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1- Instituições e
relações internacionais.
A
mesa tem por objetivo apresentar diferentes enfoques e metodologias na
relação entre a História das Instituições e Relações Internacionais.
Apresentando a multidisciplinaridade característica da área como
elemento de agregação dos trabalhos, pretende-se construir espaços de
reflexão a respeito das diversas formas de interação, cooperação,
conflitos e assimetrias de poder constituintes dos cenários regionais
e sub-regionais, bem como das dinâmicas históricas da sociedade
internacional. Nessa perspectiva, diferentes atores poderão ter seus
posicionamentos, ações e visões enfatizados e confrontados: os
Estados, as elites, as organizações governamentais e
não-governamentais, as empresas e outras formas de entes corporativos
atuantes nos diversos campos da esfera internacional, tais como o
diplomático, o político, o militar, o econômico, o jurídico, o
científico e o cultural. Poderão igualmente ser objetos de exame
específico dos trabalhos as variadas concepções teóricas e
metodológicas da área, bem como a produção acadêmica existente.
2- Teatro como Instituição os atores sociais e o poder Simbólicos.
Nossa iniciativa de propor uma mesa que possa promover reflexões
sobre o Teatro como instituição, tem o objetivo de acolher os estudos
sobre o teatro na sua perspectiva simbólica, como um discurso
instituinte que, através da sua comunicação, institui ou busca
instituir uma codificação para a sociedade. Assim, nosso interesse
para essa mesa é promover um encontro entre aqueles pesquisadores que
atuam com as diversas abordagens culturais, do simbólico (Foucault,
Castoriadis e Bourdieu) nos seus procedimentos metodológicos. Nosso
recorte temático é o teatro como espaço múltiplo e dinâmico de
negociação das idéias, tramas e narrativas sociais nos processos
instituintes.
3- Historia e Ensino de Historia desafios saberes e práticas.
A mesa pretende enriquecer o debate acerca da instumentalização do
professor de História levando em consideração limites e possibilidades
à prática docente e da pesquisa em Educação, abarcando os estudos
sobre a formação de professores, os manuais didáticos, didática da
História, bem como o ensino e a aprendizagem da História na escola
básica.
4-
Relações de poder
e representações culturais no Império Português dos séculos XVI e
XVII.
A presente mesa tem como foco o debate em torno das redes clientelares
de poder, parentesco e de negócios que estiveram presentes na
constituição do Império Português entre os séculos XVI e XVII. Para
isso, serão considerados pertinentes os trabalhos que busquem a
análise da administração imperial e local, as biografias de seus
agentes e governantes, as representações culturais, os discursos
políticos e as trajetórias sociais que conferiram materialidade e
governabilidade ao Império Português nos tempos modernos.
5- Instituições Agrárias e propriedade e conflito de terra.
Trata-se de discutir temas relacionados à história da idéia de
propriedade no Brasil e dos conflitos fundiários, seus agentes e sua
atuação. Assim, discutiremos sobre a história do direito a terra no
Brasil e acerca das instituições agrárias. Neste sentido, serão
privilegiados os trabalhos que assumem o desafio de analisar os
fundamentos do direito a terra em sua relação com os conceitos de
campesinato, propriedade e política agrária. Aceitaremos os trabalhos
voltados para o estudo de projetos de reestruturação e/ou reforma
agrária no Brasil, tendo como base as diferentes legislações,
instituições e ações judiciais sobre o assunto.
6- Instituições e conflito no Brasil do século XIX.
A
mesa pretende reunir trabalhos que abordem disputas acerca das
instituições – no campo estatal, judicial, civil, religioso, simbólico
– que compõem o Brasil oitocentista e seus aspectos políticos,
econômicos ou culturais. Focando as instituições como espaços de
mediação entre a estrutura relacional e abstrata das relações sociais
e as atuações concretas dos agentes, as trocas propostas objetivam
salientar o caráter dinâmico e conflitivo das instituições. O debate
deve englobar lutas – materiais e simbólicas – em relação aos projetos
de nação e sociedade que se forjaram no período em tela,
relacionando-se às estruturas de poder construídas, refutadas ou
legitimadas no oitocentos brasileiro.
7-
Sociedade, poder,
instituições e cultura no Império colonial português
Da finisterra da Europa para os cinco continentes do mundo, o império
português, suas instituições e seus domínios nos descortinam várias
questões: Poder central ou poderes locais? Centros ou periferias?
Coroa ou conquistas? Metrópole ou colônia? São questões para se
conectar e ampliar o estudo do Reino português, privilegiando o
período compreendido entre o movimento da expansão marítima, no século
XV, ao declínio do antigo regime europeu, no XVIII.Ancorado em
pesquisas de relevância e debates historiográficos atualizados,
percebendo ora a Coroa como centro de poder decisório, ora suas vastas
colônias como pontos de articulação e dinamismo, nos fazem ver e rever
questões de relevância para o bom debate acadêmico a respeito das
formas como se organizaram as instituições no período moderno.
