Crônicas de um sobrevivente

 

 

[Capítulo 4] Guerra Civil Parte 2
[4]


O pior inimigo será eternamente a morte. Um final para todos os seres vivos desse planeta, porém a natureza sempre seguiu um curso. O primeiro morre para dar espaço ao próximo, desde o inicio dos tempos aqui na Terra tem sido assim, alguém morre, mas outro nasce, vive e morre para um próximo nascer e viver. Não é o que esta acontecendo nesse momento, de todas as crises que a humanidade já passou, esta está sendo a pior. Dessa vez não a um próximo para substituir o anterior e viver, desta vez todos estão morrendo, e acredito sinceramente, esse será o destino de todos, a completa extinção. Não posso deixar que isso ocorra, mas não parece que a muita escolha agora.

--Henrique, o que faremos agora!
Alguém gritara perto de mim, e eu voltei à tona, a chuva parecia ceder a sede por carne e sangue dos zumbis.
--Você ainda pergunta para mim?
Eu olho para todos os lados procurando uma saída, aquilo não poderia ser verdade, não podia acabar daquele jeito, mas e fosse à única opção então vamos morrer com honra lutando ate o fim, tentando salvar o que nos resta.
--Se vamos morrer, então vamos lutar o maximo que pudermos.
Robson me olhou espantado, e não era somente ele, todos me olhavam, o tenente então falou.
--Você tem razão, eu não quero morrer, mas minha família esta toda no abrigo, e eu preciso protegê-la.
Por um momento todos ficaram calados, os zumbis estavam apenas a vinte metros de nos, eu estava me preparando para morrer lutando quando um zumbi que estava na frente do grupo maior caiu. E outro em seguida, depois mais um. Uma voz ao longe gritou.
--ABAIXEM-SE!
Eu me joguei no chão, por um estante vi pessoas nos telhados das casas, apontando as armas para as centenas de zumbi que estavam caminhando em nossas direções.
--Urghh. Gemeu o zumbi curioso para saber de onde vinha o tiro, seu rosto morto e branco se virou para o mesmo telhado que tivemos a pouco, e levou um tiro bem na cara, caindo para trás.
--BOMBA!
Uma explosão que elevou labaredas de fogo e fumaça ocorreu um pouco à frente de nos, bem no meio dos zumbis, voaram pernas e pedaços de corpos, uma perna caiu bem do meu lado, o cheiro insuportável quase me fez vomitar. Eu me levantei devagar e olhei, tiros ainda enchiam a madrugada escura de luzes, e der repente tudo acabou, as outras pessoas que estavam comigo se levantaram aos poucos, o que víamos parecia impossível, quase todos os zumbis estavam abatidos, um trovão iluminou a rua que se encheu de soldados que pularam dos telhados. Eles agora matavam os zumbis restantes. Uma pessoa me pegou por trás e me puxou para perto dos outros, era um soldado. Ele vestia roupas militares, mas utilizava protetores de perna, braço e de ombro, um protetor peitoral e um capacete preto.
--Quem é você?
--Agora não garoto, temos que construir uma nova barricada aqui, e rápido, ha montes deles vindo para cá. Respondeu ele rispidamente.
Eu não tinha muita escolha então comecei a ajudá-los.
Utilizamos tudo que pudesse nos ajudar a formar uma barreira para conter o avanço dos zumbis.
--Muito bem. Disse o líder deles quando terminamos.
A chuva já estava fraca naquela hora, em pouco tempo comissária a clarear.
--Então, vai responder minha pergunta? Perguntei a ele novamente. Seu rosto coberto pelo capacete negro virou-se para mim, eu permaneci olhando ele, talvez numa falsa esperança de conseguir perfurar o capacete e ver seu rosto. Ele respirou profundamente e colocou as mãos no capacete e o retirou de sua cabeça. Seu rosto era de um homem de uns quarenta anos, seu cabelo tinha pequenas mechas e pontas brancas. Seus olhos eram negros e perfuravam os meus. Eu mantive o olhar serio. Em sua face esquerda havia uma pequena cicatriz, talvez decorrente de alguma luta, sua aparência inspirava poder, quando ele falou, porem, tudo foi para o ralo.
