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Projetos de Pesquisa Meus Trabalhos Eu e minha Disciplina

RESUMO DO PROJETO - DOCUMENTO

 

C�DIGO DO PROJETO:__PROPP 600.07.1300.063______________________________

�REA DE AC�O: Regi�o Cacaueira da Bahia

T�TULO DO PROJETO: CUSTOS EFETIVOS DE PRODU��O DE CACAU

-UM PROJETO-PILOTO EM BUSCA DE MAIS E MELHOR CONHECIMENTO EMP�RICO E, CONSEQ�ENTEMENTE, TE�RICO.

 PROGRAMA: ECONOMIA DA PRODU��O AGR�COLA

ORIENTADOR:

EXECUTOR: O AUTOR

LUIZ BRAND�O FREIRE, Eng.Agr.B.S, UESC

GILBERTO C. C. MASCARENHAS, Eng.Agr, M.S.CEPEC/CEPLAC.

ALFREDO DANTAS LANDIM, Eng. Agr. M S, EMPRES�RIO.

LUIZ HENRIQUE DE AZEVEDO DIAS, Adm. Empr. M. S. , EMPRES�RIO.

AUTOR: HILMAR I S FERREIRA , Eng. Agr. , M. S., UESC.

LOCAL DE EXECU��O: UESC, Fazendas Jassy, Arataca, Fazenda Cariri, Una(BA), do Eng.Agr.M.S, Alfredo D. Landim e Fazenda Nossa Senhora da Vit�ria, Buerarema, do Adm. Emp. Luiz Henrique Azevedo Dias.

IN�CIO: JAN/1998 T�RMINO: CONT�NUO

PALAVRAS-CHAVE:

Economia da produ��o agr�cola; custo de produ��o agr�cola; tecnologia; coeficientes-t�cnicos; rentabilidade; distribui��o de freq��ncia de coeficientes-t�cnicos insumo/insumo e insumo/produto. Fun��es de produ��o agr�cola.

RESUMO DO PROJETO:

Montado com o car�ter piloto este projeto visa acompanhar o processo produtivo de fazenda(s) de cacau, de modo a ter ao fim do ano agr�cola registro da tecnologia empregada (via coeficientes-t�cnicos), do custo de produ��o efetivamente praticado, da produ��o, venda e rentabilidade do neg�cio.

O produto principal desta atividade de pesquisa ser� s�ries temporais e espaciais de dados prim�rios sobre o setor agr�cola, de alta validade para o planejamento e a condu��o do neg�cio agr�cola.

O Projeto tamb�m � modular, no sentido de que pode ir ampliando a �rea de atua��o, de modo que nalguma altura de sua execu��o, poder-se-� inferir, no campo espec�fico, sobre diferentes sistemas produtivos, classificados quanto ao tamanho da �rea produtiva, � regionaliza��o (agrossistemas), sistema administrativo, rela��es de produ��o(sistema arista, parceiria etc) e quanto a outras grandezas ou caracter�sticas.

O Projeto � o primeiro componente de um Programa de Economia da Produ��o Agr�cola, que objetiva conhecer e acompanhar o setor � luz do conhecimento das Ci�ncias Socioecon�micas. A estrutura��o deste Programa � mais uma tarefa -- n�o programada aqui -- inerente � execu��o deste Projeto.

A estrutura operacional do Projeto cria a fun��o de "Observador Econ�mico", cuja atividade consiste em coletar e manusear informes semanais sobre o sistema produtivo, de modo a n�o se perder a mem�ria dos fatos e atos da produ��o, nem os elementos quali-quantitativos que a representam.

O projeto ser� conduzido com a participa��o da Divis�o de Socioeconomia do Centro de Pesquisas do Cacau-CEPEC, da CEPLAC, na pessoa do Pesquisador Gilberto C. C. Mascarenhas, que estar� em contacto com a execu��o do projeto, bem como com a colabora��o da �rea de Administra��o Rural da UESC, na pessoa do Eng.Agr. Luiz Brand�o Freire. Empres�rios rurais, fazendeiros, a exemplo dos dois que j� apoiam o projeto neste momento – Alfredo Dantas Landim e Luiz Henrique Azevedo Dias – tamb�m ter�o participa��o solicitada.