Conselho Ultramarino, Mesa de Consciência e Ordens, Desembargo do
Paço, Câmara, Alfândega, Fazenda Real e governos coloniais, são
exemplos de algumas instituições que nos têm muito a desvendar. Os
estudos de vários objetos de investigação em diversas temáticas serão
bem-vindos para traçar a tessitura deste império português.
8- Crise do Império e
Instituições republicanas.
O
objetivo da presente mesa é discutir os principais métodos e
perspectivas da produção historiográfica acerca do período que
compreende a segunda metade do século XIX e sua relação com a
História das Instituições. Com isso, será construído um espaço de
debates e discussão, bem como de apresentação de novas perspectivas de
pesquisa diante dos principais objetos e atores deste período, como:
Estado, elites, intelectuais, ciências, imprensa, oligarquia,
cafeicultura, movimento abolicionista e republicano, entre outros.
9- Instituições e
intelectuais no Brasil republica.
A
história das instituições de um país muito pode refletir a sua
atualidade. Essa sessão pretende abordar a temática dos estudos sobre
as instituições do Brasil República. Aspectos concernentes à história
e historiografia dos intelectuais e das instituições serão analisados
na esfera do republicanismo e de suas relações de poder, além dos
diversos projetos político-sociais existentes na cena pública
brasileira durante os séculos XX e XXI.
10- Poder, Cultura e
Imaginário Medievais.
Este espaço
pretende discutir as vicissitudes do poder medieval e seus reflexos na
produção cultural, imaginário, manifestações religiosas e relações
sociais. Priorizamos assim, estudos que se debrucem sobre o período
medieval em reflexões sobre o fenômeno do poder em múltiplas e
diversas instâncias. A fim de agregar os estudiosos sobre o medievo e
incrementar o debate, neste espaço, entendemos a interdisciplinaridade
como uma característica importante. Pretende-se abarcar, em suma,
temas que envolvam as esferas jurídicas/ institucionais/culturais e
Intelectuais.
11- Instituições
militares estratégias, sociabilidades e rede poder.
Pretendendo ser um espaço de
debates acadêmicos, esta sessão prioriza os estudos sobre as
instituições militares, tanto do ponto de vista organizacional, com
foco nas estratégias da instituição, quanto do ponto de vista social,
observando a trajetória de grupos e indivíduos específicos componentes
das forças armadas. Guiando-se pela nova luz que se lança sobre o
estudo das instituições militares, considera-se fundamental reunir num
mesmo espaço de divulgação e debate historiadores, sociólogos,
antropólogos, cientistas políticos e outros estudiosos oriundos de
diferentes perspectivas e experiências de pesquisa. Assim, espera-se
reunir estudos que contemplem o pensamento, a estratégia, o cotidiano
e as relações de poder nas Forças Armadas.
12-
Perspectivas da História Ambiental no Brasil: estudos de
casos.
Os Novos estudos da disciplina História
Ambiental rejeitam a idéia de que a experiência humana se desenvolveu
sem a influência do meio natural, de que os seres humanos seguem
dissociados das ações da natureza, e principalmente de que a
degradação causada pelo homem à natureza pode ser esquecida. Dessa
forma, a História Ambiental é parte de um esforço que visa tornar a
pesquisa na História mais receptiva às novas demandas da sociedade. A
história não foi a única disciplina afetada pelo recente
interesse sobre a natureza: o direito, a filosofia, economia,
sociologia e principalmente a educação também estão sensíveis às
demandas levantadas pelos estudos ambientais. Dessa forma, objetivamos
nesta mesa debater os trabalhos que tenham como enfoque a diversidade
conceitual (natureza, paisagem, ambiente, território, espaço) que
serve de base para a pesquisa no campo da história ambiental.
13- Historia Social do Direito e teoria institucional.
A presente mesa pretende abrir um espaço para apresentar e discutir
trabalhos que enfoquem processos e conflitos referentes à construção
de idéias jurídicas, de noções de direitos e de normas do Direito.
Atualmente há uma nova tendência nos estudos históricos, que aponta
para um novo ciclo de debates direcionados à compreensão tanto do
Direito institucionalizado pelo Estado quanto das percepções de
direitos formulados em meio ao tecido social. A mesa servirá de espaço
para debater as interseções entre estes estudos, os espaços de
conflitos sociais em torno destas formas de compreensão das idéias
jurídicas, e as disputas para a institucionalização de noções de
direito, por exemplo na forma de normas legais do Estado.
14-
Sociedade,
Cultura E Instituições na Antiguidade Clássica.