--Estou precisando de ferias. Suspirou, então falou num tom energético. --Já ia me esquecendo, eu sou o Rodrigo Montella, coronel e líder dos Fuzileiros Navais.
Eu ergui a sobrancelha, o que um coronel estaria fazendo no campo de batalha?
--Eu sou Henrique Chemite.
--Claro, quem esta no comando aqui?
--Eu, tenente Sousa da Policia Militar.
Respondeu o tenente que conversava com um policial do nosso grupo.
--Hun... Tenente, você pode me levar até o Capitão Marcos?
--Claro, por aqui Coronel, não achava que chegariam tão rápido.
--Ah, bem, tivemos um imprevisto, mas nosso comboio conseguiu sair de São Paulo, estão a 60 km daqui, eu pedi que mandassem nossos melhores homens para cá.
--Quantos homens o senhor tem?
--Sessenta e dois. E me diga, como esta a situação?
--Péssima, perdemos muitos soldados, dentre eles menores de dezoito anos.
O Coronel fechou os olhos e suspirou, então o nome do Capitão era Marcos? Intrigante, mais intrigante era que alguém havia enviado um pedido de socorro que eu não sabia.
Continuamos andando rápido, o Coronel deu ordens a seus homens para ajudarem nas outras barricadas, eles obedeceram, alguns policiais também os seguiram, mas Sergio, Robson, Felipe e eu continuamos ali andando a frente, escutando a conversa do coronel com o tenente. Eles diminuíram os passos, mas eu ainda consegui escutar alguma coisa de sua conversa.
--... e eles agüentam? Você acha? Eles são novos demais, não suportariam muito...
--Não tivemos escolha, eles não sabem, mas muitos dos nossos homens se transformaram, e ficamos com baixo pessoal.
Barulhos de tiros ecoaram ao longe, a chuva já havia cessado, chegamos ao final da rua, o coronel segurou firme sua metralhadora, ele virou a esquina e nos também, as únicas armas que tínhamos eram facas, todas as armas de fogo haviam ficado para traz. O céu assumia uma coloração rosa, estava amanhecendo. Começamos a correr o coronel já havia desaparecido na curva da rua, POW, mais tiros ecoaram, nos começamos a correr meio abaixados, eu cheguei primeiro na curva da rua. Eu encostei meu rosto no muro e olhei através de sua curvatura.
Havia soldados de com capacetes preto por toda a parte, dando tiros em coisas que pareciam zumbis.
--Não!
O tenente começou a correr para ajudá-los, Robson, Sergio e Felipe o seguiram, eu fiquei lá, pensando, "se ha zumbis aqui na rua, quer dizer que eles perderam a batalha, todos estão indo no mesmo lado, mas não havia barricadas somente para esse lado, ha outras seguindo pelo outro lado da rua".
" Droga, eu vou para o outro lado, é para lá que fica a entrada principal, e é para lá que eu vou."
Eu corri como um louco pela rua deserta, passei por uma rua onde havia uma barricada, havia corpos para todos os lados, nenhum sinal de pessoas vivas, exceto por um zumbi no final da rua que comia algo "não tenho tempo para verificar". Uma idéia surgiu na minha cabeça, e se os outros grupos também perderam a batalha, poderia haver zumbis tentando invadir o complexo.
Passei por mais uma rua, ela estava deserta, um barulho de explosão veio do lugar onde estavam os outros, eu não me importei, precisava ver com meus olhos, precisava confirmar minhas suspeitas. Vi corpos pelo chão, mais nada de pessoas vivas de novo, comecei a achar estranho aquilo, onde estava todo mundo?
--Não, droga, não pode ser.