O projeto pode se ampliar para a frente --- fornecendo dados ---, para os lados --- tendo sua metodologia aplicada a outras atividades agr�colas.

JUSTIFICATIVA

A presente proposta de trabalho foi concebida tendo em vista suprir uma necessidade vital para o agroneg�cio, que � a disponibilidade de elementos informativos para a �rea da produ��o.

Coeficientes-t�cnicos que circulam na literatura mundial s�o, em geral, obtidos de modo subjetivo, em conseq��ncia gozando de pouca confian�a nos meios condutores do neg�cio agr�cola.

A natureza cont�nua deste projeto, i.e., a sua execu��o em car�ter permanente, decorre da necessidade de se colecionar as citadas informa��es t�cnicas, i.e., as rela��es entre os insumos e os produtos e entre os insumos para as diferentes atividades agr�colas, gerando bancos de dados que ir�o "amadurecer" ao logo do tempo. Inicialmente, enquanto "verdes", tais bancos de dados ser�o cuidados para gerar seus primeiros frutos ao fim do primeiro ano agr�cola real. Tais frutos ser�o informes sobre a tecnologia efetivamente usada, os custos, as receitas, a rentabilidade privada. Potencialmente podendo tamb�m oferecer a contra-parte social. Com o sucessivo ac�mulo de anos agr�colas de fato trabalhado, ent�o o projeto chegar� � sua contribui��o maior � sociedade, constitu�da de par�metros confi�veis e representativos, obtidos.

HIP�TESES:

O sistema de produ��o de cacau, com a tecnologia de fato usada, se mostra economicamente recomend�vel , tanto do ponto de vista de indicadores anuais, tais como lucratividade, tempo de retorno do capital etc, como do ponto de vista de indicadores do horizonte de planejamento, tais como taxa interna de retorno, valor presente .

O sistema de produ��o de cacau tem sido eficiente na utiliza��o do subsistema de recursos de que faz uso, eficaz e efetivo no emprego que otimiza os resultados obtidos do elenco dos recursos, considerando inclusive os aspectos de sua conserva��o.

Aos est�mulos, o sistema produtivo do cacau est� constantemente mudando de tecnologia, mudan�a esta expressa pela varia��o continuada e constante dos coeficientes-t�cnicos de produ��o, tanto os do tipo insumo/insumo, que ligam quantidades de fatores ao fator terra, como os do tipo insumo/produto, que vinculam quantitativos dos investimentos ao "out-put".

Os coeficientes-t�cnicos ( insumo/insumo e insumo/produto) t�m fun��o de densidade de probabilidade ou distribui��o de freq��ncia normal.

S�NTESE DA BIBLIOGRAFIA USADA

 PALHANO(1974) considera dois conceitos de "Conjuntura Econ�mica" que, enfocada no seu aspecto mais geral significaria "Situa��o Econ�mica" e surge na literatura no in�cio do Sec.XX, como uma rea��o ao excesso de abstracionismo. O estudo da vari�veis num dado tempo seria a "Situa��o" e dos desdobramentos dessas vari�veis e suas rela��es ao longo do tempo, a "Evolu��o". Muitos historiadores consideram os anos 1930/1935 a. d. como marcos do conjunturismo moderno em fun��o do uso do instrumental matem�tico-estat�stico atrelado � teoria econ�mica. PEREIRA et al.(1966) desenvolveram trabalho em Portugal semelhante ao aqui proposto. ZERKOWSKI (1980) apresenta tipologia de indicadores de curto prazo e considera normaliza��o/padroniza��o de indicadores econ�micos regionais. WARD (1975), encarando o prest�gio dos diversos ramos da Economia, considera que o trabalho com a Conjuntura Econ�mica est� entre os de menor status.

