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Retornados das ex-colónias deixam Estalagem S.Jorge, em Pêra

Os 25 residentes na Estalagem São Jorge (em Pêra), provenientes das ex-colónias portuguesas em África e que ali residem há cerca de 25 anos, deverão todos deixar estas instalações até ao final deste ano, de acordo com declarações de uma fonte da Segurança Social.

Este compromisso foi assumido pelo responsável algarvio deste organismo e o proprietário da estalagem já foi notificado, estando ao corrente de que todos os residentes serão instalados noutros lugares.

Esta situação que já se arrasta, como já referimos, há pelo menos 25 anos (desde a descolonização, que se deu logo após o 25 de Abril de 1974) preocupava os responsáveis pela Segurança Social algarvia desde 1996, altura em que tomaram posse. Nesse mesmo ano, iniciou-se um processo de acompanhamento das pessoas que residiam neste espaço da freguesia de Pêra, para determinar quais as suas condições socio-económicas, familiares e profissionais. Nessa altura, estavam na Estalagem mais de 30 pessoas. Algumas foram retiradas para lares de idosos e outras foram residir com familiares.

No entanto, desde 1996 até à presente data, a situação não foi totalmente resolvida, pois muitas destas pessoas têm já uma idade muito avançada e outros têm dificuldades financeiras sérias, que colocam muitos obstáculos à sua reinstalação noutro tipo de habitação, pois muitos não teriam como pagar as rendas de casa que actualmente são normais.

A Assistência Social, segundo a mesma fonte, tem alguns protocolos estabelecidos com as Câmaras Municipais de Albufeira e de Silves (os municípios das áreas onde trabalham os moradores da Estalagem) para a criação de habitação social para estas pessoas, mas até à data, ainda não se conseguiu que estes acordos se materializassem. No entanto, este organismo está determinado a pôr um fim neste problema e até ao final do ano, mesmo que as casas de habitação social não surjam, todas estas pessoas serão alojadas em habitações alugadas (consoante os preços do mercado) ou em lares e receberão uma comparticipação da Segurança Social, maior ou menor, de acordo com os rendimentos de cada um.

Sandra Moreira

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