Eu havia chegado à entrada principal, que ficava quase que de frente para uma rua onde havia barricadas, onde o capitão havia nos treinado ontem. À medida que eu me aproximava, uma sensação de medo invadia cada vez meu corpo. Pessoas, muitas das quais estavam no pátio antes da missão estavam ali todas mortas, havia sangue para todo lado, e zumbis andavam despreocupadamente, quando me viram tentaram me pegar, mas eu desviei e cheguei bem na frente do portão, ele estava aberto e todo amassado, a fechadura havia sido quebrada, atrás de mim, no lugar onde estava uma barricada havia agora zumbis por toda a parte, eu não dei bola para eles, a chuva deveria deixar poças de água, mais o que eu via eram poças de sangue, por todos os lados, o lugar estava todo destruído, eu me aproximei do segundo portão, improvisado, mas que estava todo destruído, cinco zumbis estavam ali, tentaram me pegar, reparei que alguns deles estavam usando a camisa da policia.
Com a faca matei um zumbi, mas havia mais quatro, com um chute forte empurrei um para o lado, outros três vinham em minha direção, catei uma pedra no chão e bati na cabeça do mais próximo de mim, ele caiu no chão, miolos saltaram dele, a batida havia sido forte demais.
--Urggghhh!
Um zumbi me puxou para perto dele, suas mãos podres estavam me apertando, eu girei e me livrei delas, puxei a faca que estava dentro do crânio do zumbi no chão e com um golpe rápido e certeiro cortei as duas cabeças o mesmo tempo, o zumbi que eu havia empurrado tinha tropeçado nas pedras e caiu no chão de barriga para cima, a imagem era cômica demais, e eu só não ri por que tinha coisas mais importantes a fazer. Quebrei sua cabeça minha perna direita e continuei subindo ate chegar ao prédio onde funcionava o abrigo. A grande porta de ferro estava encostada e havia partes amassadas, empurrei a porta um pouco e dei uma espiada.
--Urghhh.
Gemidos, barulho de carne sendo estraçalhada, o pátio estava coberto de zumbis, que brigavam por pedaços de carne humana, o sangue escorria por todo o cômodo. A imagem não durou muito, um zumbi olhou para mim, e eu fechei a porta rapidamente e comecei a correr pelos terrenos, cheguei a mais um prédio, onde havia um amontoado de zumbis na porta entrando. Corri o mais rápido o possível, quando um maldito zumbi aparece na minha frente, seu gemido anunciava a morte, e seus olhos diziam que eu deveria me render, mas eu não era um bom perdedor, peguei um impulso e me levantei no ar, com os dois pez estendidos para frente, os punhos fechados. Eu acertei seu peito perfurado por mordidas, o zumbi voou para trás e caiu, eu também cai, me levantei rapidamente e matei o zumbi, continuei correndo, mas um barulho no meio das arvores me fez parar. Alguém estava me seguindo.
Vi a arvore mais fácil de subir, e a escalei. Olhei para os lados, como eu suspeitava, o terreno estava cheio de zumbis, havia vários deles bem no lugar onde eu acabara de matar um de seus companheiros, eles, porem passaram por ima dele e continuaram andando.
Eu desci da arvore e comecei a correr, empunhando o "facão", "o terreno é enorme, precisarei correr muito". Eu sai numa clareira, de frente para mim havia um barranco e nele havia muitas marcas de coisas que pareciam tiros, "deve ser aqui que treinam tiro" eu corri, por todos os lados eu podia ver zumbis por entre as brechas das arvores, "parece que a audição e o faro são os pontos fortes deles, quando estava chovendo, eles caminhavam com dificuldade, e erravam os botes, provavelmente por causa do mau funcionamento de seu tato, mas mesmo sem me ver sabem que estou aqui, e pior, sabem que estou vivo".
--Henrique, por aqui!
Eu olhei para cima, no alto do barranco Sergio jogava uma corda para mim, eu segurei nela, mas não iria conseguir puxar, Sergio começou a puxar com ajuda de um soldado de capacete preto. Conseguiram me puxar, bem nesse momento, alguns zumbis apareceram na clareira.