TIME MAGAZINE ( May 28, 1990) mostra que a assim chamada agricultura moderna se encontrava em xeque nos Estados Unidos e de l� partiu para todo o mundo a busca da "agricultura sustent�vel". HESS(1991) caracteriza Agricultura Sustent�vel como um sistema em equil�brio que faz uso ambientalmente correto da melhor tecnologia. FERREIRA(1995) estabeleceu per�odos para a hist�ria da agricultura. LONGWORTH(1992) informa que a id�ia de "Desenvolvimento Sustent�vel" teve origem nos debates do anos 1960s das Na��es Unidas, ganhou credibilidade crescente na primeira metade dos anos 1980s, atingindo novo n�vel de significa��o com o relat�rio de 1987 da "World Comission on Environment and Development ", o " Relat�rio Brundtland". TRIGO & KAIMONITZ (1994) asseveram que a conserva��o dos recursos, o manejo mais benigno dos recursos naturais e a sustentabilidade da agricultura no longo prazo s�o desafios cr�ticos compondo agendas nacionais e internacionais. Em parte as discuss�es malthusianas do s�culo XIX se constituem em antecipa��es das preocupa��es.

Atuais. Enfocam as liga��es entre Economia e Ecologia. NOGAARD(1992) trata da quest�o de eq�idade intergeracional da distribui��o. BATIE(1992) considera que o conceito de Desenvolvimento Sustent�vel evoluiu da �nfase da corresponsabilidade entre gera��es( Comiss�o Brundtland) para a prote��o o funcionamento do ecossitema e das culturas tradicionais, no sentido antropol�gico. YADAV(1992) questiona a possibilidade de se atingir a eq�idade intergeracional j� que hoje h� gritante ineq�idade na distribui��o dos recursos. MARTIN et al.(1995) apresentam alentado estudo sobre casos bem sucedidos de transi��o ou ajustamento econ�mico na �frica e Am�rica Latina. CALKINS(1994) estuda estrat�gias de transi��o para uma nova ordem mundial para cinco mundos rurais por ele pr�prio identificados no mundo de hoje. NASCIMENTO et al.(1994) d�o das coordenadas do agroneg�cio do cacau ao informar que as exporta��es de cacau dos pa�ses produtores tropicais vai a apenas 5% do movimento financeiro do mundo chocolateiro, enquanto que o faturamento das grandes empresas manufatureiras internacionais ficam em 95% daquele volume. A margem do comerciante de "cobertura de chocolate" era de 161% e para o chocolate convencional acabado era de 76%. SGRILLO & ARA�JO (1994) modelaram o ataque da vassoura- de- bruxa aos cacauais do Sul da Bahia e concluiram que, num cen�rio onde existisse condi��es pol�ticas e de mercado, os danos da doen�a seriam m�nimos at� o final da d�cada. Num cen�rio mais dr�stico, as perdas no ano agr�cola 1999/2000 chegariam a 80% . FERREIRA(1995 a) que foi preferido o cen�rio menos desej�vel. GASPARETTO(1994) enfoca a crise baiana usando modelo de Ruf para explicar a evolu��o de cacauais. CARZOLA(1993) aborda a hist�ria da cacauicultura mundial nos seus quatro s�culos, mostrando seu car�ter c�clico e migrat�rio. Considera a que a Bahia estaria entrando em colapso e que a Indon�sia se apresenta como fornecedor emergente. FERREIRA(1991, 1992, 1996) trata da quest�o da assistematicidade vigente na literatura mundial sobre custos de produ��o na agricultura. LEE Jr (l976) conta a hist�ria do uso dos custos de produ��o como instrumento de pol�tica agr�cola nos EUA. H� autores diversos que estimam custos de produ��o de cacau, todos do tipo padr�o, na Bahia: MONTEIRO(1991), FACPE/MENEZES/ICCO(1993) , FERREIRA(1989, 1993), Grupo Manoel Joaquim de Carvalho, Antonio Renato Monteiro (Sindicato Rural de Itabuna). Alguns autores, como SCHUH(1976), HARZA(1986) e GEDEK(1985), por motivos diferentes, rejeitam a viabilidade do uso do custo de produ��o agr�cola como instrumento de pol�tica. LEITE (1976) classifica o uso da terra na Grande Regi�o Cacaueira, criando a categoria dos "Agrossistemas". A conceitua��o de Custos aparece em LANGE (1963), SIMONSEN (1979) e FERREIRA(1996). BUNGE(1987) fornece elementos para a considera��o da teoria por tr�s do tema. BARROS(1945) descreve nuances no uso do conceito dessa grandeza econ�mica. HENDERSON & QUANDT(1971) diferenciam fun��o custo de equa��o de custos. CONWAY & BAY (1988), demonstrando o desprest�gio a que chegaram os coeficientes-t�cnicos subjetivos mais difundidos na literatura mundial, desenvolveram um m�todo para evitar seu uso. FERREIRA & FERNANDES(1990) tentaram tratar tais coeticientes como vari�veis aleat�rias, buscando captar-lhes as densidades de probabilidade. HOFFMANN et al.(1976) definem a categoria Custos Operacionais, lan�ada por MATSUNAGA et al.( 1976). LEFTWICH(1994) conceitua o custo econ�mico, diferenciando-o do cont�bil. MARTIN et al.(1994) apresentam o "Sistema de Custos de Produ��o Agr�cola (CUSTOS)"desenvolvido por IEA-Instituto de Economia Agr�cola, SP, Centro Nacional de Pesquisa Tecnol�gica em Inform�tica/CNPTIA, da EMBRAPA e FUNDEPAG, Funda��o de Desenvolvimento da Pesquisa Agropecu�ria. INTRILIGATOR (1978), WEBER (1986) e GAR�FALO & CARVALHO (1978) arrolam algumas especifica��es de fun��es custo. HOFFMANN(1980) proporciona instrumental para defini��o de amostragem.

