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http://www.geocities.com/grdclube - Revista Eletr�nica INFORMATIVO GRD - ANO I - Edi��o 01 - Jan a jun de 2000.
Rio de Janeiro, 17 de junhoo de 2000.




Movimento Org�nicio ( parte 3 )

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A consci�ncia do corpo � o reconhecimento consciente do conjunto de estruturas "representativas, simb�licas e semi�ticas" que servem de base � a��o. � a no��o da imagem do corpo e dos meios de a��o que estabelecem, com a mem�ria, a forma��o do esquema corporal. Essa experi�ncia corporal estimula a evolu��o de significados, bem como de outros aspectos em rela��o � natureza das intera��es desenvolvidas atrav�s da organiza��o funcional do sistema que regula e interpreta as intera��es e retra��es do indiv�duo, em prosseguimento �s experi�ncias de si mesmo e do mundo que o rodeia.

Nesse processo de comunica��o encontra-se a linguagem como o processo verbal, enquanto o processo n�o verbal � entendido pelas manifesta��es de gestos e movimentos do corpo.

Para Chomsky (1966) ..."o desenvolvimento da linguagem depende da a��o mental..." que nada mais � do que a a��o motora interiorizada. Parlebas (1986:154) assinala que ..."a express�o corporal possui analogias com a linguagem".)

Caso a estrutura��o desses processos venham sofrer influ�ncias externas negativas durante as fases de educa��o e reeduca��o do movimento, poder� haver profundas repercuss�es nas rela��es sociais e na vida do indiv�duo.

O movimento do indiv�duo transcende os limites espaciais, n�o se restringe somente �s superf�cies corporais. � a sua proje��o do mundo: - EU e VOC�, o mundo do outro, o mundo das pessoas, dos objetos e o meio ambiente - constituindo, desta forma, instrumentos de pensamento e a��o.

Considera Piaget (1967) ..."a intelig�ncia ser a capacidade de adapta��o �s situa��es novas..." isto �, a forma mais geral de coordena��o das a��es e/ou das opera��es. Atua por meio de movimentos intencionais, coordenados e se transforma por meio da a��o motora e, como resultante, por percep��o e assimila��o suficientes para processar a informa��o realimentadora, produto da nova circunst�ncia do meio ambiente.

A fun��o neuro-muscular atua nos seres humanos em todos os n�veis, do biol�gico ao comportamento, ao mesmo tempo em que implica inter-rela��es entre a a��o e o meio ambiente.

Para Vayer e Rocin (1986) esse sistema de integra��o apresenta-se sob dois aspectos complementares:

A fun��o t�nica e a fun��o de motilidade.

(i) A fun��o t�nica que � determinada pela atividade motora voltada para si mesma. Subtende-se como atitudes, quando os exerc�cios da fun��o de motilidade constituem o meio fundamental da comunica��o nos diferentes n�veis individuais. � a rela��o t�nico-afetiva em que o t�nus possibilita as rea��es globais e reflexas da a��o corporal. (ii) A fun��o de motilidade, que se caracteriza em apresentar movimentos com determinado automatismo, espontaneidade e coordena��o pr�pria.

Essas duas fun��es estreitamente inter-relacionadas possibilitam os movimentos e deslocamentos do corpo. Permitem, tamb�m, apreender a realidade material atrav�s do conjunto e sistemas receptores, ao mesmo tempo que agem sobre esta realidade e exprime o conhecimento do corpo.

N�o se deve considerar por movimento somente o resultado final de uma atividade do Sistema Piramidal (volunt�rio - ideocin�tico), do Sistema Extrapiramidal (autom�tico - teleocin�tico) e do Sistema Cerebeloso (regulador da equilibra��o), nem como o aspecto neurofisiol�gico que o considera como elemento determinante dos processos ps�quicos.

Para que os m�sculos possam executar esses movimentos de forma harm�nica e precisa, se faz necess�ria uma organiza��o da tonicidade que envolvem um plano fisiol�gico onde est� inclu�do o reflexo miot�tico (respons�vel pela postura) e um plano psicol�gico relacionado � subst�ncia reticulada (respons�vel pela vigil�ncia e regula��o de todas as condutas humanas).

Diversos autores e pesquisadores t�m chamado a aten��o sobre o t�nus ou tono, e sua import�ncia nas a��es do ser humano.

Debelle (1973) ao descrever os diferentes n�veis t�nicos que caracterizam o trabalho motor como produto de formas de tens�es desenvolvidas entre os pontos de inser��o do m�sculo, assegura a cada um desses n�veis uma fun��o igualmente espec�fica na motricidade do ser humano.

Para Debelle (op.cit.), o dom�nio t�nico, isto �, o t�nus pode ser caracterizado em tr�s tipos diferentes, estreitamente inter-relacionados: (1) O t�nus de repouso: funciona em todo o sistema muscular de forma latente, numa pessoa em repouso. O corpo encontra-se completamente relaxado e os ombros soltos, descontra�dos, sofrendo apenas a a��o da gravidade. O tonas de repouso � um fen�meno reflexo que transcende � consci�ncia, bem como ao controle direto da vontade. Em estado de vig�lia varia segundo o grau e o tipo de atividade mental do indiv�duo.

O aspecto subjetivo e afetivo do pensamento representa importante papel nessas varia��es. No tonas de repouso, os m�sculos agem nos pontos de inser��o, a partir de sua elasticidade puramente mec�nica e em fun��o da extens�o de suas fibras. (2) No t�nus de atitude ou t�nus de pr�-a��o, tamb�m cognominado t�nus postural, o corpo apresenta-se dispon�vel para a realiza��o do movimento, havendo certa coes�o t�nica com os segmentos �sseos. Em lugar de estarem no n�vel do equil�brio, est�o em posi��o que leve � total integra��o a atitude geral do indiv�duo.


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