http://www.geocities.com/grdclube - Revista Eletr�nica INFORMATIVO GRD - ANO I - Edi��o 01 - Jan a jun de 2000.
Rio de Janeiro, 17 de junho de 2000.




Movimento Org�nicio ( parte 4 )

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O trabalho muscular necess�rio � manuten��o desta atitude � assegurado pelas vias nervosas que escapam ao controle direto da vontade. Quanto aos m�sculos, essa fun��o t�nica � obtida pelas fibras especializadas, de trabalho pouco intenso e de longa dura��o, que s�o as fibras vermelhas misturadas em propor��o variada com outras fibras (brancas) especializadas para o trabalho intenso e de curta dura��o. O primeiro tipo de contra��o � denominado "t�nico" e o segundo "f�sico". Os m�sculos mais profundos, mais pr�ximos do esqueleto, particularmente aqueles da coluna vertebral, est�o bem mais aptos a assegurar a fun��o t�nica das contra��es musculares, por possu�rem maior propor��o de fibras vermelhas. (3) O t�nus de a��o � aquele que provoca o deslocamento dos segmentos �sseos visando a uma a��o ou � manuten��o da posi��o ou postura, no caso de uma a��o sem movimento (trabalho isom�trico de uma for�a aplicada a uma resist�ncia fixa).

Na realiza��o de movimentos, o m�sculo ou grupos musculares agem na regi�o solicitada por meio da regula��o neurol�gica ou mecanismos neutrais da a��o e descontra��o que determinam as varia��es em gradientes de tens�o muscular a fim de obter a manuten��o adequada de equil�brio e postura.

Dufour, G�not e Neiger (1987:27) consideram o m�sculo como "... um �rg�o 'excit�vel-contr�til' e 'extensivo viscoel�stico'. Juntamente com os nervos, proporcionam a realiza��o da motricidade humana.

Classificam eles a motricidade em tr�s tipos: (i) volunt�ria, (ii) semi autom�tica e (iii) reflexa.

� considerada motricidade volunt�ria ..."quando o movimento � programado conscientemente pelo indiv�duo e dirigido para uma finalidade precisa".

A realiza��o e precis�o do movimento volunt�rio necessita de um sistema inconsciente, em sua totalidade, que propicie precis�o e exatid�o ao movimento, adaptando-o � posi��o e circunst�ncias gerais. Nesta fun��o participa, como �rg�o central regulador, o cerebelo.

A motricidade autom�tica � subdividida pelos citados autores em atividades prim�rias - que "se desenvolvem desde o nascimento" e possibilitam as fun��es vitais (respira��o, degluti��o, etc.) - e em atividades secund�rias traduzidas pela ... "reflex�o das aquisi��es progressivas por meio da vida de rela��o (andar, correr, dirigir autom�veis, escrever � m�quina, digitar computadores, tocar piano, comportamento social, etc)".

Segundo Dufour, G�not e Neiger (op.cit.), a motricidade reflexa apresenta-se sob forma ..."estereotipada, reprodut�vel e inelut�vel" em um mesmo est�mulo. Para eles existem ainda diferentes tipos de reflexos: "�steo-tendinoso, cut�neo, nociceptivo, etc).

Afirma Carpenter (1976:405) ..."estar o cerebelo relacionado com a coordena��o da atividade som�tica (movimentos volunt�rios), com a regula��o do t�nus muscular e com os mecanismos que influenciam e mant�m o equil�brio".

Por�m o cerebelo n�o est� relacionado com a aprecia��o consciente da sensibilidade muscular, articular e tendiosa, ou qualquer modalidade sensitiva espec�fica, uma vez que cada movimento requer a��o coordenada, que s�o as sinergias de um grupo de m�sculos.

Observa-se que os primeiros movimentos realizados pelo ser humano s�o globais, imprecisos, sem objetivos externos determinados. Gradativamente, esses movimentos s�o selecionados, precisos, e passam a ter finalidades bem determinadas.

Tudo isso ocorre porque o SNC - Sistema Nervoso Central - que participa como via de sa�da volunt�rio e como circuito regulador do movimento - produz processo de segmenta��o, autoriza��o e praxis que determinam os ganhos de forma econ�mica, precisa e eficaz, no controle do mundo que nos envolve.

Dessa forma, sup�e-se que o movimento do indiv�duo seja representado por um sistema complexo de intera��es que influenciam o sistema motor por meio do sistema funcional cortical e/ou pelo sistema funcional subcortical.

O sistema piramidal est� representado no c�rtex cerebral, pela �rea motora prim�ria. Nela est�o ordenados, topograficamente, mediante uma estrutura em colunas, os neur�nios piramidais cuja fun��o est� condicionada � exist�ncia de impulsos nervosos procedentes do t�lamo. O t�lamo al�m de receber as informa��es cerebelosas, tamb�m processa informa��es sensitivas e sensoriais procedentes de nosso organismo. Participa, ainda como moderador afetivo que vai atuar nas a��es psicomotoras.

Em toda atividade psicomotora - consciente e intencional - atuam sem d�vida, os n�veis superiores do sistema nervoso central. � medida que a atividade psicomotora pode ser semi-automatizada, esses n�veis superiores podem ser empregados para outros tipos de aprendizagem, psicomotora ou n�o.

Quando a atividade psicomotora � realizada satisfatoriamente, de maneira consciente e intencional, o conhecimento ter� maiores e melhores possibilidades de progresso.


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