OBJETIVOS

GERAL – MISS�O – Montar um sistema de monitoramento/acompanhmento dos custos efetivos de produ��o de cacau na Regi�o Cacaueira da Bahia, ampliando-o progressivamente nos sucessivos anos agr�colas de execu��o , de modo a se tornar um sistema de monitoramento e acompanhamento da economia de produ��o agr�cola e agroindustrial da mesma regi�o.

ESPEC�FICOS –

Acompanhar o custo de produ��o dos sucessivos anos agr�colas, ap�s implanta��o do sistema.

Levantar custos efetivos totais e m�dios ou unit�rios.

Acompanhar a evolu��o da rentabilidade privada da produ��o de cacau.

Aprimorar ao longo do tempo de execu��o as planilhas de custos vari�veis das unidades produtivas acompanhadas.

Aprimorar ao longo do tempo de execu��o os quadros de custos fixos das unidades produtivas acompanhadas.

Estabelecer – quando houver n�mero suficiente de fazendas acompanhadas – as fun��es custo de produ��o de cacau ( totais, m�dios, marginais, fixos, vari�veis ) para cada ano agr�cola, em n�veis agregados ou desagregados ( por agrossistema, por tamanho, por sistema administrativo, por rela��o de trabalho, por subregi�es, para a regi�o etc). Verificar a possibilidade de estabelecer tais fun��es a partir de s�ries temporais geradas, tamb�m a diferentes n�veis de agrega��o/desagrega��o.

Tratar os coeficientes-t�cnicos, tanto do tipo insumo/insumo (insumo/hectare, equa��es de custo), como do tipo insumo/produto ( insumo por unidade de produto, fun��es custo), como vari�veis aleat�rias e tentar captar-lhes as distribui��es de freq��ncia (densidades de probabilidades).

Expandir horizontalmente o projeto para outros cultivos al�m do cacau.

Estabelecer fun��es de produ��o para o cacau e outros cultivos.

COADJUVANTES-

Contribuir para melhor conhecimento da cacauicultura e da agricultura regional.

Levar a UESC a participar da vida comunit�ria em campo espec�fico.

