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Energia Renovável: Gestão de ResíduosPor biomassa entende-se toda a matéria de
origem de vegetal,
JustificativasA produção de energia elétrica em larga escala a partir da biomassa é um tema que vem sendo estudado, no últimos anos, com grande interesse em vários países do Mundo. Esse interesse deve ser creditado à conjunção de vários fatores (PATTERSON, 1994 e BRIDGWATER, 1994): (i) A produção de eletricidade a partir da biomassa têm um ciclo de Carbono praticamente fechado, as emissões de SOx são muito pequenas - ou nulas -, têm-se menos cinza residual de quando do uso de carvão mineral, por exemplo. (ii) alguns analistas acreditam que é no uso energético de resíduos que vai ser definido o maior mercado, nos países desenvolvidos, dessas novas tecnologias de conversão da biomassa. Esta tendência será tanto mais forte quanto maior for a pressão da sociedade; (iii) à conveniência da redução da dependência de alguns países com relação aos combustíveis fósseis e, em especial, aos derivados de petróleo, tópico que é sempre lembrado em associação à uma visão geopolítica estratégica, muito embora o abastecimento e os preços internacionais do petróleo estejam estáveis há muitos anos. Em associação aos pontos acima listados, o DOE (1996) identifica um certo número de oportunidades de curto e médio prazo que podem facilitar o maior uso da biomassa na geração de energia elétrica. São eles: (i) algumas termoelétricas e várias caldeiras industriais que hoje queimam carvão mineral deverão ser substituídas ou reformadas nos próximos anos, o que define uma janela de oportunidade para a conversão parcial dessas instalações para a queima conjunta da biomassa; (ii) especialistas do setor elétrico consideram que sistemas híbridos de produção de eletricidade, que façam queima conjunta, por exemplo, de biomassa e gás natural, oferecem baixíssimo risco; (iii) em alguns segmentos industriais que fazem uso intensivo da biomassa enquanto matéria prima e energia, existe um grande potencial para a produção de eletricidade a partir, por exemplo, de resíduos do processo;
1. PiróliseO termo pirólise é utilizado para caracterizar a decomposição térmica de materiais contendo carbono, na ausência de oxigênio. Assim, madeira, resíduos agrícolas, ou outro qualquer tipo de material orgânico se decompõe, dando origem a três fases: uma sólida, o carvão vegetal; outra gasosa e finalmente, outra líquida, comumente designada de fração pirolenhosa (extrato ou bioóleo). A proporção relativa das fases varia como função da temperatura, do processo e do tipo de equipamento empregado. Geralmente a temperatura situa-se na faixa de 400ºC a 1000°C. A presença de oxigênio é variável pelo tipo de matéria orgânica empregada no processo, sendo que a introdução de oxigênio permite a continuidade do processo de pirólise com aumento de rendimentos. Observa-se um melhor rendimento na recuperação de subprodutos, baixo impacto ambiental, e aplicabilidade do biooleo em escala industrial. E interessante ressaltar que a definição dada para o processo de pirólise exclui a presença de oxigênio, embora na prática muitos processos de pirólise sejam conduzidos com alimentação de ar. Isto se justifica pelo fato de que sendo o processo como um todo endotérmico, calor e requerido para o seu pleno desenvolvimento. Nada mais lógico portanto, que tentar conduzir o processo de tal forma que o oxigênio adicionado possibilite a combustão de parte dos produtos combustíveis formados, gerando portanto o calor necessário ao processo. A grande aplicação do processo de pirólise tem sido na produção de carvão vegetal, cujo rendimento pode chegar ate 40% em peso, em relação à matéria-prima. O bioóleo, principal sub-produto e composto basicamente de alcatrões solúveis e insolúveis e ácido pirolenhoso que contem produtos químicos valiosos como o ácido acético, metanol e acetona. Na grande maioria dos processos pirolíticos a fase gasosa é utilizada como fonte de energia suplementar ao processo e o seu rendimento pode variar desde 5% a 20% em peso, dependendo da temperatura em que o processo se realiza. Os trabalhos de P&D em pirólise, ao
