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Até
1990, poucas bandas de Seattle - ao menos do período "Sub Pop" - haviam
conseguido contratos com majors (as grandes gravadoras): o Soundgarden,
que cedeu aos galanteios da A&M em 89; o Alice in Chains,
que fêz seu próprio caminho a partir de 87, independente do que estava acontecendo,
assinando com a Columbia; e o Screaming Trees, que de "grunge"
nunca teve nada e assinou com a Epic. O resto continuava indie, underground
e desconhecida (pelo menos mundialmente).
Mas
eis que nesse ano, a turma do Sonic Youth - que já havia aberto
caminho do underground para o mainstream e assinado com a DGC -
aconselha a sua gravadora a assinar contrato com uma banda da Sub Pop
que eles consideravam serem muito boa: Nirvana.
Como
todos já sabemos, o Nirvana nasceu em Aberdeen, a sudoeste
de Seattle, quando Kurt Cobain e Krist Novoselic decidiram
formar uma banda. Quando ouviu o primeiro EP do Soundgarden pela
Sub Pop, Kurt viu que era hora de se mudar para Seattle e ver no
que dava. Conseguiram uma grana e por indicação dos Melvins - que
também vieram de Aberdeen e cujo vocalista Buzz Osbourne
foi quem ensinou Kurt a tocar guitarra - foram bater na porta de Jack
Endino, o engenheiro de som que a Sub Pop usava e que se tornou
o "mago do grunge".
Com
ele o Nirvana gravou uma demo contendo 10 músicas, as quais Endino
considerou as melhores que ele já havia gravado. Passou a fita para Jonathan
Poneman e o Nirvana passou a fazer parte do pool da
Sub Pop. Após assinar com a Geffen, em 91 a banda lança
seu segundo álbum, "Nevermind", e o resto é história. Em
poucas semanas o álbum alcança disco de ouro nas vendagens e converte
corações e ouvidos para a banda e também para Seattle...
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