Abrir oportunidades para discuss�es sobre a emp�rie do sistema produtivo agr�cola cacaueiro (e outros).

Propiciar discuss�es de natureza te�rica a partir dos elementos emp�ricos colhidos pelo projeto.

Possibilitar a publica��o de "papers".

Proporcionar elementos para trabalhos aplicados em cursos de Microeconomia, Economia da Produ��o, Econometria e outros correlacionados.

Levar Professores, T�cnicos e Estudantes da UESC a se adestrarem em suas �reas espec�ficas, pela utiliza��o de dados emp�ricos.

Estudar e manipular a tecnologia de produ��o do cacau ( e de outros cultivos e cria��es ) efetivamente exercitada no mundo real, via coeficientes-t�cnicos praticados.

PLANO DE TRABALHO

O trabalho consistir� da capta��o durante as 52 (cinq�enta e duas) semanas do ano agr�cola cacaueiro ( brasileiro, MAI/ABR; internacional, OUT/SET) de dados prim�rios relevantes que expliquem o comportamento da produ��o agr�cola regional – iniciando-se com o cacau --, o processamento dessas informa��es, o emprego da ci�ncia sobre tais informes, a divulga��o de "papers", a administra��o do sistema coletor. O trabalho se desdobrar� ao longo do eixo do tempo, exercendo o autoaprendizado e o constante aperfei�oamento.

Assim, haver� quatro tipos de trabalho ( Atividades ) :

  1. Coleta de dados prim�rios e recentes nas fazendas.
  2. Processamento de tais informa��es.
  3. Ger�ncia do sistema de coleta dos dados, com avalia��o do trabalho, replanejamento, aprimoramento das rela��es para frente, para tr�s, para os lados, Supervis�o em todos os n�veis.
  4. Elabora��o de "papers", suas publica��es; participa��es em e organiza��es de Reuni�es, Congressos, Workshops.

Para as tr�s fazendas inicialmente selecionadas, o Plano de Trabalho se desenvolver� segundo o seguinte

CRONOGRAMA DE EXECU��O

Para o primeiro ano de execu��o � previsto o cronograma que se segue, abrangendo as quatro atividades acima relacionadas, tendo a semana como unidade de tempo ( Os n�meros associados �s atividades na tabela se referem � classifica��o acima) :

 

SEMANA

ATIVIDADE 1

ATIVIDADE 2

ATIVIDADE 3

ATIVIDADE 4

1

X

X

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2

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3

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4

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52

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A Atividade 4 s� se iniciar� depois do primeiro ano de execu��o.

 

MATERIAL E M�TODOS

 

MATERIAL

O projeto gerar� dados prim�rios a partir da observa��o diretas em fazendas produtoras de cacau, inicialmente, e de outros produtos, � medida que avance. A escolha de fazendas ter� por diretriz cobrir diferentes caracter�sticas das unidades produtoras do mundo real, em termos de localiza��o geogr�fica (agrossistemas, LEITE, 1976), regi�es , de tamanho, de rela��es de trabalho ( sistema arista, salariato , parceria ), grandes grupos de solo etc. Tal escolha atender� ainda �s possibilidade de execu��o e �s disponibilidades de meios.

Os dados ser�o fundamentalmente quantitativos, mas tamb�m qualitativos. Ao se tomarem dados de uma mesma empresa ao longo do tempo, formar-se-�o s�ries temporais. Dados de s�ries espaciais (crosso-section) estar�o presentes ao se compararem magnitudes de diferentes empresas no mesmo tempo. Inicialmente estas �ltimas s�ries ter�o apenas tr�s termos. Mas crescer�o ao longo dos anos de execu��o. Os dados ser�o inicialmente microdados, referentes a um produtor. Quando da agrega��o dos mesmos para elabora��o maiores, tomar-se-�o as necess�rias precau��es decorrentes da agrega��o. Pela concep��o do projeto os dados ser�o de levantamento e n�o experimentais. Ser�o tomados cuidados, quando do ajustamento de modelos econom�tricos, para evitar problemas t�picos, como o do graus de liberdade, da multicolinearidade, da correla��o serial, da mudan�a estrutural, dos erros de medida. Ao serem utilizados os dados colhidos, ser�o os mesmos tratados , "massageados", de modo a se terem dados consistentes de s�ries compar�veis.(INTRILIGATOR, 1978).

