele carregava ate mesmo uma bussola para casos de emergência.
--Vamos fechar as fronteiras aqui, aqui e aqui. Disse ele apontando para o que parecia ser o canal do Panamá e na fronteira com México.
--Esta querendo que eu feche o canal do Panamá?
--Sim. Continuou ele --Nos podíamos fechar completamente o canal do Panamá, bloqueá-lo, e colocar soldados lá. Colocaríamos barcos pelas redondezas e para ver se ninguém não tenta passar pelo mar. E vamos controlar o trafego na fronteira com o México.
--É um bom plano, mas não deveríamos estar ajudando estas pessoas?
--Sim, e estamos, ajudando a nossa população. Se esta infecção chegar aqui antes de termos uma cura, então nada poderá pará-los, as criaturas.
--Então, já estamos trabalhando na cura? Algum resultado positivo ate agora? Pergunta o presidente.
--Não, mas creio que é uma questão de tempo ate a encontrarmos, nossa equipe é a melhor do mundo. Afirmou com orgulho.
--Assim espero. Respondeu o presidente.
Carter estava esperando o presidente tomar alguma atitude, mas em vez disso ele começou a falar sobre uma possível ajuda:
--Um dia eles já foram humanos, Carter, e ainda ha pessoas vivas lá, não deveríamos enviar homens para ajudá-los?
Carter pensou rapidamente e respondeu.
--Nos vamos trazer uma grande parte dos soldados que estão no Iraque para ajudá-los. Mas creio que o Brasil já esta praticamente acabado senhor. A população a essa altura já foi erradicada.
O presidente sorriu e disse com a voz cansada.
--Quando eu era criança conheci um brasileiro, e ele era muito forte, chegou ate mesmo a me defender numa briga e me ajudou na escola. Foi uma grande pessoa e tinha por principal característica nunca desistir.
--O que o senhor esta querendo dizer?
--Os brasileiros são fortes, eles não desistirão tão fácil, Carter.
--Tomara que o senhor esteja certo, Senhor presidente.
O presidente confirmou com a cabeça serio e deu a ordem para as obras no canal do Panamá e nas fronteiras começassem.
No mesmo dia muitas pessoas já trabalhavam no canal construindo uma estrutura capaz de conter uma possível invasão.
Mal o presidente e seu secretario de segurança sabiam que a doença já havia se espalhado por alguns lugares do México. E já haviam infectados ate mesmo dentro dos Estados Unidos.


" C.R.A.Z.: Centro de Resistência Anti Zumbi
* Horário estabelecido de acordo com o fuso-horário de Brasília."


 

Hosted by www.Geocities.ws

1