
Av. das Am�ricas, n� 5.001, Loja 160 -
Shopping MidTown - Barra da Tijuca.
Tel.: 0**21 - 2432-7866 e fax 0**21 - 2431-3107
|
http://www.geocities.com/grdclube
- Revista Eletr�nica
INFORMATIVO GRD - ANO I - Edi��o 01 -
Jan a jun de 2000. |
Ainda Bode (op.cit.) estabelece dois princ�pios fundamentais na utiliza��o do movimento: (i) Princ�pio do Movimento Ondulante; (ii) Princ�pio da Totalidade; executados em forma de corrente de todas suas a��es. Considera ainda Bode (idem) o movimento org�nico como: ...� fluente e harmonioso, fluente e harmonioso e natural; � natural quando existe correspond�ncia entre o entrosamento r�tmico das a��es corporais e os impulsos da alma que vibra, a seu turno, por sua vez, em impulsos r�tmicos�.
Dessa maneira, em toda express�o corporal encontra-se uma ess�ncia determinante da estrutura r�tmica do movimento.
Com o nome de "movimento org�nico" designa Medau (1957) os exerc�cios ou a��es corporais que permitem obter melhora ou estimula��o das fun��es org�nicas.
� necess�rio que as rela��es entre a atividade org�nica e a respira��o sejam bem reguladas e que os movimentos do aparelho respirat�rio inferior e superior se sucedam. Assim, a fun��o respirat�ria insuficiente acarreta defici�ncia rec�proca nos �rg�os, e vice-versa. Pode-se, pelo exerc�cio da respira��o, influenciar a atividade dos �rg�os que sob a ascend�ncia do sistema nervoso vegetativo escapam ao controle da vontade, estimulando-a at� que atinja seu rendimento normal e nele se mantenha.
Raz�o pela qual afirma Medau (op.cit.) ser necess�rio educar o movimento (dan�as, brinquedos cantados, atividades r�tmicas, exerc�cios r�tmicos etc.) exigindo a total integra��o da respira��o antes mesmo de solicitar a performance.
Para Medau (idem) as posi��es e os movimentos s�o escolhidos em fun��o do esfor�o que exigem e as dificuldade em fun��o das possibilidades e das necessidades fisiol�gicas.
Todo exerc�cio demasiadamente f�cil ou executado sem convic��o, imperfeito, n�o tem qualquer influ�ncia sobre a respira��o, e por conseguinte, n�o oferece possibilidades de melhoria ao funcionamento do organismo.
A atividade org�nica baseia-se no movimento interior do tronco. Ocasiona movimentos que nascem dos grandes m�sculos, da profundeza do ser. Garantem intensa atividade e altern�ncia harmoniosa entre o estado de tens�o e relaxamento do corpo. Flex�o e extens�o, atividade e �passividade�, equil�brio f�sico e ps�quico s�o fontes de energia vital.
Os movimentos org�nicos possuem desenrolar r�tmico e din�mico caracterizado pela flu�ncia e naturalidade.
O movimento ocorre atrav�s das rela��es e os determinismos bio-psicossociais que dirigem a elabora��o motora do ser humano.
Para Buytendijke (1959:40): "O movimento � uma significa��o expressiva e intencional, � a manifesta��o vital da pessoa humana".
Todo movimento sup�e uma integra��o de mecanismos neurofisiol�gicos de uma conduta. Afirma Wallon (1952) que ..."o movimento � essencialmente um deslocamento do corpo no espa�o e apresenta-se sob tr�s formas:
� atrav�s do movimento que ocorrem as rea��es de origem interoceptivas, proprioceptivas e exteroceptivas que possibilitam ao indiv�duo adquirir a locomo��o. Da� todo movimento fazer supor uma integra��o de mecanismos neurofisiol�gicas em uma conduta.
A fim de que se possa entender a fisiologia do movimento � necess�rio conhecer-se a inten��o do mesmo, pois � esta inten��o que d� a ele um conte�do de consci�ncia.
No estudo realizado por Barros e Braga (1983:11) sobre a inter-rela��o entre o movimento e a m�sica, os citados autores descrevem:
� no decorrer dos est�gios de desenvolvimento, observam Barros e Braga, que a crian�a torna-se cada vez mais curiosa em rela��o ao mundo que a cerca e, gradativamente, desenvolve suas percep��es em refer�ncia aos outros mundos, sobretudo o mundo dos objetos.
Assegura Piaget (1960) que a a��o � o elo entre o conhecimento e a intelig�ncia. Considera ainda ele ..."a unidade fundamental da a��o e da intelig�ncia sob o aspecto operativo"... o movimento.
Sendo a a��o o elo entre o conhecimento e a intelig�ncia est� sempre presente em todo o processo de desenvolvimento. Refor�a Piaget que ..."todos os mecanismos cognitivos repousam sobre a motricidade".
Da� os processos cognitivos e afetivos nas Atividades F�sicas Desportivas basearam-se na Psicomotricidade, que se considera "a alma do movimento", cujo objetivo rec�proco � o estudo das rela��es cognitivas e afetivas vivenciadas com o meio ambiente interno e externo atrav�s das "praxias do indiv�duo".
As praxias s�o sistemas ou conjunto de movimentos espec�ficos do ser humano, cuja caracter�stica essencial � a finalidade, a intencionalidade, resultados de uma experi�ncia individual do comportamento integrado � afetividade. S�o consideradas praxias as atividades de andar, correr, saltar, saltitar, girar, etc.
|
http://www.geocities.com/grdclube
- Revista Eletr�nica
INFORMATIVO GRD - ANO I - Edi��o 01 -
Jan a jun de 2000. |