contrário da gaseificação - que já atingiu a fase de desenvolvimento de sistemas
de maior porte - ainda está na etapa de teste de pequenas unidades. Ainda
existem incertezas quanto à essa rota, mesmo porque têm sido identificados
problemas de contaminação com álcalis e de instabilidade química dos óleos por
efeito da temperatura (BRIDGWATER, 1995). 2. BioóleoO bioóleo (líquido de fumaça) é conhecido
no meio científico por extrato pirolenhoso, trata-se de uma solução orgânica
originada da carbonização da madeira. No extrato pirolenhoso são encontradas
algumas substâncias como ácidos, cetonas, compostos fenólicos, etc. No extrato
pirolenhoso há uma alta exposição de grupos fenólicos e carboxílicos de baixo
peso molecular. O bioóleo é obtido a partir de um processo denominado pirólise
rápida - a qu
Hoje!A necessidade crescente em diversificar a matriz energética e buscar soluções concretas para a questão dos resíduos sólidos faz com que paises em desenvolvimento saiam na frente nestas pesquisas. Diversos centros tem trabalhado em cooperação para em conjunto trazer solução simples
Ontem?Diversos sistemas em grande escala estão em
desenvolvimento em todo o mundo, porem requer grandes investimentos. Plantas de
gaseificação, pirólise, etc., são desenvolvidas por todo o mundo entretanto
projetos em pequena escala estão ainda longe de ser contemplados. O processo
Pirólise é um dos processos de Destinação Final de resíduos Sólidos mais eficiente que já foi descoberto pelo homem, porém face ao processo ser ainda custoso no que tange à sua manutenção, necessita de maior aprimoramento tecnológico. O reator pirolítico possui três zonas específicas a saber: - zona de secagem: os resíduos que irão alimentar o reator, nesta zona as temperaturas estão na ordem dos 100º a 150º C (vale lembrar que esta etapa é de suma importância, pois a umidade pode interagir negativamente com os resultados do processo). - zona de pirólise: ocorrerá as reações propriamente ditas, sendo elas a volatização, oxidação e a fusão, as temperaturas nesta fase variam de 150º a 450º C, é onde são coletados os produtos (alcoóis, óleo combustível, alcatrão, etc); - zona de resfriamento: nesta fase os resíduos gerados pelo processo são coletados no final do processo, cerca de (char, cinzas e bioóleo). Estão mostradas a seguir algumas das reações pertinentes: · Reações de biomassa 1. Biomassa + energia ? CO + H2 + CH4 + líquido + char 2. Biomassa + O2 ? CO + H2 + CO2 + energia 3. Biomassa + energia ? bioóleo + char + gás · Reações do bioóleo 1. Bioóleo + H2O ? CO + H2 · Reações de gases (com catalisador) 1. CO + H2O ? H2 + CO2 2. CO + 3 H2 ? CH4 + H2O . 3. CO2 + 4 H2 ? CH4 + 2 H2O 4. n CO + (2n + 1) H2 ? CnH2n+2 + n H2O 5. 2 CH4(g) + O2 ? 2 CO + 4
Pesquisas RealizadasForam realizados levantamentos bibliográficos sobre o estudo da arte atual a respeito de diversos processos, produtos e matérias-primas onde todas estas informações foram compiladas em um banco de dados; Foi realizadas visitas técnicas; Foram desenvolvidos fluxogramas (entradas e saídas); Definição de modelos; Foram feitas a analise e síntese do projeto integrado de aproveitamento de biomassa residual; Estudo de viabilidade técnico-econômica; Valorização da biomassa residual e “bioprodutos”; Avaliação tanto dos custos como do impacto ambiental de sistema de integrado; Desenho inovador de equipamentos como: reator de pirólise de baixo custo, defumador de alimentos, sistema de recuperação de energia térmica, recuperador de bioóleo(unidade planta piloto); Análise e apresentação de resultados do estudo de casos (projeto preliminar).
Pesquisas em AndamentoDescrição do sistema destilação destrutiva de resíduos sólidos de baixo custo para produção de energia térmica, bioóleo e adubo; Estudo de simulação econômica; Análise global dos resultados e otimização do projeto visando maximizar o retorno e minimizar os custos; Desenvolvimento de Relatórios técnico-econômico.