--Vem, vamos logo. Disse Robson.
Nos corremos, até alcançar a entrada dos fundos.
--Onde esta o Felipe? Perguntei.
Sergio olhou para mim, então calmo disse:
--Felipe esta morto, Henrique.
Levei um susto, só podia ser brincadeira, Felipe morto? Não podia ser verdade.
--Vocês estão brincando não é? Não pode ser, eu sai de lá agora! Como isso pode acontecer?
Robson olhou para o chão, voltou se para mim e disse calmo, sua voz estava fraca.
--Nos não sabemos direito, estávamos lá, todos nos, saimos então em direção aos zumbis para ajudar, e... E aconteceu...
Ele engoliu em seco, Sergio olhava para o portão fechado, pelo qual havíamos acabado de passar e estávamos nos preparando para ir junto dos soldados para uma base.
--Vocês mataram o maldito zumbi que fez isso?
--Não, não foi zumbi, foi uma pessoa que o matou, foi um policial, ele estava desesperado, puxou o pino de destravamento de uma granada, mas não a lançou, Felipe vinha atrás de nos e foi atingido por um estilhaço.
Era pior do que eu imaginava, a taxa de mortalidade das pessoas a minha volta era grande, e agora mais um estava morto, mais um amigo.
--Você quer ve-lo?
--Não. Respondi, acho que não agüentaria ver mais alguém que eu conhecia morto.
--Onde esta o Capitão? Perguntei
--Provavelmente morto. Não sabemos ainda, o tenente disse que da ultima vez em que eles haviam feito contato, a situação lá era critica, porem eles tinham bastante homens, mas eles já sabiam que o abrigo havia caído, segundo o coronel, eles já haviam conferido, nos fomos os únicos que restaram.
Fechei a cara, então todo aquele papo do coronel de querer ver o Capitão era apenas por que nos, crianças para ele estávamos por perto.
--Robson, Sergio, eu sinto muito, seus pais estavam no abrigo, deve ser muito difícil.
Robson abaixou o olhar e riu, parecia que as mortes de seus pais estavam engasgadas em sua garganta.
--Não, você não sente, quando foi a ultima vez que você sentiu algo de verdade? Você é frio, Henrique. Mas não se preocupe tanta gente já morreu e eu menti para você, meus pais já haviam sido infectados, nada iria mudar o destino deles.
Sergio continuou serio. Eu sabia que todos estavam sentindo muito a perda, mas tentavam disfarçar, e eu era o que mais disfarçava, eu sentia mais do que todos, tudo o que eu conhecia, minha casa, o meu pais estava prestes a morrer, um destino cruel de mais para se pensar, por um momento eu achei que iria chorar, mas lá no fundo me veio o sentimento de esperança, Bianca, ela poderia estar viva naquele momento, aguardando que eu voltasse, e também havia a C.R.A.Z., eu precisava contatá-los, se eu achasse um computador...
--Preciso ir atrás dela.
--Dela, da Bianca você quer dizer? Disse Sergio
--Sim, mas vou precisar de armas.
--Você quer armas, garoto?
Alguém falou ao meu lado, era o Coronel, ele estava sem o capacete, e pareceu entediado com a situação, por mais incrível que isso pareça.
--Sim, eu... Preciso de algo que possa me ajudar a resgatar uma pessoa.
--E onde está essa pessoa?
--Santana.
Ele levantou o olhar, depois falou decepcionado:
--Sinto muito, se fosse mais perto, poderíamos ajudá-lo, mas não será possível, São Paulo é muito grande, e sua população que agora são zumbis também, nosso comboio esta esperando fora da cidade, e precisamos sair daqui o mais rápido o possível.
--Só preciso de algo que me ajude a sobreviver aos zumbis.
Ele olhou para mim e disse:
-- Eu levaria todos vocês comigo, porém não posso obrigá-los, se essa é sua decisão, então iremos ajudá-lo.
--Nos também vamos. Disse Robson que estivera quieto durante toda a conversa com o coronel.
O coronel agora fitou os olhos em nos três.
--Você tem bons amigos, Henrique Chemite.
