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http://www.geocities.com/grdclube
- Revista Eletr�nica
INFORMATIVO GRD - ANO I - Edi��o 01 -
Jan a jun de 2000. |
Na realiza��o de movimentos, o m�sculo ou grupos musculares agem na regi�o solicitada por meio da regula��o neurol�gica ou mecanismos neutrais da a��o e descontra��o que determinam as varia��es em gradientes de tens�o muscular a fim de obter a manuten��o adequada de equil�brio e postura.
Dufour, G�not e Neiger (1987:27) consideram o m�sculo como "... um �rg�o 'excit�vel-contr�til' e 'extensivo viscoel�stico'. Juntamente com os nervos, proporcionam a realiza��o da motricidade humana.
Classificam eles a motricidade em tr�s tipos: (i) volunt�ria, (ii) semi autom�tica e (iii) reflexa.
� considerada motricidade volunt�ria ..."quando o movimento � programado conscientemente pelo indiv�duo e dirigido para uma finalidade precisa".
A realiza��o e precis�o do movimento volunt�rio necessita de um sistema inconsciente, em sua totalidade, que propicie precis�o e exatid�o ao movimento, adaptando-o � posi��o e circunst�ncias gerais. Nesta fun��o participa, como �rg�o central regulador, o cerebelo.
A motricidade autom�tica � subdividida pelos citados autores em atividades prim�rias - que "se desenvolvem desde o nascimento" e possibilitam as fun��es vitais (respira��o, degluti��o, etc.) - e em atividades secund�rias traduzidas pela ... "reflex�o das aquisi��es progressivas por meio da vida de rela��o (andar, correr, dirigir autom�veis, escrever � m�quina, digitar computadores, tocar piano, comportamento social, etc)".
Segundo Dufour, G�not e Neiger (op.cit.), a motricidade reflexa apresenta-se sob forma ..."estereotipada, reprodut�vel e inelut�vel" em um mesmo est�mulo. Para eles existem ainda diferentes tipos de reflexos: "�steo-tendinoso, cut�neo, nociceptivo, etc).
Afirma Carpenter (1976:405) ..."estar o cerebelo relacionado com a coordena��o da atividade som�tica (movimentos volunt�rios), com a regula��o do t�nus muscular e com os mecanismos que influenciam e mant�m o equil�brio".
Por�m o cerebelo n�o est� relacionado com a aprecia��o consciente da sensibilidade muscular, articular e tendiosa, ou qualquer modalidade sensitiva espec�fica, uma vez que cada movimento requer a��o coordenada, que s�o as sinergias de um grupo de m�sculos.
Observa-se que os primeiros movimentos realizados pelo ser humano s�o globais, imprecisos, sem objetivos externos determinados. Gradativamente, esses movimentos s�o selecionados, precisos, e passam a ter finalidades bem determinadas.
Tudo isso ocorre porque o SNC - Sistema Nervoso Central - que participa como via de sa�da volunt�rio e como circuito regulador do movimento - produz processo de segmenta��o, autoriza��o e praxis que determinam os ganhos de forma econ�mica, precisa e eficaz, no controle do mundo que nos envolve.
Dessa forma, sup�e-se que o movimento do indiv�duo seja representado por um sistema complexo de intera��es que influenciam o sistema motor por meio do sistema funcional cortical e/ou pelo sistema funcional subcortical.
O sistema piramidal est� representado no c�rtex cerebral, pela �rea motora prim�ria. Nela est�o ordenados, topograficamente, mediante uma estrutura em colunas, os neur�nios piramidais cuja fun��o est� condicionada � exist�ncia de impulsos nervosos procedentes do t�lamo. O t�lamo al�m de receber as informa��es cerebelosas, tamb�m processa informa��es sensitivas e sensoriais procedentes de nosso organismo. Participa, ainda como moderador afetivo que vai atuar nas a��es psicomotoras.
Em toda atividade psicomotora - consciente e intencional - atuam sem d�vida, os n�veis superiores do sistema nervoso central. � medida que a atividade psicomotora pode ser semi-automatizada, esses n�veis superiores podem ser empregados para outros tipos de aprendizagem, psicomotora ou n�o.
Quando a atividade psicomotora � realizada satisfatoriamente, de maneira consciente e intencional, o conhecimento ter� maiores e melhores possibilidades de progresso.
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