Projeto de Desenho InovadorAtravés do desenvolvimento de fluxogramas de processo referentes à gestão de resíduos pode-se elaborar um desenho inovador no aproveitamento da biomassa. A operação de queima, da biomassa, em reator de pirólise de baixo custo se processa a uma temperatura de cerca de 450 0C, onde a matéria orgânica e fracionada dando origem a frações líquida, gasosa e sólida. As proporções estão para o tempo de residência do material no reator devendo ser observados temperatura, oxigênio em excesso, água, etc. estes são determinantes para o desenvolvimento do processo. Em geral, a queima da biomassa em reator de pirólise, o fator mais crítico é a manutenção da temperatura que requer um controle maior na operação, evitando assim a queima incompleta e/ou a geração de produtos indesejáveis conseqüentemente perdas para isso a queima de parte da biomassa em forno (queimador) garante uma temperatura constante. Alem disto essa queima traduz esta biomassa enfornada em carvão. O sistema de recuperação de calor é realizado tanto no queimador com no reator de pirólise fazendo uso desta energia térmica (caloria), trata-se de um método de termosifão, sem a utilização de bombas, utilizando-se da água para armazenagem da energia térmica desprendida dos equipamentos. Estas operações envolvem sistemas auxiliares para armazenagem de água. A recuperação do bioóleo (líquido de fumaça) baseia-se em sistema de ciclonegem (sistema de recuperação) havendo o resfriamento dos gases condensáveis (GC). Os gases não-condensáveis (GNC), por sua vez são recuperados em sistema de combustão sendo seu aproveitamento no secador.
Manual de ConstruçãoFoi desenvolvido manual técnico para implementação de sistema de aproveitamento de biomassa residual, em pequena escala e de baixo custo visa atender problemas referentes a energia, usando o processo de pirólise, ou seja, destilação destrutiva (queima) da biomassa. O projeto alia uma tecnologia limpa (T + L) com o uso de resíduos sólidos (cascas, bagaço, sementes, etc) os quais são convertidos em carvão, bioóleo e gás. O carvão tem um papel secundário; o gás de gerado é utilizado no processo de secagem de frutas, verduras, grãos, sementes; já o bioóleo pode ser utilizado não só como combustível e biofertilizante mas comercializado com industrias químicas ou petroquímicas; O manual técnico de defumador foi desenvolvido com finalidade de conservação e desenvolvimento de aroma no alimento(carnes em geral). É de fácil construção e de baixo custo, com capacidade de processar cerca de 30Kg por dia. Pode-se fazer uma adaptação de um fogão a lenha doméstico, conduzindo a fumaça obtida e fazendo com que ela passe pelos alimentos dependurados acima do orifício de saída do fogo. A tendência da fumaça é subir às partes mais altas; a fumaça circula porque é puxada pela chaminé nos defumadores artesanais. Após 6 horas de queima, os alimentos já apresentam bom sabor de defumado e impregnação de fumaça suficiente para sua conservação por aproximadamente 48 horas ao ambiente ou uma semana sob refrigeração. O mesmo pode ser feito com o uso de tambores metálicos se houver necessidade, a câmara pode ser ampliada, ou podem ser construídas outras unidades iguais ao módulo original. Seu tamanho reduzido foi projetado e desenvolvido para não ocupar muito espaço, facilitando a colocação em residências, sítios, chácaras, ranchos, etc.
Equipe de Trabalho de Biocombustivel sólidosBrunno Henrique de Souza Santiago Pesquisador responsável para coordenação Carlos Eduardo B. Lopes Roberto Mdeiros Dantas Prof. P.V. Pannir Selvam Publicações
Referências BibliográficasSORAES J. E.; Confederação Nacional da Industria. Biomassa: Coadjuvante na Oferta Total de Energia. Coleção, Vol. 3, 1982. FUNDAÇÃO CENTRO TECNOLÓGICO DE MINAS GERAIS/CETEC. Carvão Vegetal; Destilação, Propriedades e Controle de Qualidade, Belo Horizonte, 1982. CARIOCA, J.O.B., Pannir Selvam, P.V. et al. “Energy from Biomass”. Impact of Sciences on Society, 148. p. 305, 1988. COELHO, J. C. Biomassa, Biocombustíveis, Bioenergia, Brasília, 1982. CARIOCA,, J. D. B. et al Biomassa: Fundamentos, Aplicações, BNB, UFC, 1982. MCGOWIN, C.R., "Biomass for Electric Power in the 21st Century". Biomass and Bioenergy, Vol. 10, numbers 2-3, pp. 69-70, 1996. VAN DEN BROEK, R., Faalj, A. and Van Wuk, A., "Biomass Combustion for Power Generation",. Biomass and Bioenergy, Vol. 11, number 4, pp. 271-281, 1996. NGUYEN,Q.A.,SADDLER, J.N. An Integrated Model for the Technical and Economic Evaluation of an Enzimatic Biomass Conversion Process Bioresource Technology, No. 35, p. 275-282, 1991. WHITE, L.P. e PLASKETT. “Biomass as Fuel”, Academic Press, 1981, p.180
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