--Obrigado senhor, o que tem para nos ajudar?
--Sigam-me.
Enquanto íamos aonde estava o resto do pessoal, largados no meio da rua, se preparando para contornar a considerável quantidade de zumbis que estava rodeando as novas barricadas, olhei para os dois melhores amigos meus.
--Vocês não precisam fazer isso, muita gente já morreu, eu não queria que isso acontecesse com vocês.
--Não pode nos impedir Henrique. Além do mais, sem nos você não conseguiria sobreviver nem uma hora nessa cidade.
Eu sorri.
--Obrigado mesmo, a vocês dois.
Os dois concordaram. Chegamos onde dois soldados matavam zumbis com espadas e lanças, tentando abrir caminho para passarmos. Eu olhei aquilo com interesse. Já que parecia que a audição dos zumbis era aguçada, sair dando tiros não seria uma boa idéia.
--Certo, vocês vão correr quando eu disser para correrem , vamos passar por esses zumbis e chegar aos carros na construção do prédio assim como o planejado! Falou o coronel em voz alta para todos os presentes (exceto os zumbis).
--Quando eu contar três, em fila! Vocês garotos, fiquem perto de mim. Um, dois, três! Vai, Vai, Vai!!
Começamos a correr, os soldados colocaram os capacetes e as proteções e começaram a correr, lanças, espadas e metralhadoras engatilhadas e prontas para o uso.
--Tome, peguem. Disse o Coronel nos passando três espadas.
Passamos facilmente pelos zumbis e corremos pela rua ate vermos uma grande construção, com portões fechados, assim que nos viram, dois soldados que esperavam la dentro abriram o portão, nos entramos e fomos em direção aos carros, Robson, Sergio e eu entramos no carro do coronel, eram Jipes verdes, quando entramos, um soldado ligou o carro e saímos a toda pelo portão, passando por uma rua deserta, andando sempre ignorando as avenidas, a nossa frente haviam duas Ranger pretas fazendo a escolta, e na traseira alguns carros. O coronel passou para gente três mochilas com rações do exercito, um radio de médio alcance, e também três pistolas 9 mm com 4 pentes.
--Ai tem tudo de que precisam. Cuidado com as espadas, vocês ainda não sabem usá-las creio eu?
--Não, mas aprenderemos.
Ele concordou, passou bainhas para nos, onde guardamos as espadas. Mas não era só isso, também havia a melhor parte.
--Uniformes. Disse ele. Três, um para cada um, vão ficar um pouco largos e pesados, mas serão úteis.
Imediatamente começamos a nos trocar, o carro era apertado, mas no final das contas conseguimos.
O coronel tirou seu capacete, e mandou o soldado que dirigia o carro também tirar.
--Tire-o, será mais útil para eles do que para nos. Olhem ai no bagageiro, a mais um.
Eu me virei e olhei no amontoado de armas, munições e sacos de ração do exercito, bem no fundo havia um capacete preto com riscos vermelhos e visou vermelho escuro, eu o peguei. Era diferente dos outros, e como só eu havia ficado sem capacete, o coloquei, era incrível, parecia proteger muito bem a cabeça de ataques de zumbis.
--Obrigado senhor. Agradeci a ele.
--Não ha de que, só posso dizer que lhe desejo boa sorte a todos vocês.
A velocidade do carro foi diminuindo, ele parou numa pequena ruazinha deserta, os carros passaram por ele, nos descemos, a ansiedade tomava conta de todos nos, um de cada vez agradecemos o coronel, que fechou os vidros e partiu.

--Bem, por onde vamos agora? Perguntou Sergio.
Eu sorri, o coronel nos havia deixado a umas seis quadras da casa de Bianca, uma pequena distancia comparado ao que eu havia percorrido dias antes.
--Vamos descer por aquela rua ali, e rápido, não sabemos por onde andam os zumbis...


" C.R.A.Z.: Centro de Resistência Anti Zumbi.
A GUERRA ESTA APENAS COMEÇANDO!"


 

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