Ser�o empregados microcomputadores e softs adequados, banco de dados, planilhas eletr�nicas e processadores de texto.

O projeto usar� pessoal especializado ou n�o, pessoal em forma��o, informa��o ( nova e pr�-existente), computadores, ve�culos, viagens, reuni�es.

 

M�TODOS –

Ser�o observadas os custo de produ��o objeto x custo de produ��o conceitual ( BUNGE, 1987; LANGE, 1963; SIMONSEN, 1979; FERREIRA, 1996) , tema bem controvertido e j� identificado por BARROS(1945)

A categoriza��o dos custos come�a pela defini��o dos CustosEfetivos x CustosPadr�o, conforme FERREIRA ( 1991, 1996) , indo � dicotomia Equa��es de Custos x Fun��es Custo, consoante HENDERSON & QUANDT (1971). Outras categorias da literatura e da experi�ncia a serem consideradas: custo ex-ante ou a priori x custo ex-post ou a posteriori; custo social, governamental ou de oportunidade x custo privado ou de mercado; custo de curto prazo x custo de longo prazo; custo uniproduto x custo multiproduto; custo direto x custo indireto; custo fixo x custo vari�vel; custos totais x custos unit�rios ou m�dios; custos determinist�cos x custos estoc�sticos; custos do ano t�pico x custos do horizonte de planejamento; custos est�tico x custos din�micos. Tais categorias ser�o consideradas, se necess�rias, no momento oportuno, com a conceitua��o de consenso. Em caso de conflito conceitual, prevalecem as defini��es de FERREIRA (1991, 1996) ou as conceitua��es mais adequadas que venham a surgir.

Para superar o problema da baixa credibilidade dos coeficientes-t�cnicos muito encontradi�os na literatura, problema apresentado por, por exemplo, CONWAY & BAY(1988), ser�o buscadas as densidades de probabilidades e as distribui��es de freq��ncia dos coeficientes-t�cnicos , tentadas anteriormente por FERREIRA & FERNANDES (1990). Tais coeficientes ser�o tratados como vari�veis aleat�rias.

Experimentos aleat�rios s�o aqueles cujos resultados s�o imprevis�veis pelas leis das ci�ncias naturais. Grandezas aleat�rias s�o aquelas que se medem nos experimentos aleat�rios ou probabil�sticos ( KOROLIUK, 1981 ). A contraparte destes experimentos s�o os experimentos determin�sticos.

Uma das maiores dificuldades do trabalho emp�rico com custos de produ��o tem raiz na assitematiza��o e na aus�ncia de crit�rios para definir conceitos. Crit�rios para estruturar planilhas de custos vari�veis e quadros de custos fixos a serem usados neste trabalho s�o os apresentados em FERREIRA (1996) e na vers�o original deste projeto, aprovada pelo CONSEPE/UESC em DEZ/1997.

As fun��es custo poder�o ser obtidas de dois modos alternativos. O primeiro considera os coeficientes-t�cnicos por hectare (insumo/insumo) de uma planilha e os transforma em insumo/produto, por divis�o da produtividade da terra da cultura , segundo a equa��o dimensional:

 

Unidade de insumo/ ha : unidade de produto/ ha = unidade de insumo/ unidade de produto

Este m�todo pode ser aplicado mesmo quando se disp�e de dados de uma s� unidade produtiva ou at� mesmo de dados de custo padr�o. Este m�todo envolve quatro etapas, conforme descrito na vers�o original deste projeto.