A
mesa colocará em debate perspectivas de estudo sobre temas vinculados
a pesquisas relativas ao mundo antigo. Serão privilegiados trabalhos
que versem sobre aspectos da sociedade e cultura antigas, bem como o
papel desempenhado pelas instituições. Não obstante, considerando que
a Antiguidade Clássica, e também a Oriental, tem servido de
instrumento para a elaboração de trabalhos a partir da focalização em
novos objetos e abordagens que promovam o repensar da utilização de
conceitos como os de imaginário, identidade, representação e memória,
nos estudos históricos, sugerimos que na estreita relação entre
passado e presente, pensemos no estudo da antiguidade clássica como
uma forma de reflexão sobre o mundo em que vivemos. Acreditamos ser
importante o debate e a integração de pesquisas, num espaço em que a
troca de experiências possa colaborar para o desenvolvimento dos
estudos clássicos no Brasil.
15-
História
da África: como quebrar paradigmas?
Quantos de nós nunca imaginamos a África como um continente composto
por uma enorme savana a céu aberto, dominado por miséria, guerras
civis e doenças como a AIDS? Talvez as idéias sofram alguma variação,
porém os estereótipos sempre aparecem como ponto comum. O que
verdadeiramente sabemos e conhecemos sobre a África? Quantos de nós
estudamos a África no período escolar? Quantos tiveram a disciplina
História da África nos cursos de Graduação? Podemos constatar o quanto
é necessário a formação de cidadãos capacitados a agir e interagir
numa nova realidade, que requer a revisão dos currículos, das práticas
pedagógicas, dos conteúdos e da elaboração de novas abordagens e
reflexões, pois qualquer tipo de generalização e simplificação não é
capaz de abarcar a verdadeira complexidade do continente africano.
Desta forma o principal objetivo deste simpósio é promover o diálogo
entre diferentes pesquisas, proporcionando um novo olhar sobre a
África e sua História
16-
Imigração: perspectivas políticas e sociais.
A
presente mesa tem como objetivo abarcar temas relacionados à imigração
entre os séculos XIX e XX. A imigração poderá ser compreendida em
diferentes faces e aspectos. Estudos de caso, debates teóricos e
historiográficos, análise de políticas imigratórias e sociabilidades
dos imigrantes são modalidades que, certamente, constituem trabalhos
que podem contribuir para o debate da temática. Cabe destacar o papel
das instituições no processo imigratório e das relações com o
imigrante. As investigações com relação às questões imigratórias,
podem se apresentar como passos para compreensão dos interesses de
diversos grupos no âmbito social, bem como governamental.
Compreendem-se ainda como temas para esta mesa aqueles que englobem
temáticas relacionadas à nação, identidade e trabalho.
17-
História das
Ciências e da Saúde.
Esperamos que neste simpósio possamos observar a apresentação de
estudos históricos que tratem da importância do desenvolvimento da
ciência e da saúde no processo de construção do Estado Nacional,
sobretudo no Brasil. Com isso, desenvolver um debate que contribua
para a análise e reflexões acerca da história da ciência e da saúde
contemplando, no nosso entender, a relação da história social e
política e a construção de instituições e saberes políticos e
científicos. Seguindo as tendências mais recentes desta linha,
priorizaremos abordagens que compreendam uma história social das
ciências, onde a ciência deixou de ser compreendida como uma entidade
autônoma e regida por leis internas de racionalidade e passou a ser
entendida como uma atividade social, sujeita ao contexto em que era
produzida.
18- Historia Urbana.
Uma cidade nunca é natural. É sempre fruto de construções humanas,
artificialmente levantada com muito mais que pedras e tijolos. É a
expressão de uma multiplicidade de conceitos, conflitos,
representações e noções de mundo que permeiam pessoas diferentes, e
que por isso mesmo traduzem suas peculiaridades para a formação de uma
cidade. Esta mesa debaterá trabalhos que enfoquem histórias de
cidades, de processos de urbanização, de disputas e conflitos
envolvidos, para que se possa compreender o espaço urbano como o
resultado em construção de forças sociais em permanente disputa.
19- Arte, poder simbólico e
representação.
O
antropólogo Clifford Geertz, em seu famoso estudo sobre o
Estado-teatro em Bali no século XIX, chamava a atenção para a faceta
simbólica do poder, faceta esta que seria expressão tão legitima e
constitutiva da própria “essência” do poder quanto a violência, por
exemplo; o que sugeriria (e aqui é impossível não trabalharmos com os
conceitos de Pierre Bourdieu) uma disputa pelo monopólio do poder
simbólico, sobre quem e o quê será ouvido. Entendendo-se a sociedade
como constituída de diversas relações de poder, esta mesa visaria,
então, perceber como as diversas manifestações artísticas, das artes
plásticas ao teatro, podem ser interpretadas, através dos tempos, como
mecanismos de poder, auxiliando no exercício da coerção, dominação,
legitimação ou contestação. |