O segundo m�todo depende de suficientes graus de liberdade para que se possa ajustar, via an�lise de regress�o, uma especificada fun��o custo �s observa��es de unidades produtoras diferentes num mesmo tempo ( "cross-section" ) ou de uma mesma unidade durante v�rios tempos (s�ries temporais ) . No primeiro caso, as fun��es custos totais ( CT, CFT, CVT ) ser�o obrigatoriamente lineares. Em conseq��ncia as fun��es custo m�dio, ser�o, a CVMe linear e horizontal, e as CTMe e CFMe, hiperb�licas retangulares.

Quanto ao construto "custos operacionais", apresentado em HOFFMANN et al.(1976) e por MATSUNAGA et al. (1976), considera-se v�lido o dito por FERREIRA(1991): " Por outro lado, tamb�m n�o parece justificado, pelas dificuldades de definir custos fixos, ignorar este componente dos custos e criar uma categoria "nova" chamada "custo operacional", como o induz SCHUH (1976) e o fazem MATSUNAGA et al. ( 1976).

Procurar-se-� conhecer com mais detalhes o "Sistema de Custos de Produ��o Agr�cola ( CUSTOS), desenvolvido pelo IEA-Instituto de Economia Agr�cola, da Secretaria de Agricultura de S�o Paulo em conjunto com o CNPTIA/EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisas Tecnol�gicas em Inform�tica na Agricultura e FUNDEPAG- Funda��o para o Desenvolvimento da Pesquisa Agropecu�ria, conforme apresentado em MARTIN et al. (1994).

As fun��es custo ser�o especificadas conforme discutido na vers�o original deste projeto e de conformidade com o referido em INTRILIGATOR ( 1978) e WEBER (1986).

Projeto piloto que �, esta unidade de pesquisa come�ar� com estudo de casos, acompanhando de in�cio tr�s unidade produtivas, as Fazendas Jassy, da pr�pria UESC, localizada no munic�pio de Arataca(BA), Cariri, do Eng Agr M. S. Alfredo Dantas Landim, em Una(BA) e Nossa Senhora da Vit�ria, do Adm.Emp. M. S. Luiz Henrique Azevedo Dias, em Buerarema(BA). Ressalte-se que os dois empres�rios t�m forma��o na �rea de Economia e Administra��o e ser�o co-part�cipes do projeto. T�o logo se sinta que h� condi��es, o projeto procurar� definir um sistema de amostragem que possibilite levantar informes representativos da regi�o como um todo, com uma margem de erro definida ( HOFFMANN, 1980).

FORMA DE AN�LISE DOS RESULTADOS

Os dados relativos � produ��o, colhidos para cada per�odo semanal, se constituem na mat�ria prima das atividades deste projeto. Eles ser�o processados tanto para cada uma das unidades produtoras acompanhadas (inicialmente tr�s) como para diferentes agregados que delas se fa�am.

Para cada fazenda, ao fim de cada ano agr�cola, os dados estar�o guardados n�o s� nos formul�rios de coleta mas tamb�m em disco r�gido de microcompputador, em ambiente Access. Ent�o ser�o fechados planilhas e quadros de custos vari�veis, fixos e totais. Os coeficientes-t�cnicos ser�o tratados � luz da estat�stica/econometria, buscando-lhes entender a distribui��o ao longo do tempo, inclusive a sazonalidade. Tamb�m lhes ser� trabalhada a distribui��o de freq��ncia. Pre�os dos insumos e do produto ser�o coletados simultaneamente e do mesmo modo armazenados e processados segundo t�cnicas recomendadas pela melhor literatura. Etapa conseq�ente ser� proceder a avalia��o privada e/ou governamental de cada neg�cio no ano agr�cola.

Acumulados os anos agr�colas, caso o projeto resista �s "intemp�ries" e � "entropia" , ser�o os dados analisados do ponto de vista plurienal, mediante t�cnicas de, por exemplo, Engenharia Econ�mica e calculados indicadores como taxa interna de retorno, an�lise benef�cio/custo, valor presente.

Tamb�m ser�o ajustadas fun��es custo. Inicialmente pelo primeiro m�todo referido, j� que desse modo n�o haver� exig�ncia de graus de liberdade. Quando houver n�mero de fazendas suficiente, a� ent�o utilizar-se-� an�lise de regress�o para ajuste de fun��es custo pelo segundo m�todo referido antes ( Vide Material e M�todo).

O que foi dito para as unidades produtoras isoladas, mutatis mutandis, ser� aplicado aos estudos agregados de diferentes agrega��es.

Ainda depois do projeto consolidado, come�ar�o a ser trabalhadas fun��es produ��o, ligando os insumos usados ao produto obtido, tamb�m em n�vel agregado ou desagregado, j� em outro projeto do Programa de Economia da Produ��o.

Todos esses dados e informes estar�o � disposi��o n�o s� da comunidade acad�mica - que deles far�o uso did�tico-cient�fico – como de toda a coletividade maior, que poder� fazer uso o mais diverso poss�vel.

Sempre que poss�vel e vi�vel estes elementos ser�o vestidos na forma de trabalhos t�cnico-cient�ficos para comunica��o � comunidade cient�fica.

 

OR�AMENTO -

Dada a natureza modular das atividades do projeto, apresenta-se o or�amento para a cobertura das tr�s unidades produtivas. Or�amento para �rea de atua��o maior ser� montado � medida das necessidades

 RESUMO DOS DISP�NDIOS (USOS)

I. PESSOAL R$.11.466,00

* Um coordenador com 20% do seu tempo dedicado ao projeto

R$.160,00 x 13 meses = R$.2.080,00 -

Com previd�ncia ( + 30% ): 2.080 x 1,3= R$.2.704,00

* Um Eng.Agr, da UESC com 10% de seu tempo dedicado ao projeto

R$.60,00 x 13 meses = R$.780,00

Com Previd�ncia (+ 30%): R$.780,00 x 1,3= R$.1.014,00

* Um pesquisador do CEPEC/CEPLAC com 5% de seu tempo empregado

R$.60,00 x 13 meses = R$.780,00

Com Previd�ncia (+ 30%): R$.780,00 x 1,30 = R$.1.014,00

* Dois empres�rios com 1% de seu tempo dedicado ao projeto

R$. 50,00 x 13 meses = R$. 650,00

* 3 Estagi�rios/ Observadores Sociecon�micos

R$.120,00 x 13 meses x 3 estagi�rios x 1,3 (+ previ-

d�ncia) = R$.6.084,00

II. DI�RIAS R$.3.276,00

De levantamento: 52 di�rias x R$.42,00 = R$.2.184,00

De confer�ncia e supervis�o:

26 di�rias x R$.42,00 = R$.1.092,00

III. MATERIAL DE CONSUMO R$. 500,00

Papel e material de consumo = R$.500,00

IV. MATERIAL PERMANENTE R$. 3.000,00

Computador Pentium , 233 MHz-MMX-32 M de RAM,

2 G de HD = R$.3.000,00

V. DESPESAS DE PASSAGEM E LOCOMO��O R$.1.000,00

VI.INFORMA��O R$.2.000,00

Livros, peri�dicos, Comut, Internet = R$.2.000,00

TOTAL R$.21.242,00

RESERVA T�CNICA (10%) R$. 2.124,20

TOTAL GERAL R$.23.366,20

 

CRONOGRAMA F�SICO E FINANCEIRO

TRIMESTRES

I TRIMESTRE

II TRIMESTRE

III TRIMESTRE

IV TRIMESTRE

AQUISI��O

COMPUT.

PENTIUM II

R$.3.000,00

     

ATIVIDADES

ATIVIDADES 1,2 E 3

R$.5.091,50

ATIVIDADES 1,2 E 3

R$.5.091,50

ATIVIDADES 1,2 E 3

R$.5.091,50

ATIVIDADES

1,2 E 3

R$.5.091,50

 

A atividade 4 s� ser� ativada no segundo ano de execu��o. Considerado o ano cacaueiro.

 

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1� Relat�rio mai/jun 1998

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